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28 de dezembro de 2016

Resinas: Demanda por termoplásticos no país começa a emitir leves sinais de retomada de atividade

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Plástico Moderno, Resinas: Demanda por termoplásticos no país começa a emitir leves sinais de retomada de atividade

    Não poderia ser diferente. A crise econômica afetou profundamente quase todos os ramos da atividade econômica brasileira, da fabricação de automóveis às embalagens. O mercado brasileiro de resinas plásticas apenas acompanhou a tendência dos segmentos que as consomem.

    Há uma boa notícia, pelo menos. O comportamento das vendas de resinas plásticas no Brasil no início do quarto trimestre deste ano aponta uma ligeira recuperação em relação aos trimestres anteriores. Essa variação positiva (que só poderá ser confirmada ao final do período) supera a sazonalidade típica, decorrente da proximidade do Natal e do verão, do aumento do consumo de bebidas carbonatadas e outros.

    Luciano Guidolin, vice-presidente executivo da Braskem, apontou os indícios desse aquecimento de mercado e espera resultados melhores daqui para frente. “Há boas perspectivas de aumento do PIB em 2017 e isso puxará o consumo de resinas”, considerou. Ele observa que a crise atual é muito profunda – três anos de recessão em sequência, um fato inédito –, tornando possíveis variações positivas rápidas, mas isso apenas representaria voltar ao patamar anterior a 2013.

    “Como a crise se arrasta há tempos e a cadeia de consumo toda sofre restrições de crédito, o volume de estoques de resinas em poder dos clientes é muito baixo, para não comprometer o capital de giro”, afirmou. Caso se confirme a recuperação de demanda por artefatos plásticos, os transformadores precisarão se abastecer e recompor o inventário em termos mais robustos. Guidolin explica que a entrega de muitos pedidos acumulados pode redundar em algum atraso, causado pelos problemas logísticos normais do país.

    Plástico Moderno, Resinas: Demanda por termoplásticos no país começa a emitir leves sinais de retomada de atividade

    Guidolin: retração de demanda foi compensada pela exportação

    Situação diferente – O panorama de mercado observado por Guidolin neste ano guarda poucas semelhanças com o do início das dificuldades do setor, em 2012. “Naquela época, era muito grande a convergência dos clientes para más perspectivas, ou seja, todos estavam sofrendo”, comentou. “Em 2016, a convergência é menor, há clientes quebrados, mas também há transformadores obtendo lucros e investindo.” O que define o sucesso de uma empresa hoje é associar liquidez financeira, eficiência operacional e capacidade de inovação.

    O mesmo se verifica quanto à distribuição de resinas. “A participação dos nossos distribuidores no mercado continua sendo próxima de 20%, a crise não mudou esse percentual”, salientou. No entanto, ele salienta que houve mudanças relativas, com o crescimento de alguns players e queda de outros.

    Em 2016, o setor começou a colher os frutos do Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), criado pela Braskem e pela Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast) para incrementar a qualidade e a competitividade da cadeia produtiva do plástico no médio e longo prazo. As iniciativas do plano dizem respeito aos treinamentos dos profissionais, participação em feiras de negócios nacionais e internacionais, além de reforçar a exportação de transformados.

    Iniciativas anteriores para incentivar as vendas aso exterior esbarraram na baixa escala de produção local, problema já superado, segundo Guidolin. “O Brasil já conta com empresas de transformação de plásticos com capacidade técnica e produtiva para exportar, mas isso exige uma visão de médio e longo prazo, é necessário conhecer bem o mercado de destino e permanecer nele por algum tempo, para criar uma reputação favorável”, comentou.

    No caso dos produtores brasileiros, eles são prejudicados pelos custos típicos do país, especialmente os ligados à eletricidade, mão de obra e tributos, além da taxa de câmbio que é determinante para o sucesso das iniciativas de comércio exterior. “É preciso ser muito eficiente para superar esses problemas, mas é possível”, afirmou. Ele entende que a exportação de produtos deve ser vista como um complemento da demanda doméstica, uma forma de tornar viáveis os investimentos em ampliação de capacidades.

    Mercado de termoplásticos – A demanda agregada local para poliolefinas e vinílicos recuou perto de 8% em 2015, segundo Guidolin. Em 2014, a demanda permaneceu estagnada. “Começamos 2016 com a perspectiva de uma nova queda de 8% nas vendas internas, mas ao longo do ano percebemos uma tímida melhora e passamos a considerar uma queda menor, de 5%”, explicou.

    Levantamento da Comissão de Resinas Termoplásticas da Abiquim (Coplast) apontou uma redução de 3,8% no volume geral de resinas (poliolefínicas, vinílicas, estirênicas e PET) vendido no Brasil. Considerando também as importações desses materiais, a redução de vendas chegou a 7,4% em 2015 (tabela). Isso reflete a recessão econômica que assola o Brasil há três anos.


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