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Estruturação do setor estimula produção local e novidades tecnológicas
Fabricantes investem em lançamentos e começam a pensar em exportação,mas efeitos da crise econômica
esfriam ano que começou com o mercado aquecido
Simone Ferro
| Nos últimos anos, o notado avanço da injeção sem canais reforçou a participação dos fabricantes estrangeiros no País e ampliou o índice de produtos nacionalizados. Trouxe mais tecnologia e também concorrência. Pelo menos 15 indústrias, entre produtores locais e importadores, disputam esse mercado. Muitas indústrias fornecedoras de sistemas de câmara quente já iniciaram o ano com novidades.
Com filial em Sumaré-SP, a canadense Mold-Master antecipou para março o lançamento do novo sistema de câmara quente Optima Series, marcado a princípio para junho, na NPE, em Chicago.
“Fomos privilegiados”, comemora o diretor Afonso Podadera. A nova
série se compõe de bicos quentes, blocos distribuidores (manifolds) e
controladores de temperatura. A fábrica brasileira já tem capacidade
para produzir toda a linha de manifolds. “A montagem dos bicos e
controladores começa nos próximos meses”, garante. |
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| Polidor de Kit da Miranda evoluiu |
A empresa também se capacitou para executar manutenção e reposição de peças quando necessário.
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A principal inovação se encontra no elemento resistivo perfilado, de acordo com informações de Podadera. “O corpo é confeccionado com materiais de alta resistência mecânica e condutibilidade térmica elevada, proporcionando temperaturas estáveis com variação de 1 ºC na região do gate. Oferece assim potência mais baixa e vida mais longa.” |
| Podadera: nacionalização já economiza 40% |
O design da rosca permite fácil remoção do selo de transferência e manutenção. O corpo do bico, em aço inoxidável SS420, garante resistência à corrosão e grande força de arrebatamento.
A linha oferece vários tipos de gates, permitindo aplicações em sistemas de multicavidades, moldagem de peças médico-hospitalar e de grande porte e injeção lateral em peças verticais com até quatro gates por bico. Apesar da fabricação local, grande parte dos componentes continua importada, tais como resistência e ponteiras confeccionadas com materiais especiais (ligas de carboneto e molibdênio). “São itens de relevância tecnológica, mas de pouco impacto na meta de redução de custos que já atinge 40%”, assegura. A nova série substitui a antiga linha Dura, sendo intercambiável a partir de pequenas alterações no porta-moldes.
Podadera lamenta apenas a retração do mercado brasileiro em 2003, principalmente no segundo trimestre, contrariando as expectativas iniciais. “Novos projetos estão paralisados.” Em contrapartida, as exportações caminham favoravelmente, equilibrando o faturamento. No início do ano, a unidade brasileira exportou 15% da produção de manifolds para o Japão e Alemanha. A gradativa recuperação do mercado argentino também resultou em novas oportunidades de negócios. “Vendemos, até julho, US$ 150 mil em sistemas completos para a Argentina.”
Na avaliação do empresário, o uso de câmara quente atinge 80% dos moldes de injeção em operação na região Sul do País. Nos demais estados, o índice menor decorre do curto tempo de vida das ferramentas, tornando o investimento inviável.
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