spacer.gif (67 bytes)

notícias

Cabeçote é o diferencial, com tecnologia de última geração

COEXTRUSORAS
Modelos de cinco camadas avançam

Pressionados  pela globalização a adotar tecnologias modernas e atender à exigência crescente por embalagens mais sofisticadas, os transformadores impulsionaram a demanda por coextrusoras, em particular as mais apropriadas para produção de filmes de múltiplas camadas com barreira. 


Prova disso, a Carnevalli, de Guarulhos-SP, abriu as portas de sua fábrica para exibir a Coex 5 PA 1600, pronta para seguir viagem até Goiás, endereçada ao produtor de embalagens Cosplastic. O equipamento, específico para filmes do tipo barreira de cinco camadas, é o quarto do gênero, projetado e construído pela Carnevalli, com diferencial importante no cabeçote, desenhado com knowhow de última geração. “A tecnologia alinha-se com o que existe de mais moderno no mercado mundial e foi totalmente desenvolvida pela Carnevalli”, assevera o gerente comercial Luiz Antonio Delosso Simões.

Delosso: nacionalização barateia o custo

Segundo ele, o que torna seu equipamento tão especial é o fato de todas as extrusoras se acoplarem no cabeçote na mesma altura. Vantagem: o tempo de residência é o mesmo para todos os materiais, reduzindo a possibilidade de degradação daqueles que operam sob temperaturas menores, e a distribuição no plano horizontal permite aos materiais atingirem os pontos do helicoidal sem passar por perfurações internas, que dificultam o controle de temperatura, explica Simões. “Esse tipo de cabeçote ainda facilita a passagem do ar para o IBC, sistema de refrigeração interna do balão”, diz.

Na opinião dele, o mercado brasileiro de embalagens deve sofrer profundas transformações nos próximos anos, abrindo-se amplamente para a coextrusão de filmes de cinco camadas. “Esteve fechado até agora, com a idéia de que essas embalagens eram sofisticadas e caras”, diz. Mas o quadro está se revertendo, com diversas empresas optando pelo processo, ampliando a oferta e, por conseqüência, possibilitando reduzir o custo desse tipo de embalagem.

Também o acesso a equipamentos de tais portes e níveis tecnológicos esteve indisponível até há pouco tempo. “As importações encareciam demais o produto e intimidavam o crescimento do mercado”, pondera Simões. Em sua opinião, a oferta nacional de máquinas com tecnologia compatível às disponíveis no exterior incentiva os investimentos. “É isso que começa a ocorrer com a coextrusão de cinco camadas”, explica. Sem dúvida, o mercado alimentício lidera os desenvolvimentos. Afinal os produtos pré-preparados e prontos, em franca expansão, requerem das embalagens elevada capacidade de proteção.

Para Simões, a nacionalização torna os preços dos equipamentos bem competitivos. Em suas contas, as coextrusoras custam até 30% menos em relação às importadas, considerando-se os preços FOB. Para se ter uma idéia, máquina semelhante à fabricada para a Cosplastic, de 1.600 mm de largura útil e capacidade produtiva até 250 kg/h (com participação de 20% de náilon), equipada com todos acessórios (tratador corona, controle gravimétrico, unidade de água gelada) custa na faixa de R$ 1,3 milhão. “As configurações são sempre feitas de acordo com as necessidades dos clientes”, ressalta.

A empresa fabricou sua primeira coextrusora em 1993, e a segunda, só três anos depois. A partir de 1998, no entanto, o negócio deslanchou. As vendas, concentradas no mercado interno, já somam 45 dessas máquinas e incluem os 4 modelos para filmes de 5 camadas.

Considerada maior fabricante brasileiro de extrusoras, a Carnevalli promoveu recentemente a expansão da área construída em 6.500 m², totalizando 17 mil m². Os setores favorecidos pela ampliação foram montagem (extrusoras, impressoras e painéis elétricos), engenharia, serralheria, calderaria e pintura. Além disso, as áreas deslocadas abrem novos espaços para usinagem de CNC e armazenamento.

