Economia

7 de agosto de 2008

Pólo Camaçari 30 anos – Investimentos anunciados

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Publicado por: Jose Valverde
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    Braskem – No evento da Associação Comercial, Marcelo Lyra, na condição de presidente do Cofic, contabilizou: dos mais de US$ 4,2 bilhões que devem ser investidos em algumas importantes empresas da Grande Salvador nos próximos quatro anos, US$ 2,3 bilhões serão em empresas da cadeia química e petroquímica; US$ 1,35 bilhão na cadeia automotiva; US$ 425 milhões em uma fábrica de papel e celulose; e US$ 150 milhões na metalurgia.

    No mesmo evento, José Carlos Grubisich revelou que do montante previsto para a química e a petroquímica, a Braskem investirá quase US$ 1,05 bilhão, dos quais US$ 440 milhões na fábrica para 300 mil t/ano de polipropileno. A matéria-prima será o propeno ainda disponível no 2º Pólo.

    Outro importante investimento apontado por Grubisich, orçamento de US$ 131 milhões, será no aumento da produção do aromático paraxileno, o insumo requerido na síntese do polietileno tereftalato, a resina PET.

    Em diferentes ocasiões, o então presidente da Braskem e o atual vice-presidente de Insumos Básicos se referiram também a outros investimentos: US$ 109 milhões em uma unidade de “resinas hidrocarbônicas”, matéria-prima de plásticos de engenharia usados principalmente na indústria automotiva; US$ 60 milhões na troca dos reatores da fábrica de PVC, para atender ao crescimento do mercado dessa resina, “que em 2007 aumentou 14%”; US$ 30 milhões em uma cogitada unidade de “solventes especiais” para tintas e plásticos.

    “É um novo ciclo de investimentos que estaremos realizando no pólo baiano”, valorizou Grubisich. O novo ciclo exige também US$ 60 milhões para substituir a produção do MTBE, aditivo à base de metanol que aumenta a octanagem da gasolina, pelo ETBE, o similar ambientalmente recomendado, à base de etanol. O projeto começará a ser executado em julho de 2009. Além da mudança na formulação, inclui aumento na escala, de 120 mil para 160 mil t/ano.

    Sobre a escolha do Rio Grande do Sul em detrimento da Bahia para a instalação da fábrica de 200 mil t/ano de polietileno verde, obtido do etanol, Carnaúba justifica: “Os aspectos técnicos foram os principais fatores.” E sai pela tangente: “Temos unidades de polietileno com diversas tecnologias de produção, e com diversas escalas de produção, que poderão nos dar uma grande flexibilidade de produtos para atender a este mercado em desenvolvimento.”

    O secretário de Planejamento da Bahia, Ronald Lobato, tem uma explicação mais precisa: houve disputa entre os dois estados. Ambos ofereceram os mesmos incentivos. Empataram. O Rio Grande do Sul desempatou na questão da retenção do ICMS – prometeu restituir o crédito acumulado sem deságio, condição que o governo da Bahia não pôde assegurar. “Mas duvidamos que eles consigam honrar isso”, desabafou o secretário em entrevista ao jornal A Tarde, referindo-se aos gaúchos.

    Unigel – Dos US$ 2,3 bilhões que segundo o Cofic serão investidos no ramo químico e petroquímico até 2012, US$ 200 milhões estão previstos para a duplicação, já em andamento, da produção de acrilatos e metacrilatos do grupo Unigel, investimento que reforçará sua posição de único produtor dessas resinas na América Latina, com fábricas no Brasil e México. “A fábrica já é um canteiro de obras”, festeja o vice-presidente do grupo Unigel, Roberto Noronha Santos, que também esteve no evento da Associação Comercial da Bahia.

    Outro provável investimento do grupo Unigel será a ampliação e modernização da fábrica de monômero de estireno, a ex-Estireno do Nordeste (EDN), que está adquirindo da Dow Química, negócio ainda dependendo da aprovação dos órgãos reguladores – que não têm motivo para impor restrições – e também da conclusão das diligências e aprovações corporativas usuais.

    Plástico Moderno,  Roberto Noronha Santos, vice-presidente do grupo Unigel, Pólo Camaçari 30 anos - Investimentos anunciados

    Noronha anuncia planos de investimento

    Para a Dow, que enviava o monômero para polimerização ou uso na produção de látex (estireno-butadieno) no Guarujá-SP, contribuíram para a alienação da fábrica de 160 mil t/ano, fechada desde janeiro: a baixa escala da produção; idade da planta; e o excesso de estireno no mercado global.

    Para esta mesma fábrica, uma das que não foram duplicadas desde a partida em 1978, Roberto Noronha anuncia altos planos de crescimento. “Vamos dotá-la da tecnologia mais moderna do mundo.” A matéria-prima – eteno e benzeno – está assegurada sob contrato. Pondera, entretanto, que “não será do dia para a noite”. Quanto ao mercado, hoje caracterizado pelo excesso de oferta, argumenta que ocorreram fechamentos recentes, também de alcance global. “Mas o importante mesmo para nós é que o Brasil é importador.” E arremata: “Vamos substituir importações.”

    Noronha avalia que as importações possam estar alcançando 200 mil t/ano; e lembra que há apenas dois fabricantes: a própria Unigel, dona em São Paulo da Companhia Brasileira de Estireno (CBE), e a Innova, agora da Petrobras, no Rio Grande do Sul.

    A demanda crescente, a recente redução de 17% para 14% no ICMS – decisão do governo da Bahia no rastro de medida similar adotada em São Paulo – e a iminência da superação da questão causada pela retenção do ICMS nas exportações estão dando força a outros projetos no âmbito do Grupo Unigel. “A demanda agregada está alcançando um novo patamar”, anunciou.

    Um dos projetos a que o executivo se refere é o da duplicação da Acrinor, a fábrica de acrilonitrila, única do Brasil – um projeto arquivado que tende a retornar às pranchetas. Antes da duplicação – quando alcançará o patamar de 200 mil t/ano – haverá um aumento de produção na fábrica atual, uma single line que desde a partida, em 1978, produz 90 mil t/ano. As duas matérias-primas – propeno, da Braskem, e amônia, da Fábrica de Fertilizantes do Nordeste (Fafen/Petrobras), também estão contratualmente asseguradas.


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