Máquinas e Equipamentos

3 de outubro de 2014

Resfriamento: Mercado permanece aquecido

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Resfriamento: Mercado permanece aquecidoAo menos alguns segmentos específicos da indústria de sistemas de refrigeração, como o dos trocadores de calor, parecem já enfrentar uma concorrência mais direta dos fabricantes asiáticos. “Temos percebidos nos últimos anos uma acentuação da chegada de injetoras importadas da Ásia, e essas máquinas já vêm com os trocadores; por isso, nesse período caiu um pouco a demanda por esses produtos aqui no Brasil”, relata Matos, da Apema.

    Mas essa queda na demanda por trocadores, ele ressalta, parece ter sido contida no primeiro semestre deste ano: “Nesse período, conseguimos um volume de negócios similar àquele realizado na primeira metade do ano passado”, diz Matos

    Já no mercado de chillers e das unidades de refrigeração, ainda há pouca participação de importados, avalia Padeiro. Afinal, tais equipamentos exigem investimento pequeno em comparação ao valor das injetoras, sopradoras e moldes. Portanto, não se justifica a sua importação, correndo o risco de encontrar dificuldades para a reposição de peças e serviços de assistência técnica, fatores capazes de interromper as atividades de uma unidade de produção. “Até chegam, principalmente da Europa, conjuntos de injetoras já com chillers, mas geralmente quem compra essas máquinas faz a troca por resfriadores nacionais na primeira manutenção”, conta Padeiro.

    No mercado do plástico, ele diz, os negócios da Refriac se mantiveram estáveis em relação ao mesmo período de 2013. “Acredito que no segundo semestre devemos registrar crescimento, porque o dólar se mantém num patamar mais elevado, e isso tende a reduzir a importação de produtos acabados, principalmente peças de baixo valor agregado, com o consequente aumento da atividade do parque fabril de plástico instalado no Brasil”, pondera.

    Na Mecalor, diz Zimmaro, a indústria do plástico gera perto de 35% dos negócios; e nesse segmento houve algumas dificuldades no primeiro semestre. Zimmaro se revela, porém, animado com as perspectivas para a segunda metade do ano, crendo que quem até agora segurou investimentos começará a realizá-los. “Em relação ao ano passado, no total deste ano pretendemos elevar nossos negócios com a indústria do plástico em pelo menos 5%”, projeta.

    Prado, da Piovan, argumenta que a ausência de estatísticas confiáveis não lhe permite avaliar o desempenho desse setor; mas afirma: “a Piovan está aumentando sua participação nesse mercado”.

    De acordo com Jaqueline, foi “surpreendentemente bom o volume de realização de negócios registrado nos primeiros meses este ano com os transformadores de plástico” pela Refrisat, que oferece para esse setor equipamentos como chillers, unidades de água gelada, termochillers, termorreguladores, dry coolers e torres, entre outros. Houve, ela reconhece, uma redução nesse volume durante o período da Copa do Mundo. “Creio porém que, no total do ano, obteremos algum crescimento dos negócios com a indústria do plástico, porque conseguimos desenvolver produtos com custos mais acessíveis, e o preço é muito importante nesse setor”, finaliza a diretora de marketing da Refrisat.



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