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NOTÍCIAS
Para
evitar perdas de materiais e de hora-máquina, a empresa também lançou equipamento
montador de clichê com tira-prova, capaz de identificar possíveis erros no encaixe das
cores, antes do início da impressão definitiva.
Na linha de máquinas para empacotamento, a Jonfra, detentora da marca JetFlow, lançou na
feira a seladora Pack400AL, para filmes encolhíveis em PVC ou poliolefínicos. Comandada
por sistema controlador lógico programável (CLP), a máquina foi totalmente desenvolvida
em estrutura de alumínio, podendo empacotar produtos em larguras de 50 mm a 400 mm e
comprimentos a partir de 100 mm.
Na área reservada às mais de 30 empresas que participaram da Brasilpack pelo Sebrae-SP,
destacaram-se a Flock Color e a Atos. A primeira apresentando máquinas de vacuum forming
semi-automáticas, entre modelos para embalar produtos com filmes termoencolhíveis em
vários tamanhos. No segmento de automação, a Atos expôs o controlador programável MPC
4004, para aplicações em diversos campos, incluindo os setores de injeção e sopro, e
mais recentemente empregados em máquinas para confecção de embalagens flow pack.Também
focada em automação industrial, a By Engenharia apresentou o manipulador movido à bomba
de vácuo importada, que pode movimentar caixas, sacos e tambores de até 270 quilos,
facilitando as tarefas de empilhamento e paletização.
Na linha de fabricação de moinhos, granuladores e aglutinadores, a Primotécnica
apresentou ao público ampla variedade de equipamentos, destacando a nova série (PR) de
moinhos granuladores de baixa rotação, desenvolvidos para operações concomitantes às
das injetoras e sopradoras. Predisposto para ser alimentado manualmente, por robô ou
esteira, o equipamento atua como complemento da linha tradicional, envolvendo capacidades
de 50 a 5 mil kg/hora.
Preformas
da Bahia Pet chegam ao mercado
A Brasilpack foi palco da inauguração da Bahia
Pet, empresa paulista que escolheu Salvador-BA, para instalar a sua primeira unidade de
produção de preformas destinadas ao mercado de embalagens PET, rico filão do setor
plástico que acondiciona água, óleo e refrigerantes, e chega a ser estimado em 500
milhões de unidades no alto verão.
Equipada com injetora de 96 cavidades da suíça Netstal, primeira desse porte a ser
instalada na América Latina, a fábrica tem capacidade para produzir 15 milhões de
unidades/mês de preformas de 49 gramas, anel 33 mm, nas cores cristal e verde,
certificadas na qualidade pelo setor de embalagens da Faculdade de Engenharia de Alimentos
da Unicamp, de Campinas-SP, primeiro passo dado em direção à certificação ISO 9002.
Nosso plano básico é formar parcerias, manter contratos de fornecimento com
sopradores e engarrafadores, pois muitos enfrentam problemas relacionados aos altos custos
de frete, considerou o diretor comercial da Bahia Pet José B.C. Salvaterra. Para
efeito de comparação, o diretor citou como exemplo as carretas que estariam
transportando em média 28 mil embalagens PET de 2 litros por viagem, ao passo que, se no
caso fossem preformas, poderiam transportar 310 mil.
Segundo atestou o responsável pela certificação da Unicamp, professor Carlos A.R.
Anjos, as preformas de menor gramatura fabricadas pela empresa, além da economia no
emprego da matéria-prima, apresentam as mesmas características de desempenho
físico-mecânico das preformas de 52, 53 ou 54 gramas. Estamos monitorando a
fabricação lote a lote e oferecendo suporte e treinamento técnico operacional, tendo em
vista o convênio estabelecido com a empresa, acrescentou. |
PET
Nissei lança na China sistema de envase de cervejas
A Nissei ASB Machine Co. prevê lançar na China, em junho próximo,
protótipo de um novo sistema para envase de cerveja em PET, que deverá garantir validade
de 9 meses ao produto. A tecnologia, em operação em cervejaria chinesa, inicialmente a
um ritmo de produção de 2 mil garrafas/hora, foi desenvolvida com parceiros japoneses e
consiste no revestimento da parede interna das garrafas por membrana, produzida por
processo denominado DLC (Diamond Like Carbon), que confere propriedades de alta barreira
ao oxigênio, no mínimo 10 vezes superior ao PET monocamada.
O revestimento DLC é feito com substância quimicamente estável, não afetada por
ácidos o álcalis, e que já tem a aprovação do FDA (Food and Drug
Administration), afirmou Ichiro Mizzuchi, presidente mundial da Nissei, em visita ao
Brasil, em março, quando anunciou metas para aumentar a participação da Nissei ASB
Sudamérica no mercado brasileiro, buscando atingir os segmentos de refrigerantes, águas
minerais e óleos comestíveis.
A primeira máquina da Nissei foi introduzida na América Latina em 1980. Desde essa
época, foram instaladas mais de 350 unidades e mais de 750 moldes na região. A empresa,
porém, dispõe de 45 modelos de máquinas, entre os quais está o sistema hot-fill, para
produtos envasados a quente, como chás, sucos, café etc. O processo adotado para o
hot-fill resultou de pesquisas feitas em nosso laboratórios em Komoro, no Japão, onde se
verificou que a densidade é o fator predominante para se obter resistência ao calor,
pois há uma relação direta entre densidade, cristalinidade e temperatura de aquecimento
da embalagem. Assim, quanto maior for a densidade, maior será o grau de cristalinidade da
garrafa e sua resistência ao envase a quente, permitindo que se adote temperaturas de
até 95°C a 96° C, explicou Aldir Terezo, responsável pela subsidiária
sulamericana da Nissei.
