Máquinas e Equipamentos

31 de julho de 2007

Resfriadores – Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor

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Publicado por: Simone Ferro
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    O uso de água a temperatura controlada cresceu entre as pequenas e médias uso de água a temperatura controlada cresceu entre as pequenas e médias indústrias transformadoras de plásticos. O avanço gradativo desse nicho de mercado, além da demanda consolidada dos grandes moldadores, motivou diversos desenvolvimentos no último ano e aqueceu as vendas de unidades de água gelada, entre outros equipamentos destinados à refrigeração.

    Os fabricantes nacionais são unânimes ainda em registrar a elevação das vendas em 2007.

    No caso da Piovan do Brasil, as unidades de água gelada representaram um dos maiores crescimentos percentuais no faturamento de 2006. As vendas desse setor aumentaram 50% no ano passado. Este ano, estima-se alta de 25%. A empresa fabrica vasta linha de equipamentos auxiliares de processo, desde dosadores a desumidificadores e moinhos.

    Outro foco do mercado se refere à necessidade de reduzir o consumo energético e os custos dos equipamentos, sem prejudicar desempenho e qualidade. Também nesse quesito, os fabricantes nacionais alcançaram sucesso.
    Para o diretor da Mecalor, János Szegö, o dimensionamento dos componentes e o uso de compressores de alta tecnologia garantem bons resultados nessas áreas. A Mecalor, especializada em sistemas de água gelada, promoveu grande reestruturação nos sistemas de refrigeração, o que incluiu o lançamento de modelos de maiores e menores capacidades. “A ampliação da linha de produtos nos permite atuar em nichos que antes não atendíamos”, afirma Szegö.

    Plástico Moderno, Edgard Dutra Jr., Resfriadores - Transformação se rende às vantagens desses equipamentos e impulsiona o setor

    Dutra estima crescimento de 20% nas vendas neste ano

    O mercado de plásticos absorve em torno de 60% da produção da Mecalor.

    Os 40% restantes são bem pulverizados entre diversos segmentos, desde farmacêutico, hospitalar, alimentício, gráfico e outros. Na Brasilplast 2007, de 7 a 11 de maio, no Anhembi, em São Paulo, foram apresentadas algumas novidades, a começar pela linha MCA, em duas versões com capacidades de 3.000 e 5.000 kcal/hora, condensação a ar, e destinadas para injetoras até 400 toneladas de força de fechamento, entre outros processos.

    Conforme Szegö, os equipamentos têm construção simplificada e garantem facilidade de operação e manutenção. “Possuem todos os componentes para o fornecimento contínuo, em circuito fechado, de água gelada com controle preciso de temperatura.” Entre as novidades, cita a nova versão 2.0 do Controlador Lógico Programável (CLP) com entradas e saídas digitais ou analógicas e recursos de controle, proteção e sinalização.

    Segundo o fabricante, uma das principais características, no entanto, refere-se à integração homem/máquina: “Tivemos a preocupação de tornar o display mais amigável, facilitando a operação e visualização das informações.”

    A Mecalor possui outras três séries com condensação a ar. A única que ainda será reestruturada é a GSA, de 45.000 e 60.000 kcal/h. As linhas MSA e RLA já passaram por reestruturação, que inclui modernização na forma construtiva e ampliação de capacidades. Todos os modelos da GSA e RLA, além do MSA-30, têm dois circuitos independentes de refrigeração. A linha MSA vai desde 5.000 kcal/h até 30.000 kcal/h, e a RLA de 75.000 até 240.000 kcal/h.

    De acordo com Szegö, foram mais de quinze meses de trabalho no projeto de modernização das linhas. Outra novidade apresentada na Brasilplast foi a Unidade de Ar Seco (UAS). Trata-se de um recurso capaz de evitar a condensação no molde.

    O uso de água com temperatura abaixo de 5ºC, adicionando-se anticongelante, garante bons resultados na redução dos ciclos. Porém, a condensação do vapor d’água do ar ambiente sobre a superfície do molde pode ser um obstáculo. Para evitar que isso ocorra, a Mecalor aconselha o enclausuramento da porção superior da injetora ou sopradora para que seja direcionado ar seco sobre o molde. “A barreira de ar seco é suficiente para impedir a condensação.”

    Modelo 2007 – A linha Polar da Metalplan também foi totalmente reestruturada, segundo informações do diretor-comercial Edgard Dutra Jr. Entre as inovações, Dutra cita o novo CLP. “Garante completo controle e diagnóstico da operação, manutenção e falhas, o que traz muita confiabilidade ao equipamento e tranqüilidade ao cliente.”
    De fabricação 100% nacional, a linha 2007 de chillers tem capacidades desde 1.000 kcal/h a 120.000 kcal/h, nas opções com condensação a ar ou a água, com e sem reservatório interno e tensões 220/380/440V – 50/60Hz. “Apresenta novo design de gabinete com dimensões reduzidas e novo CLP.”

    A linha utiliza compressores Scroll. “Proporcionam até 15% de redução no consumo de energia, em paralelo com todo o circuito frigorífico e hidráulico, também otimizados. Tais características tornam os nossos chillers os mais econômicos do mercado”, promete. Conta também com opcionais, tais como gás ecológico, circuito hidráulico de aço inoxidável, bombas centrífugas com vazão e pressão especiais e painel remoto.

    De acordo com Dutra, a Metalplan tem mais de 30 mil unidades instaladas no Brasil, além de quatro mil no exterior, incluindo os Estados Unidos, entre chillers e outros equipamentos de refrigeração industrial. “A fabricação dos equipamentos é 100% nacional, sendo que alguns itens, como compressores frigoríficos, válvulas e pressostatos são adquiridos de empresas multinacionais já instaladas no Brasil há vários anos.”


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