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| CHICAGO MOSTRA OS RUMOS DO PLÁSTICO |
| Não faltaram mais
exemplos de novas elétricas. A Sumitomo America, de Norcross, Geórgia, colocou em
operação a SE230S, com força de fechamento de 210 t, e que operava com um sistema novo
de controle de fluxo da injeção, o SK Control. Trata-se de uma válvula especial de
recuo que controla o peso da injeção ao eliminar contrafluxos de resinas. Caso estes
ocorram, o sistema automaticamente inverte a rosca e fecha o circuito antes do início da
injeção. |
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Injetora
SE230S, da Sumitomo: elétrica com controle de fluxo |
Se foi uma empresa japonesa que mostrou a maior elétrica, a
menor também teve a mesma origem: a Nissei America, de Anaheim, Califórnia, apresentou o
modelo HM7 Denkey, de 7 t de fechamento, que injetava capas de conectores de quatro
cavidades de 0,88 g, com espessura de parede de 0,6 mm.

Kikuta: elétrica com ciclo a seco de 0,36s
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Um grande diferencial da HM7 é o
fechamento por pressão direta eletromecânica, ao contrário dos projetos das companhias
concorrentes que sempre utilizam o fechamento por joelhos. Segundo Yoshimi Kikuta, chefe
da divisão de máquinas, esse sistema de fechamento direto é mais eficente para moldagem
de ultra-precisão, já que ele se realiza no centro da placa, aproveitando melhor a
força e mantendo sua qualidade de transmissão por muito mais tempo.
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| Uma das três empresas
a mais vender injetoras nos Estados Unidos (a empresa comercializa naquele país 30% de
sua produção anual que será de 4 mil máquinas em 2000), a Nissei também chamava
atenção para a rapidez de algumas das suas 15 máquinas expostas. Nesse quesito, vale
destacar a elétrica ES 200H-Eject (protótipo), de 20 t de força de fechamento. Seu
ciclo a seco com molde chega na máquina em exposição a 0,36 segundo. A máquina
injetava conectores de duas cavidades de 0,47 grama em LCP (polímero de cristal
líquido), com espessura média de 0,5 mm, a um ciclo total de 0,68 segundo. |
Divulgação |

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Nissei
ES 200H: servomotores de resposta rápida |
Para deixar a máquina rápida, de acordo com o consultor
técnico da representante brasileira da Nissei (Intercâmbio Nomura), Carlos Cazuo, a
empresa agregou mais funções de movimento simultâneos, como o fechamento do molde
durante o retorno do estrator e servomotores de resposta rápida. Além disso, o
fuso de esferas é especial e faz a transmissão do movimento rotativo do motor para
linear, diz.
Aliás, uma outra máquina em exposição, a ES 6000H, de 280 t, prova mais ainda a nova
concepção ultra-rápida da Nissei. Processando um porta-CD de 162,5 g, de molde de 8
cavidades, com espesura de 1 mm de parede, a máquina conseguia 5,8 segundos por ciclo.
Por ser uma peça grande e complexa esse ciclo é baixíssimo, afirmou Cazuo.
Desde novembro de 1998 com a representação exclusiva da Nissei no Brasil, a Intercâmbio
Comercial Nomura, segundo Cazuo, por enquanto só fez negócios no País com injetoras
hidráulicas, mas isso pode mudar. O mercado de telefonia celular e de dispositivos
médicos dá preferência às elétricas, em razão das exigências com relação à
contaminação, diz. Por não utilizar óleos hidráulicos e água, a vantagem das
elétricas é evidente nesse aspecto. No Japão, 40% das vendas da Nissei são de
máquinas elétricas e nos Estados Unidos, 30%. Mas a tendência é de crescimento
veloz, afirma.
| Híbridas
Para os transformadores ainda receosos de abandonar de vez os fechamentos hidráulicos,
optando pelas elétricas, e que não estejam dispostos a pagar de 20% a 40% por estes
modelos, as opções de injetoras híbridas, também com baixo consumo de energia, foram
fartas. A começar pela Demag Ergotech, de origem alemã e irmã da Van Dorn Demag, de
Strongsville, Ohio, que mostrava um novo modelo da série El-Exis: a El-Exis E.
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| Divulgação |
Divulgação |

