Plástico

4 de junho de 2012

Resinas estirênicas – Mercado de ABS motiva investimento em planta local, mas poliestireno enfrenta demanda fraca

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Transformadores saudosos dos bons tempos em que compravam variada gama do terpolímero acrilonitrila-butadienoestireno (ABS) de fabricantes locais se preparem para comemorar. O longo jejum promete ser quebrado até o final do próximo ano, quando a Unigel planeja inaugurar uma fábrica, aproveitando estrutura já existente em seu site no Guarujá-SP; ou antes, caso a Videolar consiga sair à frente com o seu projeto de construir planta em Manaus-AM, a qual aguarda apenas as autorizações governamentais para sair do papel. Igualmente utilizará as edificações onde já polimeriza poliestireno. Quando os dois investimentos frutificarem, a capacidade instalada no país atingirá 160 mil toneladas anuais – 90 mil toneladas da Unigel e 70 mil toneladas da Videolar –, o dobro da atual demanda local.

    Inicialmente planejada para o final de 2012, a entrada em operação da nova fábrica da Unigel precisou ser postergada em um ano. O emaranhado e pouco atrativo cenário econômico mundial forçou, em parte, o adiamento. Ainda pesaram na balança questões tecnológicas. “O cenário agora é um pouco mais complexo; o valor do investimento está atrelado aos tipos de grades que serão produzidos”, justificou o diretor comercial Marcelo Calil Bianchi, explicando ser necessária uma análise mais aprofundada do portfólio de produto, bem como o acerto de detalhes atinentes à própria tecnologia.

    O diretor comentou que a incorporação do novo produto na área de estirênicos envolve a transformação da atual

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    Marcelo Calil Bianchi: pormenores tecnológicos e crise econômica adiaram projeto

    fábrica de poliestireno em uma unidade multipropósito (swing). A direção da Unigel ainda analisa a cesta de produtos que planeja retirar de seus reatores, mas há forte probabilidade de pender para as especialidades, formulações com especificações diferenciadas, destinadas a nichos que agregam valor, como declarou Bianchi no ano passado, ao anunciar o projeto (até então previsto para este ano) durante a Brasilplast.

    Tal proposição, se posta em prática, desviaria a empresa da rota de concorrência acirrada dos fabricantes asiáticos, produtores de peso da resina e detentores da ampla fatia do mercado brasileiro afeito a consumir commodities, como grades naturais e pretos.

    Compasso de espera – A intenção de construir uma fábrica de ABS no país foi anunciada pela Videolar há quase dois anos, quando a empresa submeteu seu projeto ao governo. Segundo relata Claudio Rocha, diretor comercial de resinas plásticas, a tecnologia que será empregada na produção do terpolímero, já negociada e paga, provém da Polimeri, empresa europeia de tradição internacional, que recentemente alterou seu nome para Versalis. Como ressalta, o início das obras aguarda apenas o sinal verde de órgãos públicos. Aprovada, a expectativa é a de partir a fábrica no período de 16 a 18 meses.

    “Nosso objetivo é criar sinergia com a nossa planta de poliestireno, que utiliza muitas das matérias-primas comuns ao ABS, além de, principalmente, substituir a importação desta resina por produto nacional, já que é importada em sua totalidade, e nenhuma empresa a produz na América do Sul”, relata Rocha.

    O mercado brasileiro atrai pela atual dependência exclusiva de importação e pelo potencial crescimento, embora as taxas anuais ainda caminhem tímidas. Os principais segmentos visados, automobilístico, eletroeletrônicos e eletrodomésticos, entre outros, porém, têm demandado volumes crescentes do terpolímero.

    O mercado de resinas estirênicas ainda conta com a presença local da Innova (empresa da Petrobras), fabricante de poliestireno que percebeu uma sinergia de venda em clientes que consumiam esse plástico e poderiam demandar

    Plástico, Hamilton Issa Fernandes, gerente comercial, Resinas estirênicas - Mercado de ABS motiva investimento em planta local, mas poliestireno enfrenta demanda fraca

    Hamilton Issa Fernandes: o desempenho do mercado de ABS no ano passado deixou a desejar

    também ABS ou SAN e, como planejava ampliar seu portfólio, incluiu nele grades de ABS e SAN, importados de empresa de Taiwan.

    Para o gerente comercial Hamilton Issa Fernandes, o desempenho do mercado de ABS no ano passado deixou a desejar, com volumes aquém do esperado, afetado pela instabilidade internacional. Mas suas expectativas para este ano são animadoras, com perspectivas de recuperação da demanda, e norteadas pelas ações governamentais de estímulo ao consumo doméstico, particularmente de bens duráveis, segmentos nos quais a resina encontra parcela importante de aplicações. Nos cálculos dele, a Innova supre cerca de 10% do mercado brasileiro do terpolímero.


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      Um Comentário


      1. Marcos

        Olá, bom dia.
        Gostaria de saber onde posso encontrar distribuidores de chapas de ABS, que estejam localizados na Bahia.
        Tenho procurado, mas só encontrei os localizados em São Paulo. Estou na região metropolitana.
        Agradeço.



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