Na área da serralheria, levantada com pé direito de 18 m, serão pré-montadas as torres das extrusoras. De acordo com o gerente, esse procedimento agilizará o tempo de construção dos equipamentos. Também a pintura foi modernizada, com novo sistema robotizado. “Aumentamos a produtividade e melhoramos a qualidade de acabamento das máquinas.” A Carnevalli opera com capacidade instalada de produção de até 20 unidades/mês.
M. A. de Sino


Nova fábrica integra a produção de estireno e poliestireno em Triunfo

POLIESTIRENO
Innova constrói outra 
unidade de etilbenzeno

A Innova S.A., empresa petroquímica do grupo argentino Perez Companc, vai construir nova unidade de etilbenzeno no Brasil num prazo de dois anos e desativar gradualmente a fábrica adquirida da Petroflex em 1998. O projeto, em fase adiantada de estudos, prevê a produção de 350 mil t/a e investimentos de até US$ 50 milhões, de acordo com a tecnologia licenciada. A iniciativa aumenta a disputa entre a companhia, a Basf e EDN/Dow para substituir as importações brasileiras de poliestireno (PS), resina da cadeia etilbenzeno e estireno, obtida a partir de benzeno e etileno das centrais petroquímicas.

Em setembro, a Innova iniciou as operações do primeiro complexo integrado da América Latina para a produção de estireno e PS. A nova planta demandou investimentos da ordem de US$ 250 milhões. Atualmente, a capacidade de produção do complexo é de 190 mil t/a de etilbenzeno, 250 mil t/a de estireno e 120 mil t/ano de PS, com previsão de ampliação em mais 80 mil a 90 mil a partir de 2002. Com a unidade brasileira, o grupo, principal fabricante da cadeia de estireno na Argentina, consolida sua liderança na região, como único comcorrente sul-americano a manter-se na disputa com os líderes mundiais de estireno.

Esta situação, porém, poderá ser abalada com a associação da Basf e EDN/Dow visando a construção de nova unidade de 500 mil t/a de estireno (50% a 50%) anunciada recentemente. “O site de Triunfo-RS possui infra-estrutura para ser ampliado, foi construído com essa finalidade, e sua capacidade produtiva pode chegar facilmente a 500 mil t/a de estireno”, afirma o gerente de marketing, Júlian Zárate. Os projetos fazem parte da estratégia de integração dos negócios do grupo Perez Companc, que também produz estireno e PS na Argentina.

Parte da produção atual de estireno da Innova, cerca de 110 mil t/ano, será empregada na fabricação de poliestireno e o restante destinado aos clientes do segmento de borrachas, EPS, resinas poliéster e acrílica. “O objetivo principal da empresa é abastecer plenamente o mercado local, substituindo o elevado volume de importações observado nos últimos anos, oferecendo produtos de última geração tecnológica”, afirma o diretor comercial da Innova, Marcelo Calil Bianchi.

A Basf também anunciou a conclusão da expansão de sua fábrica de PS no vale do Paraíba, em São Paulo, para 110 mil t/a. Com o desgarlamento, a produção da Dow/EDN passará de 120 mil t/a para 200 mil t/a em 2001. O consumo brasileiro de PS deve chegar a 285 mil t em 2000. “A demanda nacional vai crescer 10% em relação ao ano passado, taxa estimada também para 2001”, avalia Bianchi.

Na opinião dele, com a atual produção o mercado brasileiro deixa de importar para gerar um excedente facilmente exportável. “Ao longo de 2001 a capacidade instalada será de 340 mil t para um consumo de 310 mil”, avalia. Em 1999, a demanda nacional de PS totalizou aproximadamente 260 mil t e as vendas da Innova somaram 27 mil t, contra 32 mil t, em 1998, de resina importada. “Estimamos vender entre 50 mil e 55 mil t, em 2000, já com a participação da produção nacional”, afirma o diretor superintendente, Flavio Augusto Lucena Barbosa.

Em 1998, a Innova incorporou a unidade de etilbenzeno da Petroflex instalada no Pólo Petroquímico de Triunfo, mas só iniciou as atividades em novembro de 1999. Ainda em 1998, começou a construção das plantas de estireno, em operação desde janeiro deste ano, e a de PS, inaugurada em setembro.
S. Ferro.

spacer.gif (67 bytes)
  <<< Índice

Próxima >>>