Plástico

9 de abril de 2012

PP e Compostos – Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

Mais artigos por »
Publicado por: Rose de Moraes
+(reset)-
Compartilhe esta página

    Alvo de investimentos de grandes montadoras de veículos, o Brasil corre contra o tempo para ampliar e aprimorar a oferta de compostos de polipropileno (PP) para aplicações automotivas, a fim de resguardar posições conquistadas sobre os metais e se sobrepor ainda mais aos plásticos de engenharia em direção às aplicações estruturais, com requisitos ainda mais rigorosos.

    Plástico, PP e Compostos - Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

    Suporte de pedaleira moldado com composto elaborado pela Borealis

    O momento econômico é favorável e, ao que tudo indica, o mercado brasileiro caiu nas graças dos investidores, apresentando-se como uma das maiores apostas de grupos internacionais, que voltaram a mirar o país como um dos alvos preferenciais para a destinação de recursos, principalmente após o advento das crises americana e europeia.

    Várias notícias dão conta de que cerca de US$ 5 bilhões já estariam previstos para desembolso no Brasil até 2014. Esse montante contemplaria a produção de marcas de automóveis populares e também os mais luxuosos e sofisticados, que caíram no gosto dos brasileiros.

    De acordo com os mais recentes projetos em curso, o país deverá abrigar a instalação de nove novas fábricas de veículos. Algumas delas estão em fase de construção, e outras, em vias de aprovação, o que resultaria num adicional em capacidade de mais de 800 mil unidades/ano, enquanto a capacidade atual estaria girando em torno de 5 milhões de veículos por ano.

    Além das novas fábricas, montadoras aqui instaladas há várias décadas reagem e também planejam investir em expansões e modernizações para poder abraçar projetos de maior envergadura.

    Com tantas intenções e oportunidades declaradas, a produção de compostos de PP aproveita para respaldar essas iniciativas, tirando dos arquivos projetos já esboçados ou investindo em estudos e pesquisas para colocar em teste novos desenvolvimentos que resultem em automóveis mais modernos, leves, seguros e ambientalmente amigáveis.

    Os novos projetos prevendo o uso de compostos de PP envolvem todos os elos da cadeia: desde o setor petroquímico, os produtores de compostos, aos transformadores de componentes fabricados com esses materiais. Assim, os fabricantes de compostos redobram sua atenção e se empenham no desenvolvimento de novas formulações para atender às especificações das montadoras, que não são poucas, pois cada componente de um único modelo ou marca gera suas correspondentes especificações de O&M relativas às propriedades mecânicas, além de vários outros requisitos relativos à maior resistência e maior durabilidade.

    Plástico, Daniel Bahls, gerente de marketing e desenvolvimento de produto da Borealis Brasil, PP e Compostos - Fabricantes apostam todas as fichas em formulações para a indústria automotiva

    Daniel Bahls: quebra de paradigmas é um dos seus grandes desafios

    Nesse percurso, evidentemente, cabe a cada montadora estabelecer seus próprios parâmetros técnicos, de acordo com seus referenciais de qualidade, de segurança e de durabilidade, que tendem a se tornar cada vez mais globais.

    “Desenvolvemos novos compostos basicamente por duas vias. Proativamente, lançamos novos grades para cobrir deficiências ou melhorar as propriedades de componentes encontrados no mercado, e também fabricamos compostos com os requisitos necessários para atender às especificações de O&M das montadoras”, informou Daniel Bahls, gerente de marketing e desenvolvimento de produto da Borealis Brasil, joint venture firmada entre os grupos Borealis e Braskem.

    Com produção focada em compostos de polipropileno destinados à fabricação de componentes para o setor automotivo, como painéis de instrumentos, laterais de portas, para-choques, colunas, revestimentos internos, entre outros, a unidade brasileira da Borealis também atende às necessidades do setor de linha branca, com compostos para a fabricação de geladeiras, freezers, aparelhos de ar-condicionado, máquinas de lavar, entre outros eletrodomésticos.

    Não raro, fabricantes como a Borealis costumam promover estudos para provar às montadoras a viabilidade econômica e técnica para se produzir componentes automotivos com compostos de PP em relação a materiais sucedâneos. “Sempre buscamos lançar novas ideias e apresentar às indústrias novas possibilidades de aplicação dos compostos de PP, com o objetivo de melhorar a performance das peças técnicas e também agregar mais segurança aos componentes, pois temos que quebrar paradigmas, mostrar ser possível aprimorar, demonstrando as vantagens de uso dos compostos de PP sobre outros materiais”, afirmou o executivo da Borealis Brasil.


    Página 1 de 612345...Última »

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *