Máquinas e Equipamentos

22 de outubro de 2009

Refrigeração – Tecnologias privilegiam o corte no consumo de energia elétrica

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Publicado por: Plastico Moderno
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    Plástico, Refrigeração - Tecnologias previlegiam o corte no consumo de energia elétrica

    Resfriar água e demais fluidos empregados em processos industriais pode ser opção ou exigência. Obrigatório mesmo é controlar o máximo gastando o mínimo. Oferecer equipamentos cada vez mais eficientes e econômicos tem sido o foco dos fabricantes de sistemas de resfriamento, principalmente quando se fala em consumo energético. Exatamente para atender a um mercado cada vez mais rigoroso, empenhado em reduzir custos e de olho nas tendências internacionais.

    O Brasil conta com mais de uma dezena de fornecedores dos conhecidos resfriadores, chillers ou unidades de água gelada, entre fabricantes e importadores. Marcas nacionais e estrangeiras disputam o acirrado mercado dos plásticos. Porém, tais equipamentos têm vasto uso ainda nos setores gráfico, químico, petroquímico, alimentício, farmacêutico, de galvanoplastia, médico-hospitalar, aeroespacial e outros cujo uso de água a temperatura controlada é imprescindível ou visa a proporcionar melhorias. “Nossas máquinas podem ser utilizadas em qualquer processo industrial onde haja a necessidade de se retirar calor”, explica o vice-presidente para a América Latina da Piovan, de Osasco-SP, Ricardo Prado.

    No caso da transformação de plásticos a função é o resfriamento dos moldes ou fluidos hidráulicos. Também podem auxiliar no desempenho de periféricos, como no caso dos sistemas de desumidificação de resina ou de dosadores de microgrãos com camisa refrigerada, entre outras aplicações. “As vantagens são similares em todos os casos, ou seja, o controle de processo e repetibilidade, ganhos de produtividade e melhoria do aspecto visual e dimensional das peças produzidas”, diz Prado.

    O transformador tem de estar atento às exigências do processo e dos produtos finais, buscando alcançar a máxima eficiência com o mínimo consumo de recursos financeiros e ambientais. “Todos os processos de transformação de termoplásticos necessitam de resfriamento eficaz”, defende o diretor-geral da Mecalor, de São Paulo, János Szegö.

    A explicação é simples. A conformação das resinas plásticas, nos mais variados itens e produtos, exige o aquecimento desses insumos a cerca de 200ºC (de 150ºC até 250ºC). “A exigência imposta pelo mercado de alta produtividade implica menor tempo de produção e, consequentemente, na necessidade de resfriamento rápido, controlado e eficaz do material processado.”

    Reduzir o ciclo e o desperdício de material durante o set up da máquina ou ao longo do processamento e melhorar a qualidade das peças moldadas sob aspectos dimensionais e de aparência integram a lista de benefícios do resfriamento controlado, cujos resultados e ganhos variam caso a caso.

    Bem dimensionados e empregados, os equipamentos garantem o que prometem. Compactos e fáceis de operar, adaptam-se aos diversos processos de moldagem. “As vantagens de um bom controle de temperatura podem ser conferidas na qualidade do produto final”, afirma a diretora-financeira da Megacal, de Mairiporã-SP, Priscila Perri.

    Nos últimos anos, o setor registrou importantes investimentos na reestruturação das empresas e na modernização das linhas de equipamentos, buscando adequar tendências internacionais ao perfil tecnológico e de custos do mercado brasileiro, com resultados positivos. Boa parte dessas iniciativas estava exposta na Brasilplast 2009, de 4 a 8 de maio, no Pavilhão de Exposições do Anhembi, em São Paulo (ver PM, edição 416, de junho de 2009).

    A Mecalor apresentou modelo de chiller digital. “Trata-se de equipamento conceito no qual estão incorporadas todas as inovações tecnológicas do momento”, afirma Szegö. A iniciativa visou, segundo ele, demonstrar o perfil inovador da empresa. “A Mecalor continua sendo, após quase meio século de existência, a líder incontestável na aplicação e desenvolvimento de novas tecnologias”, defende.

    De acordo com Szegö, alguns dos componentes do chiller digital ainda não têm preço que permita a comercialização em larga escala. “Todavia, chillers com condensador microchannel, válvulas de expansão eletrônica, refrigerante R-410A, controle automático da pressão de condensação pela modulação da rotação dos ventiladores e controle preciso de temperatura têm sido comercializados com muito sucesso, nem sempre com todos os recursos integrados em um mesmo equipamento”, explica.

    Extrusão – Na extrusão de filmes (balão), a tarefa de resfriar o ar soprado é complementada pela ação de trocadores de calor, item de série na maioria das máquinas fabricadas no Brasil. Dentro desse contexto, a tradicional dobradinha chiller/trocador de calor se tornou obrigatória. Afinal, o emprego do ar em temperatura ambiente deixa o processo variável, além de aumentar as perdas e o tempo de ajuste de máquina.

    Uma alternativa indicada pela Mecalor é o uso de unidades de ar frio (UAF) em substituição à dupla chiller/trocador de calor. “O uso de unidade de ar frio, programada para operar a 5ºC tem apresentado ganhos de até 25% na produtividade da extrusora, além de simplificar a operação e reduzir o espaço ocupado. Isto significa que o retorno do investimento ocorre em menos de seis meses”, afirma Szegö.


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