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foto36.jpg (27273 bytes)Para evitar perdas de materiais e de hora-máquina, a empresa também lançou equipamento montador de clichê com tira-prova, capaz de identificar possíveis erros no encaixe das cores, antes do início da impressão definitiva.
Na linha de máquinas para empacotamento, a Jonfra, detentora da marca JetFlow, lançou na feira a seladora Pack400AL, para filmes encolhíveis em PVC ou poliolefínicos. Comandada por sistema controlador lógico programável (CLP), a máquina foi totalmente desenvolvida em estrutura de alumínio, podendo empacotar produtos em larguras de 50 mm a 400 mm e comprimentos a partir de 100 mm.


Na área reservada às mais de 30 empresas que participaram da Brasilpack pelo Sebrae-SP, destacaram-se a Flock Color e a Atos. A primeira apresentando máquinas de vacuum forming semi-automáticas, entre modelos para embalar produtos com filmes termoencolhíveis em vários tamanhos. No segmento de automação, a Atos expôs o controlador programável MPC 4004, para aplicações em diversos campos, incluindo os setores de injeção e sopro, e mais recentemente empregados em máquinas para confecção de embalagens flow pack.Também focada em automação industrial, a By Engenharia apresentou o manipulador movido à bomba de vácuo importada, que pode movimentar caixas, sacos e tambores de até 270 quilos, facilitando as tarefas de empilhamento e paletização.


Na linha de fabricação de moinhos, granuladores e aglutinadores, a Primotécnica apresentou ao público ampla variedade de equipamentos, destacando a nova série (PR) de moinhos granuladores de baixa rotação, desenvolvidos para operações concomitantes às das injetoras e sopradoras. Predisposto para ser alimentado manualmente, por robô ou esteira, o equipamento atua como complemento da linha tradicional, envolvendo capacidades de 50 a 5 mil kg/hora.

Preformas da Bahia Pet chegam ao mercado

A Brasilpack foi palco da inauguração da Bahia Pet, empresa paulista que escolheu Salvador-BA, para instalar a sua primeira unidade de produção de preformas destinadas ao mercado de embalagens PET, rico filão do setor plástico que acondiciona água, óleo e refrigerantes, e chega a ser estimado em 500 milhões de unidades no alto verão.

Equipada com injetora de 96 cavidades da suíça Netstal, primeira desse porte a ser instalada na América Latina, a fábrica tem capacidade para produzir 15 milhões de unidades/mês de preformas de 49 gramas, anel 33 mm, nas cores cristal e verde, certificadas na qualidade pelo setor de embalagens da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Unicamp, de Campinas-SP, primeiro passo dado em direção à certificação ISO 9002.


“Nosso plano básico é formar parcerias, manter contratos de fornecimento com sopradores e engarrafadores, pois muitos enfrentam problemas relacionados aos altos custos de frete”, considerou o diretor comercial da Bahia Pet José B.C. Salvaterra. Para efeito de comparação, o diretor citou como exemplo as carretas que estariam transportando em média 28 mil embalagens PET de 2 litros por viagem, ao passo que, se no caso fossem preformas, poderiam transportar 310 mil.


Segundo atestou o responsável pela certificação da Unicamp, professor Carlos A.R. Anjos, as preformas de menor gramatura fabricadas pela empresa, além da economia no emprego da matéria-prima, apresentam as mesmas características de desempenho físico-mecânico das preformas de 52, 53 ou 54 gramas. “Estamos monitorando a fabricação lote a lote e oferecendo suporte e treinamento técnico operacional, tendo em vista o convênio estabelecido com a empresa”, acrescentou.


PET

Nissei lança na China sistema de envase de cervejas

foto40.jpg (35080 bytes)A Nissei ASB Machine Co. prevê lançar na China, em junho próximo, protótipo de um novo sistema para envase de cerveja em PET, que deverá garantir validade de 9 meses ao produto. A tecnologia, em operação em cervejaria chinesa, inicialmente a um ritmo de produção de 2 mil garrafas/hora, foi desenvolvida com parceiros japoneses e consiste no revestimento da parede interna das garrafas por membrana, produzida por processo denominado DLC (Diamond Like Carbon), que confere propriedades de alta barreira ao oxigênio, no mínimo 10 vezes superior ao PET monocamada.

“O revestimento DLC é feito com substância quimicamente estável, não afetada por ácidos o álcalis, e que já tem a aprovação do FDA (Food and Drug Administration)”, afirmou Ichiro Mizzuchi, presidente mundial da Nissei, em visita ao Brasil, em março, quando anunciou metas para aumentar a participação da Nissei ASB Sudamérica no mercado brasileiro, buscando atingir os segmentos de refrigerantes, águas minerais e óleos comestíveis.


A primeira máquina da Nissei foi introduzida na América Latina em 1980. Desde essa época, foram instaladas mais de 350 unidades e mais de 750 moldes na região. A empresa, porém, dispõe de 45 modelos de máquinas, entre os quais está o sistema hot-fill, para produtos envasados a quente, como chás, sucos, café etc. “O processo adotado para o hot-fill resultou de pesquisas feitas em nosso laboratórios em Komoro, no Japão, onde se verificou que a densidade é o fator predominante para se obter resistência ao calor, pois há uma relação direta entre densidade, cristalinidade e temperatura de aquecimento da embalagem. Assim, quanto maior for a densidade, maior será o grau de cristalinidade da garrafa e sua resistência ao envase a quente, permitindo que se adote temperaturas de até 95°C a 96° C”, explicou Aldir Terezo, responsável pela subsidiária sulamericana da Nissei.


