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MOLDADOR AGREGA NOVAS TECNOLOGIAS
MARIA APARECIDA DE SINO E SIMONE FERRO

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A equipe de Plástico Moderno foi a campo detectar as
evoluções e tendências nos segmentos de extrusão, injeção e sopro, principais
processos de produção das embalagens plásticas, e o resultado pode ser conferido nas
próximas páginas. A reportagem evidencia a preocupação das indústrias em responder
às crescentes exigências do consumidor brasileiro por embalagens mais sofisticadas,
associando redução de custo, qualidade e maior produtividade, estimulando o
aperfeiçoamento tecnológico do parque transformador em todas as áreas.
Para atender aos novos requisitos, o moldador enfrenta o desafio de oferecer embalagens de
paredes cada vez mais finas, sinônimo de leveza e economia de insumos, porém de elevadas
propriedades mecânicas e de barreira, além de melhor desempenho nas máquinas, para
ganhar produtividade. Dentro desse contexto, o parque transformador deslancha tecnologias
como a de múltiplas camadas e de uso de materiais conjugados. Recém-chegada ao mercado
nacional, a injeção de ciclo rápido ganha cada vez mais adeptos ao suprir limitações
da termoformagem, aumentar a produtividade e agregar novos recursos às embalagens de
paredes finas.
Toda essa transformação revela o grande potencial da indústria brasileira de plástico,
comprovado pela pesquisa da Datamark apresentada no Seminário Brasil Pack Trends 2005, em
junho, em São Paulo. Segundo o levantamento, 32% da demanda brasileira de resinas
termoplásticas em 1998 (estimada em 3,3 milhões de t) transformou-se em embalagens, taxa
semelhante à do mercado americano. Mas quando se compara o volume de produção de
resinas dos dois países, fica evidente a incipiência do mercado brasileiro. Enquanto a
produção nacional foi ampliada para 3,4 milhões de t no ano passado, a americana
atingiu 41,6 milhões de t.

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De acordo com o estudo da consultora, o consumo per capita
brasileiro é de apenas 6,3 kg/ano, muito abaixo dos índices americano e europeu,
respectivamente 49,8 e 28,2 kg/ano, evidenciando o enorme terreno fértil a ser explorado.
Tanto assim que as projeções da Datamark indicam crescimento de 37% até 2005 para o
plástico nas embalagens nacionais, com estimativas de alcançar volume da ordem de 1,4
milhão de toneladas.
A pesquisa ainda avalia a distribuição do consumo brasileiro de embalagem por tipo de
materiais em valor, no qual o plástico representou 51% em 1999, com previsão de
equivaler a 54% em 2005. Em termos de volume e considerando todos os tipos de materiais, a
Datamark apurou que o brasileiro absorveu 10% mais embalagens no ano passado, beirando as
6 milhões de toneladas. No entanto, o faturamento caiu para US$ 6,8 bilhões, contra 10
bilhões em 1998, em razão da desvalorização cambial no ano passado.
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