Polietilenos


VENDA VIPE FOI DESTAQUE, COM ALTA ACIMA DE 150%

Todos os tipos de polietileno registraram consumo interno negativo no primeiro semestre do ano. Ao considerar o consumo aparente, no entanto, o desempenho muda um pouco de figura, com vantagem para o PEBD, com acréscimo de 10,88%, seguido do PEBDL, com alta de 4,90%. O PEAD, porém, caiu aí também (1,07%). Remédio para os males das baixas demandas internas, as exportações avançaram, exceto para o PEBD, que, aliás, tende mesmo a crescer pouco em todo o mundo depois do advento do polietileno de baixa densidade linear. As vendas externas decresceram 6,16% no caso do PEBD, mas expandiram 118,83% para o PEBDL. O PEAD também se saiu bem. Cravou aumento de 30,93%.
Embora pequenas em volumes, as vendas VIPE, destinadas à manufatura de peças plásticas para a exportação, surpreenderam com desempenho digno de nota. Nesse campo, o PEAD liderou, com acréscimo de 177,98%. Foi seguido de perto pelo PEBDL, que cresceu 159,51%, e também pelo PEBD, com alta de 153,53%.

PEBD perde o fôlego – Os cinco produtores brasileiros de PEBD internaram 12,89% mais resina no primeiro trimestre do ano, em relação ao mesmo período do ano passado. Esse bom desempenho, porém, se diluiu ao longo do semestre, fechado em junho com baixa de 5,21%. Tanto as importações como as exportações retraíram na comparação dos semestres equivalentes. Baixaram 15,11% e 6,16%, respectivamente. No caso das exportações, caíram de 81.356 t para 76.344 t.

“O início do ano foi muito bom para o setor, impulsionado pelos temores da guerra”, atesta a diretora comercial da Triunfo Maria Regina Piña Rodrigues da Silva. Mas, a partir de abril, a situação reverteu. 
Regina pretende retomar a revenda

“A guerra acabou, os preços entraram em queda, então os estoques nas petroquímicas começaram a subir; até as distribuidoras começaram a competir com as petroquímicas”, diz. O mercado reagiu muito pouco em maio. Junho e julho foram um pouco melhor em volume de vendas, mas não em faturamento, assegura.

Reforço com revenda – Com capacidade pequena, de 160 mil toneladas anuais, a Triunfo procura manter-se competitiva com estratégias como apostar mais nas especialidades. “Oferecemos produtos e atendimento diferenciados”, alega Regina. Recentemente, a diretora adotou outras medidas para não perder espaço no mercado, fatia estimada em 15%. “A meta é manter esse índice.” Para tanto, ampliou o portfólio de produtos e estuda retomar a revenda. “A idéia é fazer contrato regular com volume expressivo”, informa.

Hoje, a Triunfo compra linear para compor suas próprias misturas e vender as blendas já prontas. A intenção é oferecer o PELBD puro, permitindo aos clientes a opção de fazer suas próprias misturas. Mesmo com o advento do linear, o PEBD sempre terá seu nicho de mercado, graças a características próprias, como as propriedades termoencolhíveis. “Esse é o caminho do PEBD”, acredita Regina.

Outra medida da Triunfo consiste em viabilizar a operação da fábrica a plena carga. Para isso, planeja importar 25.000 toneladas de eteno neste ano, visto que a cota do insumo ofertada pela Copesul não supre suas necessidades. “Nossas metas para 2003 consistem em fortalecer a revenda, produzir na capacidade total, investir no segmento de termoencolhíveis e manter nossa participação no mercado externo, estimada em 20% das vendas”, revela a diretora.

O elenco de resinas ofertadas pela empresa cresceu com a introdução de novo polietileno de média densidade, desenvolvido para o segmento de termoencolhíveis. Segundo ela, o polímero combina rigidez e transparência. “O PEBD é muito flexível, e o PEAD mais rígido; o de média densidade fica no meio termo”, explica. A intenção é atuar nos segmentos de embalagens descartáveis, higiênicos e termoencolhíveis.

As vendas no primeiro semestre deste ano somaram 67.000 toneladas de PEBD e EVA, das quais 50.000 t alocadas para o consumo doméstico e 17.000 para o mercado externo. “Nossa expectativa é de aumento no segundo semestre”, acredita.

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