Assédio.com – Nos últimos meses, as “ponto-com” intensificaram o assédio sobre o mercado de distribuição de resinas e, conseqüentemente, alertaram as empresas do setor para a necessidade de explorar os recursos da rede mundial de computadores. Esse período de ebulição e experiências fez com que muitos distribuidores reavaliassem suas estratégias de atuação em sites próprios, ou por meio de portais independentes, além de suscitar inúmeras dúvidas, muitas vezes conceituais. Uma delas refere-se à atuação de distribuídas e distribuidoras na rede.

Indústrias inauguram sites de vendas

A Internet inaugurou nova forma de relacionamento entre clientes e fornecedores, capaz de facilitar e agilizar os contatos comerciais e a troca de informações. Com esse objetivo, as indústrias petroquímicas têm reestruturado os sites institucionais, agregando serviços e reduzindo custos. A GE Plastics (www.geplastics.com) iniciou o comércio eletrônico em maio deste ano com alguns clientes estratégicos. Até o final de agosto movimentou US$ 3,5 milhões, aproximadamente 25% do volume total de vendas.

Em outubro, pretende expandir os benefícios para os demais clientes com carteira de crédito aprovada e relações comerciais estabelecidas. “A página é aberta e não pública”, define o diretor de e-business, William Juliano. Para acessar o comércio eletrônico, há a necessidade de cadastramento. “A maioria dos transformadores acessa a Internet, porém o Brasil ainda está se preparando para o e-commerce”, avalia. A próxima etapa, segundo ele, visa o aumento de oferta. 

Cuca Jorge

Juliano: “País ainda está se preparando para o e-commerce”

Os novos compradores, no entanto, vão operar com limite de crédito pré-aprovado. “Nos Estados Unidos, o valor fica em torno de US$ 2.500. No Brasil, a GE ainda não definiu.” A empresa pretende também agregar ferramentas disponíveis no site americano, mais completo que a versão em português. “O usuário poderá, inclusive, especificar o produto e desenhar a peça on line.” De acordo com Juliano, a GE reestruturou a estratégia de vendas na rede e avalia outras oportunidades de negócios. Porém, o diretor de e-business prefere não comentar os projetos em andamento. Mas, garante: “a companhia não tem a intenção de participar de portais independentes”, principalmente porque trabalha com especialidades, sendo responsável pela distribuição de pelo menos 99% dos produtos vendidos.

Cuca Jorge
Piazi: serviços foram testados com 5 clientes durante 45 dias
Serviços – O programa Cliente on Line da Polialden (www.polialden.com.br) visa inicialmente melhorar o relacionamento comercial e ampliar a gama de serviços, oferecendo nova ferramenta para a gestão do pedido de compra do cliente. “Garante acesso ao banco de dados da Polialden para a obtenção de informações referentes a pedidos, cancelamentos, prazos de entrega, pagamentos e características do lote embarcado”, explica o coordenador de planejamento e marketing, João Carlos Piazi.

Os pedidos colocados na rede, no entanto, são confirmados tradicionalmente (telefone, fax ou pelo vendedor). De acordo com Piazi, o programa permite também a visualização antecipada da nota fiscal e do certificado de qualidade da resina. 

“A imagem dos documentos é perfeita, mas o sistema impede a impressão dos mesmos.” O serviço, testado com cinco grandes compradores durante 45 dias, será oferecido para os demais clientes a partir de outubro.

Uma das preocupações da empresa foi criar uma página de fácil acesso, com informações objetivas. “O usuário navega como se estivesse acessando o site de um banco”, informa. Esta também é a proposta que o site da Cromex Brancolor, fabricante de concentrados de cor e pigmentos, de São Paulo, reestruturou (www.cromexbrancolor.com.br). O comércio eletrônico, com sistema de pedidos on line, foi implantado em maio deste ano e testado com parceiros comerciais.

Segundo o gerente de marketing Paulo Malagutti, as vendas eletrônicas já representam 5% do volume total da empresa. O cliente preenche alguns dados de identificação; insere os itens que deseja comprar, com as respectivas quantidades e prazos de entrega; e recebe a confirmação por e-mail. “Numa próxima etapa, o site vai permitir que os clientes façam o follow-up dos pedidos e concretizem os pagamentos eletronicamente”, afirma Malagutti. Para garantir o sigilo das operações, a Cromex Brancolor investiu em mecanismos de segurança. “Após o envio, o pedido é visualizado apenas pelos computadores da empresa.

 

 
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