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Notícias
POLIAMIDA
Rhodia lança geração de
náilon semi-cristalinos

Pedrosa (à dir.) e Ferraroli apresentam nova família de resinas
Em maio, a Rhodia lançou simultaneamente em Paris, Chicago e São Paulo a nova geração
de poliamidas (PA), marca TechnylStar. Trata-se de um polímero com estrutura molecular
não linear, principal diferença em relação aos náilons convencionais, incluindo a
tradicional linha Technyl (PA 6 e PA 6.6) fabricada pela empresa. A alteração molecular
resultou em resinas semi-cristalinas com importantes modificações em seu desempenho. As
principais referem-se ao alto índice de fluidez, a ampliação da capacidade de
aditivação e a redução de até 30% na pressão de injeção para algumas aplicações,
utilizando equipamento convencional.
Com isso a Rhodia espera oferecer aos clientes aumento da produtividade, maior
flexibilidade de design das peças e redução de custo. A indústria de autopeças é o
principal alvo do material no desenvolvimento de itens de alta exigência técnica, como
as coberturas de correias e motores, pedais e pedaleiras, coletores de admissão, entre
outras. Além de concorrer com os demais plásticos de engenharia deve acirrar a disputa
com outros materiais como os metais (aço, alumínio, etc.).
A solenidade de lançamento em São Paulo aconteceu na Casa Rhodia e contou com a
presença do presidente da Rhodia Poliamida América do Sul, Alberto Pedrosa, e de
profissionais da subsidiária brasileira, como o gerente geral, Francisco Ferraroli dos
Santos; o gerente comercial, Marcos Curti da Silva; e a gerente de pesquisa e
desenvolvimento, Natália Scherbakoff. Essa nova geração de poliamidas significa
um enorme avanço no setor de plásticos de engenharia, criando um mercado com expressivo
potencial de crescimento nos próximos anos, afirmou Pedrosa.
Mais carga De acordo com Natália, as poliamidas em geral agregam até 50% de
reforços e aditivos. A nova linha aumentou esse teto para 65%, afirma.
Eliminou ainda a migração dessas cargas para a superfície da peça, garantindo melhor
acabamento superficial. Com relação ao índice de fluidez, o ganho também é
expressivo. Testes realizados pela Rhodia mostraram que formulações reforçadas com 30%
e 60% de fibra de vidro preenchem o dobro do canal quando comparadas às poliamidas
tradicionais com mesma quantidade de carga. Empregamos o teste do espiral, o mais
usual para mensurar o índice de escoamento da resina no molde.
A linha TechnylStar divide-se em duas famílias, a SX e a S. A primeira, composta por
três produtos, destina-se às aplicações com maior porcentagem de cargas, até 65%,
visando melhorar as propriedades mecânicas e o desempenho do material, inclusive às
altas temperaturas. A série S, com dois tipos, foca os aspectos de produtividade nas
aplicações com menor grau de reforços, algo entre 20% e 45%. Além alavancar as
propriedades térmicas, mecânicas e químicas encontradas nas poliamidas
semi-cristalinas, o produto apresenta outras características que o colocam à frente de
outros termoplásticos, diz Ferraroli.
A produção do TechnylStar estará de início concentrada nas instalações da Rhodia na
Polônia, em escala piloto. Até o final de 2000 a capacidade produtiva deverá alcançar
2 mil toneladas/ano, e passar para 8 mil t/ano até 2001. Nessa fase inicial o mercado
brasileiro será abastecido pelos compostos fornecidos pela fábrica na Europa,
provavelmente a partir do final do ano. Depois vamos importar as resinas e formular
os compostos localmente, afirma Ferraroli.
A Rhodia acredita também que os preços ficarão em média 15% a 20% superiores aos dos
demais grades. Em breve a empresa pretende anunciar outras novidades relacionadas ao
sistema de distribuição de seus produtos. Por enquanto não podemos comentar
outros detalhes, explicou Pedrosa. A empresa, no entanto, ainda comercializa
diretamente 90% do volume total e já conta com quatro distribuidores no Brasil.
