Máquinas e Equipamentos

21 de outubro de 2014

Reciclagem: Mercado ainda espera efeitos da PNRS

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Reciclagem: Mercado ainda espera efeitos da PNRSEm vigor a partir deste ano, por enquanto a Política Nacional de Resíduos Sólidos parece ter gerado, entre os fornecedores de equipamentos para a reciclagem de plásticos, mais expectativas do que negócios, especialmente porque o poder público ainda não atende plenamente às exigências dessa legislação: por exemplo, na proposta de significativa ampliação da abrangência da coleta seletiva.

    Essa carência de investimento em coleta seletiva produz impactos negativos: os recicladores de PET, por exemplo, hoje sofrem com a falta de matéria-prima, e alguns deles, instalados na cidade de São Paulo, precisam trazer de regiões longínquas, como o Acre, embalagens vazias feitas dessa resina. Afinal, na capital paulista, além de ser pouco relevante a coleta seletiva, não existem lixões a céu aberto, onde catadores coletam material para reciclagem. “Caso a PNRS seja efetivamente implantada, essa distorção será corrigida”, argumenta Grunewald, da Gneuss.

    Mesmo assim, ele observa, já cresceu bastante a reciclagem de PET no Brasil, onde há cerca de quinze anos quase 18% desse material, quando na forma de garrafas, era reciclado. Atualmente, esse índice está em 58%, e só não é maior justamente pela falta de material.

    Alguns países, ressalta o diretor da Gneuss, coletam percentuais de embalagens de PET superiores aos brasileiras: no Japão, o índice dessa coleta aproxima-se de 100%, mas lá praticamente não há a reciclagem, e as embalagens coletadas são enviadas para serem retrabalhadas em outros países. “Já o Brasil é dos países onde há maior índice de revalorização de embalagens PET”, especifica Grunewald.

    Segundo ele, mundialmente, cerca de 60% do PET reciclado vai para o setor têxtil, que o utiliza em itens como carpetes de automóveis. “O restante é destinado ao setor de embalagens, subdividido em três categorias: novas garrafas PET, embalagens termoformadas para alimentos e fitas para embalagens”, detalha Grunewald.

    E, se por enquanto a PNRS constitui basicamente um grande manancial de possibilidades, há a certeza de que cedo ou tarde ela trará benefícios para os negócios dos fornecedores de equipamentos para reciclagem. Benefícios, aliás, que talvez nem demorem muito: “Já vem crescendo bastante a quantidade de consultas e nos próximos dois anos muita coisa deve acontecer”, prevê Araújo, da Steinert. “No setor público as coisas são um pouco mais lentas, mas a indústria da reciclagem já está bem estabelecida no Brasil, e começa agora a investir em automatização”, finaliza.

    “A demanda por equipamentos para reciclagem vem crescendo porque, hoje, reciclar é uma necessidade imposta tanto por razões econômicas – não dá mais para desperdiçar material –, quanto pela sustentabilidade. Nossa expectativa é de aumentar os negócios em 15% a 20% este ano”, concluiu De Filipis, diretor geral da Wortex.



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