|
Maior no mundo A Polibrasil, garante o diretor,
comandará a maior e mais moderna fábrica mundial da Montell para PP. Na opinião de
Coelho, a Polibrasil leva vantagem sobre os concorrentes por ter acesso direto às
inovações conquistadas pela Montell, acionista da empresa. Também contaremos com
todo acervo tecnológico da Targor, em relação a catalisadores e aplicações de
produto, garante. A menção da Targor remete ao processo de fusão desta empresa com a Montell e a Elenac, formando um conglomerado gigante em polietilenos e polipropileno, de nome privisório Basell. A Targor, joint venture da Basf com a Hoechst, produz 1,4 milhão de t/ano de PP na Europa. Resultante da associação entre Shell e Basf, e também sediada na Europa, a Elenac responde por 2 milhões de toneladas anuais de polietilenos. A Montell (grupo Shell), que agora também terá acesso ao know how em polietileno, lidera o grupo e a produção mundial de PP, com 4 milhões de t/ano, para a qual também detém a mais difundida tecnologia. A Polibrasil ainda planeja investir US$ 26 milhões na expansão da planta de Duque de Caxias-RJ, elevando-a das atuais 200 mil t para 240 mil t/ano, em 2001, e para 300 mil t, em 2002, quando também inaugura a nova unidade de Mauá. A partir dai o produtor pretende especializar as fábricas, diz Coelho. A nova estará habilitada a processar todos os tipos, porém, será encarregada dos copolímeros. À de Duque de Caxias caberá a produção dos homopolímeros, cuja tecnologia (Lipp) seria melhor para obtenção dessa variedade de PP, enquanto a de Camaçari-BA responderá pelas especialidades, como grades específicos para tubos de condução de água e petróleo. Por suas elevadas propriedades mecânicas, os copolímeros de alto impacto destinam-se principalmente aos segmentos de injeção de peças técnicas, como componentes para as indústrias automobilística e de eletroeletrônica, entre outras. Os homopolímeros propiciam melhor rigidez em injeção e sopro, porém perdem um pouco da resistência mecânica. Encontram aplicações principalmente nos mercados de ráfia, monofilamentos, fibras e termoformagem. Já os copolímeros randômicos conferem boa resistência mecânica e rigidez, mantendo também boas propriedades óticas, sendo indicados para injeção e sopro de peças que requerem transparência, como utilidades domésticas, frascos para cosmésticos e produtos de limpeza. A
nova geração de copolímeros, informa o diretor da Polibrasil, beneficiará os
transformadores com maior produtividade e melhores propriedades mecânicas, associadas
ainda com a elevada transparência, sem necessidade de aditivos. A resina já sai do
reator com boas propriedades óticas, garante. Além disso, as novas famílias de PP
também terão maiores índices de fluidez sem alterações nas propriedades mecânicas.
Com a nova família, a oferta de grades da Polibrasil sobe de 70 para 120. O primeiro endereço da lista é o mercado de injeção, seguido do sopro (em
concorrência com o PET) e o da termoformagem. Ciclo rápido e parede fina é
mercado do PP, assegura Coelho. Além desse segmento, ele aposta no maior uso da
resina na fabricação de baldes industriais e caixas para hortifruti, em concorrência
com o PEAD. O PP tem densidade mais baixa e a nova geração ainda garante excelente
balanço entre resistência ao impacto e rigidez, permitindo a produção de paredes mais
finas e resistentes ao empilhamento, explica. Outra vantagem fica por conta da
limpeza. Por suportar altas temperaturas, o PP possibilita higienização com água
fervendo.
Daí os ajustes da indústria de transformação ao
novo processo de injeção, já batizado de parede fina. Sua adoção, porém,
pede equipamentos e ferramentais apropriados, de modo a conjugar com as resinas máximo
desempenho. Além de oferecer tipos apropriados a esse processo, Cassinelli ressalta a
exclusividade da OPP na oferta local de grade de altíssima fluidez, específico para
fabricação de não-tecidos melt blown. Outro diferencial da OPP, mencionado pelo gerente, consiste na
oferta de blendas ricas em linear (acima de 80%), obtidas por mistura a quente, mantendo
todas as propriedades intactas. O moldador pode colocar a resina direto na máquina
sem qualquer probabilidade de erro, garante Cassinelli. A família de PELBD ainda
inclui grade específico para filmes termoencolhíveis, o qual deve substituir o PEBD em
alguns segmentos por suas melhores propriedades mecânicas.
|