Ferramentaria Moderna

13 de maio de 2008

Prototipagem – Modelos tornam ágeis as avaliações estéticas e funcionais de projetos de peças plásticas

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    A expressão “tempo é dinheiro” anda muito na moda. Em clima de competição para lá de acirrado, a velocidade de lançamento dos produtos se tornou essencial para o sucesso das empresas. Para a indústria do plástico, a preocupação em reduzir o período de cada etapa de fabricação das peças é uma obsessão. Essa necessidade está presente entre todos os profissionais participantes de um projeto, desde o desenvolvimento do design até a linha de produção, passando pelos responsáveis pela escolha dos processos de fabricação e da ferramentaria, sem esquecer dos profissionais de marketing envolvidos.

    O cenário favorece o avanço do mercado voltado para a fabricação de protótipos. O modelo de uma peça, obtido o quanto antes depois de se chegar ao design preliminar do produto, serve como valioso guia. Com o objeto na mão, os projetistas conseguem avaliar a estética da peça, sua funcionalidade e fazer possíveis correções na etapa inicial do projeto, proporcionando importante redução de prazo para a sua execução. Os modelos também permitem possíveis correções de trajeto no desenvolvimento dos moldes, sejam eles de injeção ou de sopro.

    As empresas especializadas nas vendas de serviços e de equipamentos de protótipos estão aptas a oferecer aos clientes soluções das mais variadas, voltadas para ajudar todos os responsáveis ligados aos projetos de lançamento de um produto. Os recursos vão muito além das antigas armas utilizadas pelos usuários para produzir os modelos, como a usinagem de blocos. Eles permitem a produção de peças de forma muito ágil e em materiais diversos.

    As empresas prestadoras de serviços têm contra si a falta de cultura do mercado. A realidade nacional está distante da dos países desenvolvidos, onde o uso de protótipos é bem comum. Por aqui, os principais clientes dos fabricantes de modelos são as ferramentarias e os transformadores envolvidos com tecnologia de ponta. Muitos dos potenciais usuários, no entanto, não investem ou até mesmo ignoram a existência dos vários métodos de prototipagem. E disseminar a tecnologia é um problema difícil de ser contornado, uma vez que os compradores de serviços fazem parte de mercados pulverizados – existem milhares de produtores de moldes e de peças plásticas espalhadas pelo país.

    A venda de equipamentos é ainda mais complicada. Os investimentos necessários para se adquirir uma máquina não são pequenos e os potenciais compradores não se entusiasmam em fazer contas que calculem se o retorno é compensador. Hoje, as empresas que investem se concentram em dois grupos distintos. Um deles é formado pelas indústrias responsáveis pelo lançamento de grande variedade de peças, casos da indústria automobilística, de eletrodomésticos, de eletroeletrônica, de embalagens, entre outras. O segundo é formado por escolas técnicas, que utilizam as máquinas para ensinar seus alunos e, eventualmente, prestar serviços. Nesse caso se encontram, por exemplo, as escolas do Senai e o Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA).

    Plástico Moderno, Sergio Oberlander, diretor, Prototipagem - Modelos tornam ágeis as avaliações estéticas e funcionais de projetos de peças plásticas

    Oberlander: missão de solucionar problemas

    Por outro lado, os bons ventos da economia têm ajudado os representantes do ramo. A indústria automobilística, um dos principais clientes, é exemplo marcante de como as vendas aquecidas podem colaborar com o setor. Hoje é grande a necessidade das montadoras lançarem modelos para atender à demanda dos compradores. E cada veículo a ser projetado traz um número enorme de novas peças de plástico. O mesmo raciocínio vale para outros setores. O mercado de protótipos vive um clima de boas oportunidades de negócios.

    Nem todas as notícias que vêm do cenário econômico são boas. A desvalorização do dólar nos últimos tempos atrapalha os prestadores de serviços, que passaram a enfrentar a concorrência dos importados. O problema pode ser explicado recorrendo-se mais uma vez à indústria automobilística. Como as montadoras atuam de forma global, muitas vezes tomam a decisão de fazer protótipos no exterior a custos vantajosos. 

    Fornecedores – O mercado conta com várias empresas especializadas em protótipos. A Robtec, fundada em 1994, se proclama pioneira no Brasil em modelagem rápida. A empresa presta serviços e representa fornecedores internacionais de equipamentos voltados para várias técnicas utilizadas para a construção de peças

    Essas técnicas são as de prototipagem rápida pelos processos de estereolitografia ou de sinterização a laser, digitalização óptica, vacuum casting e rapid tooling. A companhia também fornece equipamentos de impressão tridimensional. “Somos especializados em protótipos, nossa missão é a de colaborar com os clientes, oferecendo para eles a solução mais adequada ao seu problema”, garante o diretor Sergio Oberlander.

    Plástico Moderno, Fernando Schmiegelow, diretor de marketing, Prototipagem - Modelos tornam ágeis as avaliações estéticas e funcionais de projetos de peças plásticas

    Schmiegelow: protótipos feitos de vários materiais

    A Sisgraph, há onze anos no mercado, não presta serviços; ela apenas revende no Brasil as máquinas da multinacional Stratasys, de impressão tridimensional. “A grande vantagem dos modelos da Stratasys se encontra na variedade de materiais com os quais os protótipos podem ser produzidos”, garante Fernando Schmiegelow, diretor de marketing da representante comercial.

    A Seacam, no mercado desde 1993, nasceu como fornecedora de softwares de usinagem, modelamento e engenharia reversa. Com o tempo, passou também a fornecer equipamentos e prestação de serviços de prototipagem rápida. A empresa é especializada em impressão tridimensional e revende no Brasil os equipamentos da norte-americana Z Corporation ou, como também é conhecida, Z Corp. “As máquinas Z Corp são as únicas de prototipagem rápida que permitem a confecção de peças coloridas”, destaca Cláudia Garcia Beraldo, gerente de desenvolvimento de negócios da Seacam.


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