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MOLDADORES ADOTAM
TECNOLOGIAS ESPECIAIS
S I M O N E
F E R R O
Desde o lançamento da primeira embalagem de parede fina injetada em ciclo rápido com
polipropileno (PP) de alta fluidez, há menos de dois anos, o mercado de plástico
acompanha o avanço do processo principalmente nos tradicionais redutos da termoformagem e
nas especialidades.
Porém, um dos principais filões, os potes de margarina, continua em
compasso de espera. A mesma expectativa acompanha o segmento de polietileno tereftalato
(PET). Líder nas garrafas de refrigerantes, a resina já partiu com força total nas
bebidas isotônicas, chás, sucos e águas minerais, mais ainda não conseguiu emplacar no
Brasil o tão cobiçado mercado de cervejas. No entanto, nessa caminhada para conquistar
nichos cada vez mais expressivos, o sopro de PET e a injeção de PP respondem por boa
parcela das reestruturações ocorridas no mercado nos últimos anos e também pelas
melhores novidades.
A constante busca pela redução de custo, sem ignorar aspectos importantes como
qualidade, durabilidade, facilidade de manuseio ou de transporte e garantia da vida útil
do produto envasado, além de chamar a atenção do consumidor, foco principal de todas as
mudanças, está entre os principais desafios do mercado de especialidades (e de maior
valor agregado). Para atender a esses requisitos, as embalagens plásticas, cada vez mais
leves, têm apresentado significativa melhoria nas propriedades de barreira. Passaram
ainda a agregar novas tecnologias como a de multicamada e o uso de materiais conjugados.
O ciclo rápido supriu limitações do processo de termoformagem e agregou novos recursos
às embalagens de parades finas, como as tampas com lacre, a qualidade de acabamento e o
aumento da produtividade. Com isso, tradicionais termoformadores passaram a vislumbrar na
injeção de ciclo rápido boa oportunidade de negócio e reestruturaram suas atividades
para competir no novo mercado. Entre elas destacam-se a Fibrasa, com fábricas em Serra-ES
e em Pernambuco (Abreu e Lima); a Dixie Toga, de São Paulo, em parceira com a Massucato,
de Campinas-SP (ver PM, edição nº 299, de junho de 1999, pág. 16); e a Brasholanda, de
São José dos Pinhais-PR, recentemente vendida ao grupo finlandês Huhtamaki Van Leer.
Outra empresa com forte atuação no mercado de ciclo rápido, a Plast & Pack, de São
José dos Pinhais-PR, fez o caminho inverso. Fundada há 3 anos para atender o segmento de
injeção de produtos especiais, inaugura no segundo semestre nova linha de termoformados;
já fabrica as tampas dos patês da Perdigão e passa a atuar também no segmento de
iogurtes. A termoformagem chega para complementar nossa série de produtos,
afirma o diretor comercial Ricardo Bruni.
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Bruni: margarinas devem migrar para os potes
injetados
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Margarinas Na opinião
de Bruni, as margarinas devem migrar em breve para as embalagens injetadas.
Processando em múltiplas cavidades obtêm-se ganhos expressivos em produtividade,
qualidade e segurança do produto, pois a injeção permite a confecção de tampas com
lacre, um dos principais diferenciais do processo, avalia. Outra vantagem refere-se
à possibilidade de usar tecnologias mais modernas de impressão, como o IML (in mold
labeling), e extrair o pote pronto do molde, além de produzir in house (na casa do
cliente). Todos esses fatores fazem com que o custo da injeção torne-se bastante
competitivo, afirma Bruni.
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Nas contas do empresário, um
fabricante de margarinas de médio porte consome em média 400 toneladas/mês de
termoformados. Quando o primeiro lançar as novas embalagens, os demais vão seguir
o mesmo caminho ampliando consideravelmente a demanda de injetados, diz ele. Embora
os transformadores evitem comentar o assunto e divulgar os projetos em andamento,
especula-se que a Brasholanda, Plast & Pack, Dixie Toga, Fibrasa e GS Plásticos, de
Diadema-SP, já estão sendo sondadas para a realização de concorrência para a
instalação de planta in house ou fornecimento do novo item. Basta saber quem vai dar o
primeiro passo.
Enquanto isso, a Plast & Pack anuncia uma série de lançamentos para incrementar sua
linha de injetados. No segundo semestre, apresenta os potes retangulares de sorvete com
capacidades de 1 a 2 litros e as tampas multiuso, ambos fabricados em PP. Os potes
destinam-se a atender pequenos e médios fabricantes de sorvetes que normalmente se
abastecem de produtos estândares, em geral de polietileno de alta densidade (PEAD) ou de
materiais concorrentes. |
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Tampas injetadas adequam-se a vários diâmetros
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Com 18,6 g, pote de PP substituiu importado
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As tampas seguem inicialmente para o mercado
promocional e depois serão vendidas diretamente ao consumidor nos supermercados e lojas
de utilidades domésticas em diversas cores. Servem para qualquer diâmetro de lata
à disposição do mercado nacional, de creme de leite e molhos de tomate ao atum e demais
enlatados. Outra novidade, já patenteada pela empresa, são as caixas para CD em PP
injetado para substituir o poliestireno (PS). A Plast & Pack lançou também nova
linha de potes, com tampa e lacre, com capacidade para 250 e 500 gramas. Trata-se,
na verdade, do aperfeiçoamento da primeira linha apresentada pela empresa há quase três
anos, já em ciclo rápido.
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