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Mostra consolida uso dos plásticos dentro e fora do motor Mesmo sem apresentar novidades tecnológicas na área dos polímeros,exposição reforçou a participação do material em aplicações nobres S I M O N E F E R R O
As lentes de faróis em policarbonato (PC) são um claro exemplo da mudança de conceito. Enquanto o público em geral dedicava-se a apreciar e conhecer melhor os novos motores, os mais atentos observavam a tendência cada vez maior de encobrir, e ao mesmo tempo integrar, fios, cabos e componentes, numa evidente referência ao estilo clean incorporado da Fórmula I. O Gol Turbo, da Volkswagen (VW), demonstrou a eficiência das poliamidas (PA) para atender a essa finalidade, em regiões de temperaturas altas e intensa vibração. A cobertura de motor, introduzida no mercado no final de 1998, também será vista em modelos da General Motors (GM), como o Astra e a Blazer, consolidando mais uma aplicação dos plásticos de engenharia no setor automobilístico. A principal finalidade do uso das tampas de cobertura, tanto em veículos leves quanto em caminhões, é a proteção da fiação e dutos do sistema de ignição dos motores eletrônicos. Mais sensível e sofisticado, o sistema eletrônico precisa ser isolado das altas temperaturas e de produtos químicos, como óleos de freio e combustível. A Mercedes-Benz emprega desde o ano passado as tampas de cobertura, confeccionadas em PA (Technyl), reforçada com fibra de vidro, nos modelos de caminhões com motores eletrônicos. O projeto alemão especificava o náilon com 24% de carga mineral e 16% de fibra de vidro. No Brasil, no entanto, o emprego da carga mineral para essa aplicação apresentou manchas. A composição ideal desenvolvida pela Rhodia agregou apenas a fibra de vidro, mantendo o desempenho, com estabilidade dimensional e alta resistência química e mecânica. O molde, desenvolvido no Brasil, também recebeu pequenas alterações de design.
criando uma demanda alta de PA. Os coletores pesam em média 2 kg, pelos cálculos de Carrazza. A Rhodia, segundo ele, investiu alto no desenvolvimento desse mercado. “Trata-se de um importante filão.” De olho no aumento da demanda, a empresa já capacitou-se para ampliar a produção das atuais 20 mil toneladas para 30 mil t/ano de PA 6 e PA 6.6.
A Rhodia, estima ampliar sua participação no setor automotivo e a contratação de Carrazza, no ano passado, profissional com experiência em empresas de autopeças, como a francesa Valeo, comprova a estratégia. Também a entrada de novas montadoras e o incremento do índice de nacionalização dos carros fazem com que as novidades apresentadas no exterior sejam incorporadas com mais rapidez pelo mercado brasileiro.
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