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| Híbrida El-Exis E: mais
lenta mas silenciosa |
Allrounder 630 S: movimentos
paralelos na injeção |
Disponível na feira em versão de 150
toneladas de força de fechamento, a El-Exis E, ao contrário da versão S (mostrada na
K98), substitui o acumulador de injeção por um diferenciado sistema de
servomotores de corrente alternada (AC). Colocado no fim da injeção, o servomotor fica
ligado na direção da rosca para acioná-la ao molde. Quando a rotação do motor é
invertida para remover a rosca, ele aciona uma engrenagem hidrostática que, por sua vez,
movimenta os cilindros hidráulicos para continuar a injeção. A máquina estava
injetando conectores elétricos com poliestireno sindiotático.
De acordo com o gerente de vendas técnicas da Demag Ergotech USA, Michael Sansoucy,
embora essas modificações aumentem os ciclos da máquina em comparação com a série S
(considerada a híbrida mais veloz), as novas ganham nos quesitos nível de ruído e
consumo de energia. A faixa de injeção da série E é pouco acima de 250 mm/s, contra
1.000 mm/s da S. A série E é muito mais silenciosa, com nível abaixo de 70
decibéis, diz Sansoucy.
Da série S, a Demag Ergotech expôs o modelo de 250 t de fechamento que injetava colheres
de polipropileno a um ciclo de 4,9 segundos em molde de 24 cavidades. Uma vantagem de
todos modelos da série El-Exis, com faixa total de 60 t a 360 t de fechamento, é a pouca
necessidade de fluidos para lubrificar a engrenagem hidrostática. Apenas precisa um
litro de óleo em um sistema fechado closed loop, sem retorno ao tanque, acrescentou
Sansoucy.
A canadense Husky também estreava em seu movimentado estande (um dos únicos a distribuir
gratuitamente cerveja e outras bebidas) um modelo das híbridas Hyletric para pequenas
tonelagens. Com controle de operação por PC, de acordo com Jean-Louis Dam, coordenador
de vendas da filial luxemburguesa, a máquina une as vantagens das elétricas, como
silêncio e economia, com o desempenho das unidades hidromecânicas. As primeiras versões
da Hyletric serão para uma faixa de 80 t a 145 t, mas dentro de um ano a empresa pretende
expandir a linha para até 900 t e incluir um modelo de menor tonelagem, de 45 t.
Expondo no estande uma versão para 80 t de força de fechamento, as máquinas Hyletric
possuem pressão de injeção de 1.700 a 2.500 bar e velocidade de injeção de 1.400
mm/s, o que lhe confere grande versatilidade de operação. Um diferencial a se considerar
da linha é a orientação das placas móveis, feita não por colunas, mas por rolamentos
lineares.
Outra empresa com uma nova versão de híbrida foi a alemã Arburg. Era a Allrounder 630
S, com força de fechamento de 275 t, que embora tenha fechamento hidráulico, possui
dosagem elétrica obtida através de motor com refrigeração a água. Esse motor
faz com que a dosagem seja independente da hidráulica da máquina, permitindo movimentos
paralelos na injeção, afirmou o diretor da Brevet, Alberto Kolm, representante no
Brasil da Arburg, presente no estande da empresa montado na entrada do pavilhão Sul do
McCormick Place.
Outra vantagem da injetora é o comando Selogica, patente da Arburg, que permite o
acompanhamento de toda a seqüência de operações no quadro elétrico de comando.
Cada fase do processo possui um ícone, diz Kolm. Ele ainda lembra que os
sistemas de movimento e controle da injetora foram desenvolvidos para operar em ciclos
rápidos, o que aumenta a vida útil da máquina e diminui seus custos de operação.
Também apresentava seu modelo de híbrida a Sandretto, de Freedom, Pensilvânia, que
dividiu seu maior estande (430 m2) já montado na NPE com a empresa controladora, a
americana Cannon. Família lançada na feira anterior, a Sandretto colocou em operação a
Mega TE F 610, de 550 t, para injetar com ciclo de 16 segundos contêiner com molde de
cavidade única da transformadora brasileira Maghfran. Seus modelos híbridos operam com
acumuladores hidráulicos e roscas acionadas por motores servoelétricos.
Segundo a gerente de comunicação da Sandretto, Carole Firth, a linha Mega TE, que inclui
injetoras de 550 t a 1000 t, está tendo uma aceitação crescente no mercado
americano.Para moldes técnicos de grande comprimento ou de grande volume elas se
encaixam perfeitamente, diz. As injetoras na versão F, como a exposta, incorporam
rosca mista com L/D de 25:1, bico shut-off hidráulico e resistências em cerâmica, o que
as tornam ideais para moldagem com alto volume de poliolefinas ou quando se necessita
retorno da rosca e fechamento simultâneos para aumentar a produtividade.
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