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(esta materia está incompleta no cd)
novo design gráfico e estrutural, apresentando na parte frontal da embalagem a transparência que permite a visualização do produto.
Na Müller, a criação das embalagens em PEAD do desinfetante Paetê, fabricado pela Labormax Produtos Químicos, de Indaiatuba–SP, incorporou o conceito de economia, com a redução de peso da embalagem de 72 para 65 gramas, sem conseqüências para o desempenho mecânico. Para facilitar o manuseio, o bocal de despejo do produto, antes desenhado no centro da embalagem, foi deslocado para a lateral direita, aproximando-se da direção da alça. O formato, antes arredondado, seguiu linhas e ângulos mais retos, ampliando o painel frontal da embalagem e a área disponível para a comunicação com o consumidor. O sistema de rotulagem também sofreu remodelação, passando de rótulo em papel para adesivo. Para possibilitar perfeita acomodação à gôndola do supermercado, a altura projetada para a nova embalagem foi de 31 cm.
Para a MN Design, um forte diferencial tecnológico, envolvendo a redução do peso, é representado pela embalagem de 14 gramas em PEAD do amaciante de roupas concentrado “Comfort”, fabricado pela Gessy Lever, comportando 400 ml de produto. Privilegiando novos formatos, além do emprego do PET, destaca-se a embalagem desenvolvida para o adoçante dietético da linha Family “Finn”, que comporta no interior do frasco colherzinha-dosadora em PP. Outros desenvolvimentos que trilharam o caminho da racionalização no emprego de materiais podem ser verificados nos frascos em PET com estruturas totalmente diferentes, criados para catchup e mostarda, detergente e desinfetante Biju, fabricados pela Arisco, para os quais se utilizou o mesmo tipo de preforma em PET. Mais recente está a criação do design do frasco do limpador e perfumador “Casa e Perfume”, fabricado pela K&M Indústrias Químicas, de Paulínia–SP, onde as opções por PET ( matéria-prima do corpo do frasco) e PP (alça injetada) foram decisivas. No primeiro caso, valorizou-se a transparência e a refração da luz nas linhas da embalagem. No segundo, para adaptar a alça em PP, criou-se uma canaleta para o encaixe da alça no corpo da embalagem em PET, viabilizada pela colocação da linha de junção do molde na parte frontal da embalagem, resultando em perfeita harmonia entre as formas e os materiais empregados.
A embalagem, segundo as consumidoras
As expectativas de 360 donas-de-casa ouvidas em pesquisa realizada pela Arthur Andersen em 1998 sobre quais seriam os atributos essenciais às embalagens de produtos alimetícios, incluindo bebidas, revelaram que, além de bonita e atraente (32,8% das entrevistadas), as embalagens, para a totalidade das entrevistadas (100%), precisam ter a qualidade de preservar o produto. Na seqüência, segundo o critério de importância das donas-de-casa, a embalagem precisa ser segura (99,2%), trazer informações adequadas (98,3%), apresentar praticidade no manuseio (98,1%), participar equilibradamente do preço (96,7%), garantir a inviolabilidade do produto (96,4%), apresentar qualidade (94,7%), além de ser adequada para armazenamento após aberta (71,4%).
Na mesma pesquisa evidenciou-se o grau de importância da embalagem de acordo com a categoria de produto acondicionado (alimentos e bebidas, higiene e limpeza). A avaliação de que a embalagem é “muito importante” foi considerada por 81,7% das entrevistadas no segmento de alimentos e bebidas. Quanto aos produtos de higiene e limpeza, respectivamente 71,1% e 55,2% das entrevistadas atribuiram igual importância para as embalagens.
Beleza e proteção andam juntas
Os projetos de embalagens para produtos de higiene pessoal, cosméticos e perfumaria devem levar em conta as seguintes qualidades e requisitos de proteção, segundo critérios do Cetea/Ital:
Excelente aparência – Muitos produtos são associados com luxo, sendo a beleza da embalagem uma característica do setor. Além disso, a embalagem deve transmitir as qualidades do produto por meio de estilo clean, transparência e brilho.
Barreira a vapores orgânicos – Para evitar a perda de essências e álcoois presentes nas formulações dos produtos.
Barreira a gorduras – Considerando que muitos produtos têm veículos gordurosos.
Resistência química – Necessária devido à presença de álcoois e ácidos presentes nas formulações.
Resistência ao stress cracking – Tensoativos, detergentes e óleos presentes nas formulações, em xampus, cremes e loções são considerados agentes indutores de fissuramento da embalagem devido à combinação da ação química e tensão.
Barreira ao oxigênio – Para produtos que contêm vitaminas e/ou ácidos sensíveis à oxidação, como é o caso de alguns cosméticos de ação terapêutica e dermatológica.
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