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FEIRA DA MECÂNICA

Mostra garantiu 2 meses de produção


A 23ª edição da Feira Internacional da Mecânica, realizada de 8 a 13 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo, reuniu 1.623 expositores - 827 nacionais e 796 internacionais – em 74 mil m2, e atraiu quase 100 mil visitantes. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), a mostra movimentou 2 meses de produção das indústrias nacionais e igual período de importações, gerando um volume de negócios da ordem de R$ 1,8 bilhão. “Aproximadamente 50% das indústrias brasileiras de bens de capital mecânico e 40% das estrangeiras que importam para o País estavam presentes”, afirmou Evaristo Nascimento, diretor da Alcântara Machado, promotora do evento.

A alta demanda, no entanto, exigiu a adoção de alguns critérios para a venda dos estandes. As empresas não atendidas por outras feiras setoriais foram privilegiadas na obtenção dos espaços, enquanto limitou-se o acesso dos fabricantes das áreas de máquinas-ferramentas e máquinas para plástico. Apenas os participantes da última edição da Mecânica tiveram suas presenças asseguradas. “Para os novos interessados, haverá dois eventos importantes no próximo ano, a Feimafe e a Brasilplast”, justificou o presidente da Abimaq, Luiz Carlos Delben Leite. foto15ab.jpg (22621 bytes)
Reestruturada, feira limitou a participação das indústrias de plástico

A reestruturação do evento aliada à extensa programação de feiras do ano limitou a participação das indústrias e representantes de máquinas para processamento de plástico, com a notada ausência dos segmentos de extrusão e sopro, mas com boa adesão dos fabricantes de injetoras (leia matéria nesta edição). No entanto, quem participou aprovou os resultados e, na maioria dos casos, mostrou novidades. “O movimento da feira foi muito bom, mas por não se tratar de um evento dedicado ao nosso produto, talvez esteja na hora de reavaliarmos juntamente com os concorrentes as futuras participações”, defendeu o gerente geral da Demag Ergotech Brasil, Udo Löhken.

Para impulsionar o volume de negócios efetuados durante os dias de exposição e agilizar o processo de financiamento, a Abimaq e o Bradesco firmaram um acordo de utilização da Internet na primeira fase das transações, além de colocar à disposição quatro modalidades de crédito: o Finame automático, Finame leasing, o leasing pré e pós fixado e o CDC. O mercado de bens de capital mecânico faturou cerca de US$ 18 bilhões em 1998 e tem previsão para alcançar US$ 20 bilhões este ano, resultados que firmam o Brasil como o 6º maior fabricante mundial de máquinas e equipamentos.

Sopradoras – O segmento de sopro contou com apenas um representante, a Tecnoinjet, de São Paulo. A indústria, especializada na reforma de máquinas usadas para o processamento de plástico e na fabricação de injetoras de alumínio e zamack, anunciou na Mecânica sua estréia no ramo de sopradoras. A novidade, no entanto, decorre de outra mudança importante: a saída da Semeraro do mercado.

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Rone atualizou sua linha de moinhos
O fim do acordo técnico-comercial entre a Semeraro e a Uniloy, pertencente ao grupo Milacron, gigante do setor de plástico com atuação nas área de injeção, extrusão e sopro, foi o pontapé inicial para a reestruturação das empresas. Com isso, a Semeraro passa a ser um fornecedor de componentes para a Tecnoinjet, responsável a partir de maio pela fabricação da linha de sopradoras Exact Line, já renomeada, porém com as mesmas características técnicas, modelos e capacidades.

De acordo com o diretor da Semeraro Nelson Semeraro, a transação assemelha-se ao acordo firmado no ano passado com a Sandretto do Brasil. Na época, a fábrica italiana optou por estabelecer uma filial no País e encerrar a parceria com a Semeraro.

Esta, por sua vez, interrompeu a fabricação das injetoras, mas continuou a fornecer componentes usinados e pré-montados. “O mesmo vai ocorrer com a Tecnoinjet”, explica.

Com isso, parte da equipe técnica e de vendas também migrou para a nova fábrica, instalada ao lado da Semeraro e sob o comando dos sócios majoritários Antonio e Carlos Lopes. A mudança, no entanto, não chegou à linha de montagem. As sopradoras Tecnoinjet são fabricadas em seis modelos: a de 3 litros com mesa simples (3S) ou mesa dupla (3D); a de 6 litros, também nas versões simples e dupla, 6S e 6D, respectivamente; e a de 6 litros mesa dupla, da linha MSL, que além de recursos extras, oferece maior força de fechamento.

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Löhken quer reavaliar a participação do setor
“A Tecnoinjet capacitou-se para produzir em média seis sopradoras por mês”, informa o sócio e diretor comercial Antonio Lopes. De acordo com ele, seis unidades foram vendidas durante a Mecânica. “Trata-se de uma linha de máquinas com excelente desempenho, com preço acessível e que, apesar de estar há pouco tempo no mercado, já conquistou boa fatia do setor”, avalia. Dentro desse contexto, Lopes acredita não enfrentar dificuldades para assumir a nova empreitada.

 

Periféricos – A feira também apresentou novidades no segmento de periféricos. A Rone Indústria e Comércio de Máquinas, fabricante de moinhos granuladores, com sede em Osasco-SP, atualizou os modelos de baixa rotação destinados à automação das linhas de produção (moagem de galhos, rebarbas e pequenos frascos e peças). Toda a série WFA, com modelos de 6, 9 e 12 facas rotativas, passa a operar com 1 faca fixa reversível, com aproveitamento de quatro bordas cortantes. “A alteração reduziu significativamente o tempo gasto com a manutenção preventiva e limpeza, facilitando ainda a troca de cores e de material e garantindo a mesma produtividade”, afirma o diretor da empresa, Ronaldo Cerri. foto1.jpg (19873 bytes)
Lopes: "a tecnoinjet vai produzir 6 máquinas por mês"

 

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