Os investimentos do grupo no segmento de PA chegam a US$ 30 milhões/ano. Os planos de
expansão para os próximos cinco anos na América do Sul prevêem incentivos da ordem de
US$ 200 milhões. A Rhodia Poliamida América do Sul é uma das líderes no continente na
produção de náilon com aplicações industriais e têxteis, com fábricas em Santo
André, São Bernardo do Campo, Jacareí e Paulínia, todas no Estado de São Paulo,
empregando mais de 2 mil pessoas. O faturamento da empresa em 1999 somou US$ 250 milhões.
A Rhodia emprega em todo mundo 24.800 pessoas e, em 1999, faturou 5,5 bilhões de euros.
CARGAS
Cabot expande produção
local de negro-de-fumo
A Cabot Brasil, subsidiária da norte-americana Cabot Corporation, pretende inaugurar no
início de 2002 uma terceira unidade industrial para a produção de negro-de-fumo em
Mauá-SP. A nova planta em território nacional vai acrescentar aproximadamente 40 mil
toneladas/ano à capacidade atual de 75.000 t/ano, e demandar investimentos da ordem de
US$ 30 milhões. O projeto de expansão, anunciado em Boston-EUA, está em fase final de
detalhamento. Este investimento demonstra nosso compromisso para atender à
crescente demanda do Mercosul, afirmou o diretor de operações para a região,
Oscar Zambrini.
A empresa é líder mundial na produção de negro-de-fumo, matéria-prima utilizada para
fabricação de pneus, artefatos de borracha, tintas e plásticos. A planta da Cabot, em
Mauá, opera há mais de 24 anos e possui certificação pelas ISO 9002 e 14001. O
vice-presidente executivo da Cabot e gerente-geral do negócio de negro-de-fumo William P.
Noglows considera a América do Sul um importante mercado para a manutenção da
liderança mundial da companhia. A nova unidade permitirá o desenvolvimento de
novos produtos, avalia.
Sediada em Boston, Massachussets, nos EUA, a Cabot Corporation é uma companhia global com
operações nas áreas de química, especialidades e energia. A corporação opera 25
fábricas de negro-de-fumo em 17 países e teve receita de US$ 1,7 bilhão em 1999.
MASTERBATCH
Novo concentrado confere
fragrância ao polietileno
A indústria que recorria a cores e
outros efeitos especiais para tornar seus produtos mais atraentes para o consumidor, conta
com um dispositivo a mais para se destacar entre os concorrentes. Embalagens plásticas
exalando aroma do produto empacotado e flores artificiais perfumadas são alguns exemplos
da novidade anunciada pela Clariant.
Trata-se de nova tecnologia de masterbatch cujas formulações permitem conferir
fragrâncias ao polietileno. Por ora, estão disponíveis cinco variedades (maçã verde,
limão, baunilha, couro e lavanda) que podem ser empregadas nos processos de injeção,
sopro ou extrusão de filmes. Numa segunda etapa, o fabricante pretende transferir o
know-how para outras matrizes poliméricas, além, é claro, de desenvolver novos aromas.
Para a Clariant, as aplicações para a nova tecnologia incluem interiores de automóveis,
embalagens de cosméticos, entre outros. O fabricante avisa de antemão que o novo aditivo
ainda não deve ser usado em artigos infantis ou brinquedos.
PERIFÉRICOS
Sistema tritura apara de filmes
O fabricante italiano de moinhos Tria desenvolveu novo sistema para moagem de aparas de
filmes que racionaliza a produção do transformador, além de deixar sua fábrica mais
limpa e ordenada. O sistema, com capacidade para até 500 kg/h, opera com seis linhas de
corte, em grupos independentes, cada qual com ventilador próprio para aspiração dos
resíduos, em um moinho de 3 lâminas rotativas e 18 kW de potência. O equipamento ainda
dispõe de ciclone silencioso para descarga do material.
O material moído aspirado pelo ventilador segue para o ciclone de separação e, em
seguida, é recolhido numa big bag. O pó resultante dos seis ciclones vai para um filtro
centralizado e dotado de limpeza automática em contra-corrente.
Entre as vantagens do novo sistema, o fabricante ressalta o fato de o ciclo de
trituração ocorrer num ambiente próprio, isolado do compartimento de produção. A
separação é conseguida com algumas aberturas na parede, pelas quais as aparas são
aspiradas. Alguns sensores de nível permitem a troca automática da big bag e a
sinalização do enchimento concluído. O sistema ainda possibilita transporte automático
para o silo de armazenagem.
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