Nacionalização – A família da americana Incoe também cresceu com a nova linha DF. “Alguns componentes já estão sendo fabricados no Brasil”, diz o gerente geral Michael Rollmann. O índice de nacionalização chega a 70%. A empresa tem filial no País desde 1997 e iniciou a montagem local em 1999. Dentre as principais características dos sistemas DF, cita a estabilidade proporcionada durante o processo de injeção. “Mais compacto e com maior capacidade de plastificação, permite aplicação em menor área projetada”, avalia.

Destaca também as vantagens dos sistemas pré-ligados. “As ligações elétricas e hidráulicas ocorrem através de calhas, seguindo o padrão de cada empresa, permitindo maior segurança durante manutenção do molde.” Outra novidade, a bucha Clear-F1 promete eliminar manchas ou queimas causadas pela injeção. A aplicação, exclusiva em sistemas valvulados para moldagem de materiais sensíveis, reduz o nível de atrito, já que o canal de passagem do material plástico é totalmente independente do canal do pino da agulha. Destina-se aos segmentos automotivo, eletroeletrônico e linha branca, entre outros.

Já a Bucha Multi-Tip facilita a troca de cores e evita problemas com enfraquecimento da cavidade, em função de não haver pontos de retenção durante o fluxo de material. “O dimensional e o design desta bucha permitem melhor resistência da cavidade.” A unidade brasileira da Incoe terceiriza grande parte dos serviços. Com isso, mantém a capacidade produtiva elevada, além de reduzir custos e prazos de entrega, de acordo com informações da empresa. “Mantemos estoque local para entrega imediata de peças de reposição e técnicos para montagem, acompanhamento de testes e assistência técnica quando necessário.”

Com escritório comercial em São Paulo há quatro anos, a Mastip oferta ao mercado novos bicos especiais para injeção de policloreto de vinila (PVC) rígido em moldes de uma cavidade ou injeção sobre-canal. Importada da Nova Zelândia, a linha MTD oferece cinco diâmetros a desde 16 mm até 33 mm, e comprimento de 36 mm a 250 mm, totalizando 24 modelos.

Outro destaque fica por conta do sistema de co-injeção para materiais ou cores diferentes. “Trata-se de um mercado ainda pouco explorado no Brasil”, avalia o diretor técnico da Mastip Marcos Moares. Para ajudar no desenvolvimento da tecnologia, a empresa doou o sistema para a escola Senai, de São Bernardo do Campo-SP. “Os alunos estão construindo o molde com a câmara quente importada”, diz. Quando estiver em operação vai auxiliar tanto a escola quanto as empresas interessadas em conhecer a ferramenta e o processo. O molde destina-se à produção de porta-copos.

Os bicos intercambiáveis MT também fazem parte da linha de produtos da Mastip. “São 26 tipos de bicos standard com 14 opções de ponteiras e sete padrões de diâmetros, resultando em cerca de 50 modelos”, informa Moraes. A série MT possui ainda variação com torpedo em Carbide para materiais com carga abrasiva, como reforço de fibra de vidro e carboneto de cálcio, entre outros. Há também os bicos multipontos MSW (lateral) e MSM (frontal) indicados para a injeção de pequenas peças, ou peças de diâmetro com maior número de entradas (concêntricas); e os bicos valvulados MTV. De acordo com Moraes, o ano começou bastante aquecido até fevereiro. “Março e abril marcaram o início da retração.”

A HDB, de Cotia-SP, mais conhecida pela representação da Engel, fabricante austríaco de injetoras sem coluna, revende no Brasil os sistemas de câmara quente da Ewikon, composto por bicos de dimensões reduzidas, multipontos, valvulados e outros. De outra representada, a suíça Sulzer, oferece a linha de bicos homogeneizadores. Da alemã Novapax comercializa equipamento para polir cavidades.

