Máquinas e Equipamentos

10 de outubro de 2014

Resfriamento: Necessidade de obter economia de energia e água exige mudanças

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Resfriamento: Necessidade de obter economia de energia e água exige mudanças
    Como não poderia deixar de ser, os fabricantes de sistemas de refrigeração utilizados pelos transformadores de plásticos atuam hoje na conjuntura de demanda não muito aquecida vigente em praticamente todos os setores da economia nacional. Mesmo assim – ou mesmo em decorrência dessa conjuntura –, seguem buscando oferecer a esse mercado soluções com as quais pretendem atender de maneira mais precisa a um conjunto bastante vasto de necessidades (aliás, também comuns a toda a cadeia produtiva): entre outras coisas, capazes de aumentar a produtividade e reduzir custos, contribuir com a qualidade dos produtos, e satisfazer aos preceitos da sustentabilidade ambiental.

    Plástico Moderno, Zimmaro: linha de chillers trocou o R-22 pelo R-410A

    Zimmaro: linha de chillers trocou o R-22 pelo R-410A

    A redução do consumo de água é uma das vertentes mais explícitas dessa demanda para a qual convergem fatores econômicos e preocupações ambientais. E a possibilidade atual de diminuição do uso desse insumo amplia a relevância dos dry coolers, capazes de substituir as tradicionais torres de resfriamento nos processos nos quais há necessidade de utilização da chamada água industrial, com a qual os transformadores de plásticos podem, entre outras coisas, resfriar os sistemas hidráulicos das máquinas, os moldes e os condensadores dos chillers.

    Com um dry cooler, observa Marcelo Zimmaro, gerente comercial da empresa Mecalor, o consumo de água pode ser trinta vezes inferior àquele exigido por uma torre: “O resfriamento convencional com torres chega a perder cerca de 1% a 1,5% de sua vazão nominal, enquanto no dry cooler essa perda é, em média, de 0,05% da vazão nominal”, compara.

    Além disso, prossegue Zimmaro, no confronto com as torres, os dry coolers apresentam outras vantagens, pois mantêm os circuitos de água industrial isentos de impurezas e proporcionam processos mais estáveis. “Relativamente ao mesmo período de 2013, este ano já crescemos mais de 50% no segmento dos dry coolers”, revela o gerente da Mecalor, empresa que oferece um vasto portfólio de soluções para a transformação de plásticos, composto por itens como chillers com capacidade entre 3 mil e 620 mil kcal – com condensação a ar ou a água –, termorreguladores, e os chamados termochillers, que conjugam chiller e termorregulador em um único produto, e possibilitam o resfriamento em temperaturas diferenciadas de duas áreas diferentes dos moldes.

    Plástico Moderno, Prado: procura por dry coolers está crescendo nos plásticos

    Prado: procura por dry coolers está crescendo nos plásticos

    O aumento do interesse por dry coolers é percebido também por Ricardo Prado, vice-presidente da Piovan, que os oferece sob a denominação de adiabáticos. Antes de ingressar no trocador de calor que resfria a água do processo, o ar passa por uma espécie de colmeia sobre a qual se pulveriza água, com o objetivo de abaixar a temperatura do ar e, assim, aumentar o desempenho geral do equipamento. “Com isso, o equipamento ganha rendimento, permitindo, por exemplo, o trabalho em regiões quentes”, destaca Prado, salientando que a capacidade e o rendimento do trocador são maiores quanto maior for a diferença de temperatura entre o ar e a água a resfriar.

    Além dos dry coolers, a Piovan oferece para a indústria do plástico também itens como termocontroladores e termochillers, além de chillers dos mais diversos portes, desde os pequenos e individuais até aqueles aptos a trabalharem com várias máquinas ou em sistemas centrais de refrigeração.

    Porém, ressalta Prado, embora possa ser interessante em determinadas plantas, a estruturação de uma central única de refrigeração, ou a instalação de um chiller de grande porte para comandar diversas máquinas, não constituem alternativas de uso generalizado, mesmo em plantas onde operam muitas máquinas, pois chillers individuais permitem uma série de escolhas – como temperaturas e vazões de água especificas para cada máquina –, que proporcionam, quando bem trabalhadas, maior rendimento operacional e melhor qualidade dos produtos finais.

    Além disso, por mais bem projetada que seja a linha de água de uma planta, ela sempre é concebida para uma situação específica. “À medida em que o tempo passa e a planta vai ganhando novos equipamentos, pode ser que essa linha de água gere diferenças de vazão entre as várias máquinas, e isso também pode influir no rendimento e na qualidade dos produtos”, explica o vice-presidente da Piovan.


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