Para atender ao mercado de envase a quente, a empresa dispõe das máquinas da série HSO que produzem garrafas para o enchimento sem que seja necessário aquecer as preformas ao seu limite mais alto, dispensando a utilização de grades especiais de resina. Na BrasilPack’2000, a empresa estará apresentando as máquinas PF8-4B, para a produção de frascos de 500 ml e a PF3-1BH, para galões de 5 litros com alça injetada na preforma.


PERIFÉRICOS

Wittman instala subsidiária e planeja produção em 2001

Disposta a intensificar negócios na América do Sul, a austríaca Wittman anunciou em maio a instalação de subsidiária em Campinas-SP, com a perspectiva de nacionalizar, a partir de 2001, a fabricação de reguladores de fluxo de água de resfriamento e termoreguladores para aquecimento de água, integrando à possível plataforma de produção brasileira outras linhas de equipamentos para atender às demandas da Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela e Uruguai.

Líder no fornecimento de periféricos para injetoras e sopradoras nos mercados da Áustria, Alemanha, Inglaterra, Suíça, Espanha, além de deter 25% do mercado norte-americano de robôs, com mais de 350 unidades comercializadas ao ano, a empresa programa maior crescimento global, participando mais efetivamente do mercado francês, ao adquirir, no ano passado, 50% das ações da Robôs Alborá, e planeja promover possíveis parcerias no Brasil, a exemplo de acordos globais mantidos com a Ergotec (Alemanha), Krauss Maffei (Alemanha), Battenfeld (Alemanha e Áustria), Van Dorn/Ergotec (EUA), as quais incluem sistemas automatizados Wittmann em suas máquinas e equipamentos.


Fundada em 1975 por Werner Wittmann, em Viena, inicialmente produzindo reguladores, a empresa apresentou ao mercado, em 1985, robô CNC, totalmente elétrico. Em 1986, estabeleceu-se nos EUA e três anos depois incorporou a produção de robôs da Colortronic. Em 1992, instalou subsidiária na Espanha e implantou a tecnologia Can-Bus. Em 1998, adquiriu a alemã Cramer (secadores e desumidificadores), abrindo nos últimos dois anos novos mercados em Taiwan, Hungria e México.

O período é bastante propício para que nos instalemos aqui, pois o País vem retomando o crescimento econômico. Esperamos que o Brasil seja, no futuro, o nosso terceiro maior mercado”, declarou o presidente da Wittmann Werner Wittmann, ao presidir seminário de apresentação da empresa, realizado no dia 4 de maio, na Abimaq.


Para desenvolver o mercado brasileiro, a empresa fará investimentos iniciais de US$ 2 milhões. “Vamos implementar estudos para levantar as necessidades e indicar viabilidades, visando estruturar a nova unidade produtiva, partindo do princípio de que as empresas necessitam de maiores recursos tecnológicos para baixar seus custos de produção”, afirmou o diretor geral Alejandro Wiederhold, executivo egresso do grupo Manesmann, onde atuou por 17 anos.


foto19a.jpg (11796 bytes)Neste ano todas as necessidades locais e regionais deverão ser supridas com importações da Áustria (reguladores e termoreguladores) e da unidade do Canadá onde são fabricados sistemas de alimentação centralizados e autônomos, silos, bombas de vácuo, entre outros equipamentos. Ao todo, a empresa mantém subsidiárias em 14 países e unidades de produção na Áustria (sede), Alemanha, França, Inglaterra, Dinamarca, EUA., Hungria e Canadá.

“O Brasil representa entre 60% a 70% do mercado sulamericano, e esperamos chegar daqui a três anos ao faturamento de US$ 15 milhões, com fornecimentos principalmente direcionados para os setores eletroeletrônico, medico-cirúrgico e automotivo”, afirmou Wiederhold.


Na linha de reguladores de fluxo de água para injetoras e sopradoras, a empresa oferece ao mercado as séries como a 401 ( de zero a 8 litros/minuto), para máquinas de até 80 toneladas, a 101 ( de zero a 10 litros/minuto), e a 301 (de zero a 30 litros/minuto), para injetoras acima de 200 a 300 toneladas. Os termoreguladores (Tempro plus) abrangem modelos para aquecimento de 90° C a 160° C.


Segundo prevê o diretor geral, a comercialização na área de robótica para o mercado brasileiro deverá ter início com a série de manipuladores aplicados em injetoras de até 200 toneladas de força de fechamento, embora a linha completa envolva robôs pneumáticos/elétricos em fibra de carbono e em diferentes configurações, empregados, por exemplo, na indústria automotiva em injetoras acima de 1000 t, para remover peças como pára-choques, paletes etc.


Na linha de robôs, a Wittmann levará à NPE, em Chicago, a série 623, em fibra de carbono, dotada de braço telescópico, além de novo controle de caixa de programação gráfica, com tela colorida, e robô servo AC, capaz de realizar movimentos em diferentes ângulos na rotação de pulso.

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