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15 de março de 2008

PVC e compostos – Argentinos invadem o mercado brasileiro de compostos de PVC

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Publicado por: Domingos Zaparolli
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    No mercado brasileiro de compostos, obtidos com PVC, plastificantes e aditivos, os negócios também estão com o vento a favor, mas os maiores beneficiados têm sido os fornecedores argentinos. Como relatou Edson Penido, gerente de vendas da Karina, a líder do mercado, as vendas de compostos de PVC em 2007 cresceram 11%, chegando a aproximadamente 270 mil toneladas. Desse total, algo como 10% foi importado, principalmente da Argentina. “Entre 2006 e 2007, a participação argentina no mercado brasileiro cresceu 103%”, afirmou o executivo.

    Penido informa que são três as vantagens dos produtores vizinhos. Primeiro, o preço da matéria-prima é menor na Argentina, onde a carga tributária não é tão alta. O mesmo ocorre com a logística. Mas o terceiro fator é o que tem se mostrado mais decisivo. Enquanto a moeda brasileira, o real, se valoriza dia-a-dia, em uma cotação próxima de R$ 1,70 por dólar, o peso argentino se mantém estável, na casa dos $ 3,15 por dólar. “A competição ficou desfavorável para nós”, afirmou o executivo.

    Plástico Moderno, Edson Penido, gerente de vendas da Karina, PVC e compostos - Argentinos invadem o mercado brasileiro de compostos de PVC

    Penido traça estratégias para elevar a competitividade

    São dois os fornecedores brasileiros predominantes de compostos de PVC. A Karina, com participação de 52%, de acordo com Penido, e a Dacarto, detentora de uma parceria estratégica com a Solvay Indupa. Juntas, Karina e Dacarto respondem por aproximadamente 90% da produção nacional. Por conta das importações, Penido relata que a Karina, em 2007, cresceu 6%, uma taxa inferior à evolução do mercado, perdendo market share.

    A empresa, porém, deflagrou uma estratégia de reação. Por um lado, tem negociado com fornecedores da resina para obter melhores condições competitivas. A Karina também estuda a importação no regime drawback, para aumentar sua competitividade no mercado externo e ganhar escala. Atualmente, exporta 9% de sua produção para 25 diferentes países, na América do Sul, Europa, Ásia e para os Estados Unidos. “Mas não há lucratividade nessa operação, estamos apenas mantendo mercado”, disse o executivo.

    Além disso, a empresa também tem apostado na inovação constante de sua linha de produtos, hoje com 15 mil formulações diferentes. Uma equipe de 50 profissionais trabalha com desenvolvimento de produtos, o que permite criar mensalmente mais de dois novos compostos e inúmeras formulações.

    A principal ação da Karina para aumentar a sua competitividade, porém, foi iniciada há sete anos, quando começou uma série de investimentos com o objetivo de inovar o processo produtivo. A estratégia, relatou Penido, levou a uma grande automação do processo. Como resultado, a Karina passou a uma capacidade instalada da ordem de 220 mil toneladas anuais.

    Em 2008, a fabricante também inicia um processo para diversificar a sua atuação no mercado, entrando no segmento de compostos poliolefínicos, tendo como base EVA, PE, PP e PS. O objetivo é fornecer os compostos para as indústrias que utilizam processos de extrusão, injeção, sopro e termoformagem.

     

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