Para atender ao mercado de envase a quente, a empresa dispõe das máquinas da série HSO
que produzem garrafas para o enchimento sem que seja necessário aquecer as preformas ao
seu limite mais alto, dispensando a utilização de grades especiais de resina. Na
BrasilPack2000, a empresa estará apresentando as máquinas PF8-4B, para a
produção de frascos de 500 ml e a PF3-1BH, para galões de 5 litros com alça injetada
na preforma.
PERIFÉRICOS
Wittman instala subsidiária e planeja produção em 2001
Disposta a intensificar negócios na América do Sul, a
austríaca Wittman anunciou em maio a instalação de subsidiária em Campinas-SP, com a
perspectiva de nacionalizar, a partir de 2001, a fabricação de reguladores de fluxo de
água de resfriamento e termoreguladores para aquecimento de água, integrando à
possível plataforma de produção brasileira outras linhas de equipamentos para atender
às demandas da Argentina, Chile, Peru, Colômbia, Venezuela e Uruguai.
Líder no fornecimento de periféricos para injetoras e sopradoras nos mercados da
Áustria, Alemanha, Inglaterra, Suíça, Espanha, além de deter 25% do mercado
norte-americano de robôs, com mais de 350 unidades comercializadas ao ano, a empresa
programa maior crescimento global, participando mais efetivamente do mercado francês, ao
adquirir, no ano passado, 50% das ações da Robôs Alborá, e planeja promover possíveis
parcerias no Brasil, a exemplo de acordos globais mantidos com a Ergotec (Alemanha),
Krauss Maffei (Alemanha), Battenfeld (Alemanha e Áustria), Van Dorn/Ergotec (EUA), as
quais incluem sistemas automatizados Wittmann em suas máquinas e equipamentos.
Fundada em 1975 por Werner Wittmann, em Viena, inicialmente produzindo reguladores, a
empresa apresentou ao mercado, em 1985, robô CNC, totalmente elétrico. Em 1986,
estabeleceu-se nos EUA e três anos depois incorporou a produção de robôs da
Colortronic. Em 1992, instalou subsidiária na Espanha e implantou a tecnologia Can-Bus.
Em 1998, adquiriu a alemã Cramer (secadores e desumidificadores), abrindo nos últimos
dois anos novos mercados em Taiwan, Hungria e México.
O período é bastante propício para que nos instalemos aqui, pois o País vem retomando
o crescimento econômico. Esperamos que o Brasil seja, no futuro, o nosso terceiro maior
mercado, declarou o presidente da Wittmann Werner Wittmann, ao presidir seminário
de apresentação da empresa, realizado no dia 4 de maio, na Abimaq.
Para desenvolver o mercado brasileiro, a empresa fará investimentos iniciais de US$ 2
milhões. Vamos implementar estudos para levantar as necessidades e indicar
viabilidades, visando estruturar a nova unidade produtiva, partindo do princípio de que
as empresas necessitam de maiores recursos tecnológicos para baixar seus custos de
produção, afirmou o diretor geral Alejandro Wiederhold, executivo egresso do grupo
Manesmann, onde atuou por 17 anos.
Neste
ano todas as necessidades locais e regionais deverão ser supridas com importações da
Áustria (reguladores e termoreguladores) e da unidade do Canadá onde são fabricados
sistemas de alimentação centralizados e autônomos, silos, bombas de vácuo, entre
outros equipamentos. Ao todo, a empresa mantém subsidiárias em 14 países e unidades de
produção na Áustria (sede), Alemanha, França, Inglaterra, Dinamarca, EUA., Hungria e
Canadá.
O Brasil representa entre 60% a 70% do mercado sulamericano, e esperamos chegar
daqui a três anos ao faturamento de US$ 15 milhões, com fornecimentos principalmente
direcionados para os setores eletroeletrônico, medico-cirúrgico e automotivo,
afirmou Wiederhold.
Na linha de reguladores de fluxo de água para injetoras e sopradoras, a empresa oferece
ao mercado as séries como a 401 ( de zero a 8 litros/minuto), para máquinas de até 80
toneladas, a 101 ( de zero a 10 litros/minuto), e a 301 (de zero a 30 litros/minuto), para
injetoras acima de 200 a 300 toneladas. Os termoreguladores (Tempro plus) abrangem modelos
para aquecimento de 90° C a 160° C.
Segundo prevê o diretor geral, a comercialização na área de robótica para o mercado
brasileiro deverá ter início com a série de manipuladores aplicados em injetoras de
até 200 toneladas de força de fechamento, embora a linha completa envolva robôs
pneumáticos/elétricos em fibra de carbono e em diferentes configurações, empregados,
por exemplo, na indústria automotiva em injetoras acima de 1000 t, para remover peças
como pára-choques, paletes etc.
Na linha de robôs, a Wittmann levará à NPE, em Chicago, a série 623, em fibra de
carbono, dotada de braço telescópico, além de novo controle de caixa de programação
gráfica, com tela colorida, e robô servo AC, capaz de realizar movimentos em diferentes
ângulos na rotação de pulso.
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