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![]() MERCADO AQUECIDO ATRAI INVESTIMENTOS
Para acompanhar a evolução da demanda e combater a pirataria, fabricantes nacionais modernizam a
produção e atacam a concorrência desleal
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Moinhos O gerente comercial da Primotécnica, Claudio Moreno estima um crescimento de aproximadamente 30% no volume de vendas. Para ele, 1999 foi um período mais especulativo, embora com relativa melhora no número de unidades comercializadas quando comparado a 1998. Este ano, os projetos estão sendo concretizados, avalia. Moreno ressalta ainda o aumento das exportações. Os moinhos brasileiros estão bastante competitivos, principalmente na América do Sul. |
Cuca Jorge |
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A empresa exporta para a Argentina, Chile e Bolívia, entre outros países da região, principalmente em decorrência de contatos e negociações encaminhadas em exposições nacionais e estrangeiras. Com 35 anos de existência, a Primotécnica fabrica mais de 50 modelos de moinhos, com capacidades desde 50 kg/hora até 5 mil kg/h, além de aglutinadores (60 kg/h até 500 kg/h) e sistemas de peletização (granuladores) para até 6 mil kg/h. Para a Brasilplast 2001 a empresa reservou novidades importantes, porém prefere ainda não revelar detalhes.
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Cuca Jorge |
Já o diretor da
Rone, Ronaldo Cerri, afirma que em 1999 as vendas de moinhos cresceram 30% em relação ao
ano anterior. Os bons resultados no volume comercializado não refletiram na receita com o
mesmo impacto. As margens, cada vez mais espremidas, mantiveram o faturamento
estável, com alta de no máximo 10%. Para 2000, estima crescer entre 30% e 40%,
também em unidades.
O motivo de tanto otimismo, pode ser explicado por dois fatores básicos: o reaquecimento do mercado nacional e a queda nas importações. Entre 1997 e 1998, as marcas estrangeiras ficaram com pelo menos 15% da demanda interna. “Atualmente, essa participação é irrisória”, avalia. |
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Piratas
A demanda aquecida gera, no entanto, um grave problema: a pirataria. Indústrias se
lançam graças à cópia de produtos consagrados no mercado nacional. A Rone já
conseguiu provar duas vezes na justiça o plágio de seus equipamentos e fechar duas
fábricas. A empresa possui a patente até 2008 de pormenores importantes dos componentes
dos moinhos, como o sistema de abertura e os tipos de fixação da peneira e dos mancais
ao bloco de moagem, com externos da carcaça. São tecnologias desenvolvidas
internamente, declara Cerri.
Atualmente, a empresa enfrenta problema semelhante. Já entramos em contato com o
plagiador para resolvermos a questão amistosamente. Caso a cópia continue no mercado, o
caso ficará a cargo da justiça, conta Cerri que não quis divulgar o nome do
fabricante. Na opinião do empresário, sua evasiva visa proteger o setor, principalmente
os transformadores e demais clientes. Temos de lutar de frente com quem
não é idôneo, defende. Recentemente, a Rone atualizou os modelos de baixa
rotação destinados à automação das linhas de produção (moagem de galhos, rebarbas e
pequenos frascos e peças).
Toda a série
WFA, com modelos de 6, 9 e 12 facas rotativas, passa a operar com 1 faca fixa reversível,
com aproveitamento de quatro bordas cortantes (ver PM 309, edição de maio de 2000, pág.
42). Novos conceitos surgem para atender às exigências do mercado, visando sempre
facilitar a operação, aumentar a produtividade e reduzir custos. Na opinião dele,
o moinho brasileiro oferece excelente relação custo/benefício.
Embora o setor não seja normatizado, como ocorre com as injetoras fabricadas no
País e a maioria dos equipamentos estrangeiros, os moinhos têm qualidade e oferecem
segurança aos operadores.
| Água gelada Dos cerca de 120 unidades e sistemas de água gelada, incluindo chillers, comercializados por mês no Brasil, pelo menos 80% seguem para o mercado de plástico. A estimativa é do diretor da Mecalor, János Szegö. Trata-se de um importante acessório para as empresas comprometidas com o aumento da produtividade e redução do tempo de ciclo. Os equipamentos resfriam a água empregada nos processos de injeção, sopro e extrusão, além de abastecer com ar gelado as extrusoras de filme (balão). Pelas contas de Szegö, a empresa tem pelo menos 50% do mercado nacional. |
Cuca Jorge |
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| Em 1999, a
Mecalor investiu cerca de 100 mil reais no desenvolvimento da linha 2000 de unidades de
água gelada, que inclui modelos desde 5 mil até 90 mil kcal/h de capacidade de
refrigeração, com opção de condensação a água ou ar. As novidades incluem
diversos avanços tecnológicos, tais como a utilização dos compressores tipo scroll,
gabinete de tamanho reduzido pintado a pó com tinta epóxi, motobomba à prova de
respingos e proteções elétrica dos motores por disjuntores térmicos.
A nova central eletrônica, quando interligada a um computador, proporciona facilidade de operação e eficiente diagnóstico de falhas. De acordo com o fabricante, o equipamento é montado sobre rodízios para facilitar a movimentação, tem reservatório de aço inoxidável isolado com poliuretano e tubulação de água em cobre ou aço inoxidável, entre outros detalhes técnicos. |
divulgação |
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Uma das principais inovações, no entanto, refere-se ao uso dos compressores scroll. A avançada tecnologia de dois circuitos independentes de refrigeração, com controle de capacidade e revezamento automático dos compressores, garante significativa economia de energia e aumento da vida útil dos componentes, afirma Szegö. A empresa, certificada pela ISO 9001, criou ainda o Programa de Manutenção Expressa. Pelo menos 90% dos chamados de assitência técnica devem ser atendidos em 12 horas e ter solução na primeira visita.