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REVALORIZAÇÃO
Reciclagem inédita dissolve PVC
| O grupo Solvay pretende colocar em operação a
partir de 2002 uma planta destinada à reciclagem de policloreto de vinila (PVC), em
Ferrara, Itália. Trata-se da primeira unidade a empregar a tecnologia Vinyloop,
desenvolvida e patenteada pela companhia. O processo inédito promove a dissolução do
PVC em solvente, e será responsável pela produção inicial de 8.500 toneladas/ano de
resina reciclada proveniente de material pós-consumo, principalmente fios, cabos e
embalagens flexíveis. |
Cuca Jorge

Leitner anunciou projeto, que produzirá 8.500 t
/ a |
O projeto foi anunciado no Brasil pelo diretor de negócios
internacionais da Solvay e porta-voz da Indústria Mundial do PVC para Acordos
Internacionais, Helmut Leitner, durante o lançamento oficial do livro Reciclagem
Mecânica do PVC Uma oportunidade de negócio, um estudo elaborado pelo Instituto
do PVC (IPVC) e pelos especialistas da Universidade de São Paulo (USP), Hélio Wiebeck e
Ana Magda Piva, no dia 19 de maio, no hotel Caesar Towers Berrini, na Capital paulista. O
evento contou ainda com participação do deputado federal do Partido Verde Fernando
Gabeira, que falou sobre a atuação do poder legislativo nas questões ambientais.
Vinyloop O Projeto Ferrara, como foi batizado, é fruto da
parceria ente a Solvin Itália (joint-venture com 75% de participação da Solvay e 25% da
Basf) e outras quatro empresas italianas: a Adriaplast, fabricante de blisters para o
setor farmacêutico e filmes para embalagens de alimentos; a Fitt, líder europeu na
produção de tubos de PVC flexível; a Tecnometal, indústria de fios e cabos para os
setores elétrico e de telefonia; e a Vulcaflex, transformador com atuação no mercado
automotivo, embalagens e calçados. A planta vai demandar investimentos da ordem de 8,5
milhões de euros e produzir, num prazo de cinco anos, de 60 mil a 80 mil t/ano, de acordo
com números divulgados por Leitner.
No Vinyloop, a dissolução do PVC ocorre por meio de um solvente especial que não
interage com outros produtos, apenas com a resina, ou seja, os metais e outros componentes
do item a ser reciclado permanecem intactos enquanto o plástico torna-se líquido.
O processo tem início com a moagem do material reciclável que segue para um reator
onde está o solvente, responsável pela primeira separação, explica o gerente de
relações com o mercado da Solvay Indupa do Brasil, Édison Carlos.
O PVC líquido misturado ao reagente é encaminhado para outro reator e, por
precipitação, obtém-se PVC em pó. O solvente por sua vez retorna ao processo após
filtragem e outros sistemas de recuperação. Trata-se de um circuito fechado, no
qual o reagente é reaproveitado. Não há desperdício, nem agressão ao meio
ambiente, avalia Carlos. De acordo com ele, a resina reciclada mantém ainda grande
parte das características do produto original. Facilita o uso para a mesma
aplicação, afirma.
Faz parte dos planos da Solvay a instalação de outra unidade recicladora na França. O
projeto, ainda em avaliação, deve contar com pelo menos um parceiro, a Ferrari Textiles
Techniquef, grande produtor francês de lonas (PVC sobre tecido de poliéster). O grupo
Solvay, com sede em Bruxelas, Bélgica, emprega 33 mil pessoas em 50 países, e concentra
suas atividades em quatro setores: químico, plástico, transformador e farmacêutico.
Cuca Jorge

Gabeira discursou sobre atuação do legislativo |
Reciclagem mecânica No
Brasil, no entanto, a revalorização do PVC ainda é embrionária e começou 20 anos
depois da Europa. De acordo com dados divulgados pelo IPVC, em 1999, aproximadamente 6% da
resina consumida no País, cerca de 650 mil t, foram revalorizadas. A demanda mundial
chega a 25 milhões de t/ano, das quais 520 mil t são recicladas. O uso desse
material vem se diversificando cada vez mais, podendo ser utilizado em aplicações como
calçados, solados, mangueiras, pisos, tubos de esgoto, perfis, filmes para empacotamento,
laminados, entre outras, afirmou o presidente do IPVC Francisco de Assis Esmeraldo
durante o lançamento do livro. |
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