A italiana Thermoplay, distribuída com exclusividade no Brasil pela Termopar, tem mais de 200 modelos de manifolds, 600 bicos standard e controladores de temperatura. A parceira brasileira presta serviços de análise de fluxo, projetos especiais, injeção seqüencial com válvulas pneumáticas ou hidráulicas, etc.

Sistemas valvulados – A Polimold, de São Bernardo do Campo-SP, já fabrica no Brasil os sistemas valvulados de câmara quente indicados para injeção de peças de grandes volumes, ou com longos comprimentos de fluxo. “O preenchimento gradual da cavidade evita as linhas de solda e melhora o vestígio do ponto de injeção”, diz o diretor Alexandre Fix. Além dos sistemas fabricados sob encomenda, a empresa oferece linha padronizada. São quatro famílias de buchas com variações de comprimento e três tipos de vestígios (ponteiras) para diferentes aplicações e produtos.

O fabricante dispõe da nova linha de moldes de múltiplas cavidades também com câmara quente instalada, placas porta bicos e manifold, canais para refrigeração e sistema elétrico; e os porta-moldes com alojamento padronizado, prontos para a montagem de postiços.

Outro destaque da empresa fica por conta do rastreador EDS II, fabricado pela Cumsa e distribuído no Brasil com exclusividade pela Polimold. Além de registrar dia, mês e hora da produção, informa a quantidade total e parcial de peças fabricadas, possibilitando controle efetivo da vida útil do molde. “Não é apenas um datador, pois ajuda a organizar, monitorar e rastrear a produção”, explica Cleber Jesus Silva, da área de desenvolvimento e marketing.
EDS II supera simples datador, diz Silva

Instalado no molde e conectado a um computador, o equipamento informa on line todos os parâmetros rastreados. “Os datadores são movimentados eletronicamente e comandados por computador central, montado no próprio molde”, explica Silva. O sistema evita as paradas na produção para atualização dos datadores. Também da Cumsa, a Polimold iniciou a distribuição da nova série de acessórios padronizados para moldes. A linha de extratores fabricada pela empresa foi incrementada com buchas, lâminas e pinos com novos diâmetros (6.5, 8.5, 25 e 32 mm) e novos comprimentos (900, 1.000 e 2.000 mm).

A parceria com a Cumsa promete render mais frutos com a inauguração da filial em Marinha Grande, Portugal. “Trata-se de uma joint-venture para, de início, fabricar porta-moldes e pinos extratores”, explica Fix. O projeto inclui a produção de sistemas completos. A Polimold Europa é a segunda unidade da empresa no exterior. A primeira foi inaugurada no México, em abril de 2002, e deve começar a produção local até o final deste ano.

Controle da temperatura – O mercado conta com muitas opções de controladores de temperatura. Depois de alguns anos vendendo os controladores da americana DME, a Polimold optou por colocar no mercado versão nacional do equipamento. O MCT-15 BR1 controla diferentes zonas dos moldes, garantindo maior número de operações de auxílio ao processo, função para desumidificação progressiva, tolerância de +/- 1ºC e sistema de segurança contra sobrecarga e variações de voltagem. “Oferece o melhor custo/benefício”, garante Silva.

Fornecido em gabinetes desde uma e até 12 zonas de controle, intercambiáveis com os da DME e outros modelos, possui dois níveis de operação: automática e manual. No sistema automático, o controle da temperatura ocorre por meio de termo-elemento (termopar - circuito fechado). No manual, por porcentagem (circuito aberto).

A Fadri, de São Paulo, também dispõe de novidades. A nova linha de controladores de temperatura para 1, 4, 5 e 6 zonas, ou fabricados sob encomenda, de acordo com a necessidade do cliente, apresenta formato normalizado de 48 x 96 mm, programação de funções por teclado e indicação visual da temperatura desejada e requerida. Segundo o fabricante, os produtos garantem, ainda, compensação automática por falha do termopar, passando a operar por porcentagem de potência média dos últimos minutos. A empresa conta também com linha de bicos e manifolds.

 

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