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4 de maio de 2007

Resinas especiais – Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Edson R. Simielli, diretor de marketing na América Latina, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

    Simielli: venda da GE nada muda para usuários

    Os polímeros de engenharia e os de alto desempenho escalaram mais alguns degraus a caminho da substituição dos metais e de outros materiais. A ampla variedade de resinas e de aplicações expostas nos estandes reservados a esse segmento da indústria do plástico comprova a tendência de crescimento desse mercado no País, associada a maiores exigências de peças, como suportar temperaturas mais elevadas e resistência química e mecânica superior.

    Aparentemente despreocupado com a venda iminente da unidade GE Plastics, da General Electric Co. (ver boxe), o diretor de marketing na América Latina, Edson R. Simielli, garantiu que nada mudaria para o mercado e discorreu animado sobre a exposição da empresa.

    Para divulgar produtos e mostrar tendências, a GE montou em seu estande um carro-conceito, desenvolvido junto com a GM, a Nissan e a Hyundai. “É revolucionário em termos de materiais e aplicações, com foco na flexibilidade de design, redução de peso e estética”, disse Simielli.

    O veículo foi projetado com “vidros” de policarbonato, à exceção do retrovisor dianteiro, item com requisitos muito rígidos (pela transmitância de luz) em questões de segurança; painéis laterais verticais feitos com a blenda Noryl GTX, polióxido de fenileno e náilon (PPO/PA); e painéis horizontais desenvolvidos com a novíssima tecnologia HPPC, de termoplásticos reforçados com fibras longas tridimensionais. A propósito, a HPPC ainda se encontra em fase de validação.

    Plástico Moderno, Resinas especiais - Feira reforça tendência de maior uso do plástico em substituição a outros materiais, como os metais

    Peças feitas com a nova linha ecológica iQ

    “A escolha do polímero a ser reforçado com as fibras dependerá da necessidade da peça, da rigidez e das propriedades mecânicas requeridas”, explicou o diretor.

    Além do carro-conceito, duas motos destacavam o plástico como substituto de outros materiais: uma Harley Davidson e uma Ducati. A primeira exibia opções de bagageiros e suporte do painel de instrumentos feitos com a blenda Noryl GTX e pára-brisa de policarbonato. A outra trazia toda a carenagem feita com blenda de policarbonato com poliéster (PC/PBT ou PC/PET), conhecida no mercado pela marca Xenoy. “O material pode ser injetado na cor da peça e receber pintura por cima”, ressaltou Simielli.

    Carros e motos à parte, a grande novidade da GE consistiu no lançamento mundial efetuado na Brasilplast da linha Verton Xtreme, compreendida por materiais de alto desempenho, com resistências mecânica, química e à intempérie muito elevadas. Segundo o diretor, o novo composto é formulado com o termoplástico apropriado à necessidade da peça e atende diversos segmentos da indústria em peças semi-estruturais, na substituição de metais e outras aplicações.

    A nova família de produtos é ofertada em três opções: o Xtreme Color, que proporciona resistência mecânica aliada a cores variadas; o Flame Retardancy, composto antichama não halogenado; e o Weatherability, dotado de maior resistência mecânica associado à resistência às intempéries.

    O mercado também foi contemplado com o primeiro projeto nacional para substituição dos vidros laterais traseiros por policarbonato revestido com silicone (proteção ao risco), desenvolvido em parceria com a Fiat e a Plascar. A montadora ainda não decidiu qual modelo de carro vai estrear as novas peças.

    A empresa também aproveitou a feira para apresentar ao mercado a nova linha iQ, cujo forte é o apelo ecológico, incorporada à família do polibutileno tereftalato (PBT) e da blenda PC/PBT. Os novos produtos usam como matéria-prima garrafas pós-uso de PET que passam por um processo de despolimerização, retornando às matérias-primas básicas. “Depois, essas matérias-primas são repolimerizadas na fabricação de PBT”, explica Simielli. A GE estima que o uso de dez toneladas da nova resina evita o consumo de 85 barris de petróleo.

    Novas aplicações – Fabricante global presente no mercado brasileiro com produção de compostos baseados em PBT e poliacetal, a Ticona concentrou sua exposição em novas aplicações, tanto para estas formulações como para outros polímeros de alto desempenho de seu portfólio sem produção local, disponíveis para importação.

    Os visitantes da feira conferiram alguns produtos desenvolvidos com fins de facilitar a atividade da cozinha industrial, de promover maior segurança, entre outras. Até então inimaginável num plástico, a empresa criou fôrmas de pão injetadas em polímero de cristal líquido (CLP). Versátil, o polímero confere à peça elevada resistência térmica e bom acabamento superficial. Utilizando resinas como o polissulfeto de fenileno (PPS), do PBT e do próprio polímero de cristal líquido, a Ticona desenvolveu não-tecidos, fibras e monofilamentos aplicados em luvas para segurança contra cortes (uso em frigoríficos, por exemplo), filtros industriais, e isolação térmica, entre outras.

    Também a Degussa direcionou o foco para novas aplicações, associadas à oferta de desenvolvimentos recentes com base no seu carro-chefe, a poliamida 12. A novidade ficou por conta do novo grade Vestamid LX9020, específico para fabricar tubos de grandes diâmetros, destinados a operações off-shore em plataformas de petróleo. “Esse setor carecia de um produto do gênero”, disse o chefe de produto polímeros de alta performance, Germano Coelho. A poliamida, explica, entra em uma das camadas das tubulações. Essa camada de resina proporciona vedação química, não permitindo que os fluidos circulantes permeiem a tubulação e migrem para fora.


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