INJETORAS

Na opinião de Scherer, o evento sempre rendeu resultados positivos para os fabricantes de injetoras. “A edição de 2000, com o auxilio da queda nas taxas de juros, proporcionou ao setor de transformação maior poder de compra”, diz ele. O aquecimento do mercado, segundo o gerente de vendas da Jasot, começou em São Paulo, no segundo semestre de 1999. “Porém, as vendas na região permaneceram retraídas no início do ano. Em 2000, o segmento calçadista do Rio Grande do Sul apresentou os primeiros sinais de reação.”

No estande da HDB Polimentos Técnicos e Representações, de São Paulo, representante exclusivo da Engel no Brasil, o destaque também ficou por conta de uma injetora de borracha horizontal, modelo ES 200/45 ELAST-HL.Equipada para produzir 3 mil injetoras ano, a fábrica alemã destina 15% da capacidade produtiva para o processamento de elastômeros. “No Brasil, esse segmento ainda está em desenvolvimento”, avalia o diretor da HDB, Herbert Buschle.

Cuca Jorge

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Buschle expôs injetora horizontal para borracha

A linha de produtos da empresa inclui ainda injetoras de termoplásticos, entre 25 t e 5.500 t de força de fechamento, e máquinas sem colunas de 25 t a 600 t e a partir de 700 t com duas placas (sem placa mancal). “Desde 1991, já instalamos 430 unidades de diversos portes no Brasil.” Em 1999, a Engel vendeu 53 máquinas no mercado nacional. “Esperamos crescer entre 10% e 20% este ano”, avalia Buschle.

Cuca Jorge

O assessor técnico de processo da Sandretto, Gilberto Baksa Júnior também aposta na evolução do mercado. A virada, segundo ele, começou em dezembro do ano passado. “Foi o melhor mês de todo o período”, avalia. Em 1999, a empresa vendeu 190 injetoras e começou 2000 com pedidos em carteira. “Acreditamos num crescimento contínuo”, afirma Baksa, sem mencionar cifras.

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Baksa: Série Nova será nacionalizada em breve

In mold label – Para se destacar na feira, a Sandretto apostou na divulgação do sistema de gravação in mold label, tecnologia que permite a colocação do rótulo durante o processo de injeção. “O produto sai do molde acabado”, explica Baksa. A etiqueta à base de PP, fixada à ferramenta por meio de descarga elétrica, garante melhor acabamento, qualidade, durabilidade e flexibilidade de design, entre outras vantagens. Para demostrar o processo, a Sandretto instalou no estande uma injetora Série 2000 – 165 t, com todos os acessórios de automatização da Dal Maschio, incluindo o manipulador.

Cuca Jorge

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Sandretto demonstrou sistema de gravação in mold label

Em molde de uma cavidade injetou pranchetas de poliestireno (PS), obtendo ciclos de 22 segundos. “Trata-se de uma peça de parede grossa, com aproximadamente 4 mm de espessura.” Além disso, o sistema in mold label também acrescenta alguns segundos ao ciclo. De acordo com Baksa, existem alguns projetos de automação com rotulagem no molde, porém nenhum concretizado. “É um mercado em desenvolvimento”, avalia. O processo, na opinião dele, adequa-se principalmente a produtos promocionais, baldes industrias, potes de sorvete e embalagens de produtos alimentícios em geral.

Já na Brasilpack, a Sandretto optou por demonstrar a injetora para ciclo rápido da Série Mach com 380 t de força de fechamento. A máquina rodou com PP, injetando pote de 350 ml e 0,35 mm de parede, e obteve ciclos de 3.8 segundos. Segundo Baksa, 20 injetoras da Série Mach, importadas da Itália, já foram instaladas no Brasil. Outra novidade apresentada pela Sandretto recentemente é a Série Nove, cujo projeto deve ser nacionalizado em breve.

Depois de lançar na K’98 a injetora elétrica, modelo EL-EXIS S, para ciclo rápido, a Demag Ergotech promete para a NPE outras novidades nessa linha de produtos. “Trata-se de um novo modelo de injetora elétrica de ciclo convencional para peças técnicas”, adianta o gerente geral da filial brasileira, Udo Löhken. Entre as principais características, a nova EL-EXIS garante reduzir o consumo de energia elétrica e o nível de ruído.

Na Mecânica, a Demag optou por expor o modelo 250-840 System, produzindo tampa de parede fina com polietileno linear de média densidade (PELMD), em ciclos de 2,8 segundos. “O mercado está aquecido”, avalia Löhken. Até o segmento de autopeças, bastante reprimido em 1999, começou a apresentar sinais de recuperação a partir de março deste ano. Com isso, a empresa espera vender 50 injetoras, 10 a mais que no ano passado.

Cuca Jorge

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Injetora 250-840 System produziu tampa de parede fina em PELMD

Reestruturação – O fim do acordo técnico-comercial com a Uniloy-Milacron, companhia pertencente ao grupo norte-americano Milacron, resultou na saída da Semeraro, de São Paulo, do mercado de sopradoras. A empresa deixa de fabricar máquinas para fornecer componentes usinados e pré-montados, tendo como clientes a Sandretto, antiga parceira na fabricação de injetoras, e a Tecnoinjet, de São Paulo, responsável, a partir de maio, pela produção das sopradoras.

 

 
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