Máquinas e Equipamentos

2 de fevereiro de 2017

Resfriamento: Sistemas fechados ou sem água disputam clientes interessados em aumentar a produtividade

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Embora já se fale novamente em escassez de chuvas – motivo alegado para o aumento da tarifa de eletricidade em novembro –, ao menos por enquanto não surgem sinais de crise hídrica tão aguda quanto aquela que há dois anos assolou grande parte do país. Mesmo assim, a conjugação da consciência da escassez da água com a busca por redução de custos inseriu definitivamente a otimização do uso desse insumo entre os temas aos quais os gestores dos processos industriais devem prestar atenção.

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    E essa necessidade de racionalizar o uso da água é um dos fatores que alçou os dry coolers ao topo da lista dos equipamentos mais almejados para o resfriamento da água na transformação de plástico, em etapas como o resfriamento dos moldes e dos condensadores dos chillers, entre outros. Mas, embora calmo o front hídrico, aprofundou-se a crise na economia nacional e, assim, podem ganhar fôlego adicional opções mais vorazes por água, porém mais baratas, a exemplo das torres de refrigeração abertas. Além disso, existem hoje torres cujos modelos construtivos propiciam consumo de água muito inferior ao das abertas.

    Dry coolers seguem, porém, ganhando espaço, não apenas por reduzirem o consumo, mas também por minimizarem a presença de impurezas na água, e, por isso, aliviarem a necessidade de tratamentos químicos. A grosso modo, eles podem ser concebidos como torres nas quais a água circula em circuito fechado, reduzindo-se portanto as perdas desse insumo, que permanece limpo. Por ser uma tecnologia relativamente nova no setor, esse tipo de equipamento evolui contínua e acentuadamente.

    A Mecalor, por exemplo, produz dry coolers há pouco mais de dez anos e está lançando a quarta geração desses equipamentos, informa o gerente de vendas Marcelo Zimmaro. Nessa nova geração, os produtos são em média 40% mais eficientes – em termos de capacidade de geração de calor –, comparativamente a um equipamento de mesmas dimensões das versões anteriores. “Conseguimos isso com medidas como trocadores de calor feitos totalmente de alumínio, algo ainda inédito no mundo”, ressalta Zimmaro.

    Ele não vê perda de espaço dos dry coolers para as torres de refrigeração em decorrência das atuais dificuldades da economia nacional. “Otimizar o uso da água é uma questão de sobrevivência; ela custa caro, assim como são caros os produtos químicos necesários ao tratamento da água que circula nas torres”, justifica o gerente da Mecalor.

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    Essa opinião é compartilhada por Ricardo Prado, vice-presidente na América Latina do grupo Piovan. “Os empresários sabem que precisam ser competitivos, reduzindo os custos de suas operações, minimizando desperdícios e garantindo qualidade de produtos e processos: um dry cooler é a melhor opção para isso”, enfatiza.

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    No grupo Piovan, soluções para refrigeração e resfriamento são agora responsabilidade de uma empresa denominada Aquatech, criada há 1,5 ano (o grupo já produzia esses equipamentos, porém sem abrigá-los em uma empresa específica). E os dry coolers da Aquatech são construídos em um modelo adiabático, no qual parte da água é evaporada para resfriar o ar que passa pelo trocador de calor, aumentando o rendimento do equipamento. “Sem o sistema adiabático, a temperatura da água de resfriamento pode subir muito nos dias quentes, inviabilizando a utilização”, diz Prado.

    Também fazem parte do portfólio da Aquachillers chillers – a ar e a água –, e uma solução denominada Flexcool, composta por termochillers individuais de altíssimo rendimento e alta vazão, acoplados a um dry cooler central. “A grande vantagem dessa solução é que, por serem acoplados individualmente às máquinas, os termochillers podem ser ajustados para as condições de operação de cada uma delas – entre 6ºC e 90ºC –, aumentando bastante sua a produtividade”, diz o executivo.


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