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9 de julho de 2008

Reciclagem de PET – OHL e Krones oferecem tecnologia bottle-to-bottle no Brasil

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    A regulamentação da Anvisa prevê que as empresas recicladoras operem com as tecnologias denominadas superclean e bottle-to-bottle para a produção do PET reciclado grau alimento. São tecnologias aprovadas pela agência norte-americana Food and Drug Administration (FDA) e pelo Instituto Fraunhofer, da Alemanha. Pelo menos dois fornecedores já atuam no Brasil oferecendo o sistema de reciclagem bottle-to-bottle, as alemãs OHL Engineering e a Krones.

    A tecnologia bottle-to-bottle, na verdade, corresponde apenas a uma etapa adicional do processo de reciclagem tradicional. O material é separado, lavado, cortado ou moído, o chamado flake, e depois encaminhado para a extrusão. Neste ponto, a resina está amorfa e cristalizada, já adequada para aplicações como a de fibra têxtil. A etapa adicional corresponde à passagem por um reator de policondensação. Como explica Waltencir Maurício Teixeira, diretor técnico da Bahia PET, neste reator rotativo se recupera a estrutura molecular inicial do PET, pelo aumento de sua viscosidade. A resina é submetida a uma temperatura de 270ºC por um período superior a 15 horas, garantindo a eliminação total dos resíduos de substâncias contaminantes. A resina apresenta uma viscosidade comparável à de um polímero virgem.

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    A Bahia PET, assim como a Global PET, utilizam reatores OHL, representada no Brasil pela Man Ferrostaal. Segundo Ferry Rosenstock, gerente do departamento de máquinas plásticas da Man, os reatores OHL possuem capacidade superior a 36 metros cúbicos. O executivo avalia que o investimento em uma linha completa de reciclagem de PET, incluindo produção de flakes, extrusora e reatores, exige investimentos avaliados entre 5 e 6 milhões de euros para uma produção de 15 mil toneladas anuais.

    O sistema de reciclagem bottle-to-bottle da Krones foi apresentado ao mercado em outubro de 2007 e conforme informa Christian Busko, supervisor de vendas da Krones do Brasil, a tecnologia envolve o trabalho de dois reatores a quente. O primeiro reator, chamado de reator atmosférico, trabalha com o PET em contato com o ar. O segundo, utilizado para a redução do tempo de reação, usa o vácuo para a remoção de componentes químicos impregnados no PET.

    As plantas de reciclagem da Krones são para capacidades de 500 e 1000 Kg por hora. Segundo Nelson Ferreira, gerente-comercial da Krones, são instalações muito compactas, com baixo consumo de energia e curto tempo de processo. A empresa não informou, porém, o tempo que o material é processado no reator, nem à qual temperatura é exposto. Com relação ao investimento necessário, a Krones optou por não fazer uma estimativa. “O investimento depende do projeto”, afirmou Busko.

     

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