Aditivos e Masterbatches

13 de outubro de 2014

Retardantes de chamas: Pressão regulatória abre caminho para mudanças nos aditivos, até nos halogenados

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    Plástico Moderno, Retardantes de chamas: Pressão regulatória abre caminho para mudanças nos aditivos, até nos halogenados
    A mudança de um ensaio de avaliação da resistência ao fogo de móveis estofados no Estado da Califórnia (EUA) colocou mais lenha na fogueira do debate sobre o uso de compostos halogenados como retardantes de chama. A revisão do Boletim Técnico (TB) 117 retirou da lista de ensaios aplicados a esse tipo de mobília o teste de chama aberta, que simularia o contato da chama de uma vela com o material.

    Plástico Moderno, Retardantes de chamas: Pressão regulatória abre caminho para mudanças nos aditivos, até nos halogenadosEsse teste, considerado muito exigente em relação à proteção oferecida, era apontado como justificativa para a adição de compostos halogenados, derivados do bromo, aos tecidos e ao material de enchimento dos estofados, geralmente feito de espuma de poliuretano. O governo da Califórnia afirmou que a mudança foi feita porque a incidência desse tipo de acidente se tornou rara e, por isso, a nova redação do TB-117, aprovada em 2013 para entrar em vigor em janeiro deste ano, deveria dar mais atenção aos ensaios que simulam ponta de cigarros acesas como fonte de inflamação.

    Ressalte-se que o TB-117 se aplica apenas a móveis estofados, não abrangendo, por exemplo, roupas de cama, colchões e travesseiros. Além disso, a norma concede prazo até janeiro de 2015 para adaptação dos fabricantes e fornecedores dessas peças, incluindo a realização de ensaios e a revisão das etiquetas. A Califórnia é o único estado americano a ter norma de inflamabilidade para mobília de sala e, por isso e pelo tamanho do mercado, é referência naquele país.

    A mudança da norma, embora restrita a um determinado item, reavivou uma discussão antiga, sobre a necessidade do uso de retardantes de chama que contenham compostos halogenados. Essa classe de aditivos é usada em vários materiais, como plásticos, tecidos, tintas protetivas, entre outros.

    Plástico Moderno, Lilian: mudança na Califórnia colocou população sob risco

    Lilian: mudança na Califórnia colocou população sob risco

    No Brasil, a Associação Brasileira da Indústria de Retardantes de Chama (Abichama) aborda temas relacionados à reação de materiais ao fogo e ao desenvolvimento de padrões de inflamabilidade. A entidade ratifica o posicionamento contrário à alteração dos ensaios de resistência ao fogo promovidos pelo TB-117 emitidos por outros especialistas em segurança contra incêndio. “A ação do California Department of Consumer Affairs Bureau of Electronic and Appliance Repair, Home Furnishings and Thermal Insulation eliminou um importante nível de proteção que beneficiou a população da Califórnia nos últimos 35 anos”, criticou Lilian Salim, diretora da associação, cujos sócios são ICL, Albemarle e Chemtura. Em conformidade com a Associação Nacional de Segurança contra Incêndio (Nafra, dos EUA), a Abichama ressalta que velas, isqueiros e fósforos são grandes causas de incêndios em móveis estofados, enquanto o número de incêndios causados por cigarros está em declínio. “A comissão não deveria ter removido a necessidade do teste de chama aberta para móveis estofados sem considerar os resultados de um estudo de no mínimo dois anos sobre a resistência ao fogo nos materiais utilizados e outras tecnologias existentes”, afirmou Lilian.

    O papel da associação é alertar e conscientizar os órgãos governamentais, empresariado e a população sobre a importância da segurança contra incêndio e prover soluções seguras para a proteção dos consumidores. “Neste sentido, temos atuado em diversos Comitês de Estudos da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) e Comissões de Estudos do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro)”, disse Lilian.

    Atualmente, na ABNT, a Abichama atua nos comitês CB-10: Comitê Brasileiro de Química – Comissão de Estudos de Poliuretanos; CB-15: Comitê Brasileiro do Mobiliário; CB-24: Comitê Brasileiro de Segurança Contra Incêndio; CB-55: Comitê Brasileiro de Refrigeração, Ar-Condicionado, Ventilação e Aquecimento e CB-155: Comissão de Estudo Especial de Materiais Isolantes Térmicos e Acústicos. “A ABNT cita como importante a adoção de padrões internacionais, como ISO e as normas europeias, que já são reconhecidos mundialmente, e a Abichama acredita que esse é o melhor caminho para aumentarmos a segurança contra incêndio no País”, comentou a diretora da entidade.


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