Plástico

27 de outubro de 2012

Poliéster de Pet reciclado faz sucesso em celebridades

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Publicado por: Anelise Sanches de Roma
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    A década de 90 representou um marco importante para a indústria têxtil. Graças a uma verdadeira revolução tecnológica, a produção de fibras de poliéster começou a empregar os mesmos polímeros utilizados na fabricação de garrafas PET (polietileno tereftalato). Toneladas de resíduos plásticos responsáveis por um grande impacto ambiental se transformaram em matérias-primas cobiçadas por diversas empresas para aplicações têxteis. Devidamente separadas, lavadas e reprocessadas, as garrafas ganham uma nova vida na forma de fibras homogêneas e de alta resistência.

    O sucesso em reciclar as garrafas PET com investimentos em uma produção sustentável foi idealizado por um famoso grupo californiano especializado em roupas para alpinismo. O seu pioneirismo não só estimulou a demanda pela fibra de poliéster reciclado, como também agregou valor social e ecológico à cadeia produtiva. Além de vantagens imediatas como a redução do volume de lixo em aterros sanitários e a consequente melhoria dos processos de decomposição de matérias orgânicas, a reciclagem de garrafas PET economiza petróleo, energia e ainda gera renda e novos empregos.

    Tudo isso, no entanto, exige grandes investimentos. A extrusão do fio de poliéster reciclado requer tecnologia de ponta e uma rigorosa fase de coleta e seleção das garrafas. Nos centros de reciclagem, separam-se as tampas e as embalagens que serão enviadas às usinas são comprimidas. Em seguida, o material recebido é triturado em flocos, lavado, seco e processado em extrusoras que produzem o fio do poliéster.

    O resultado final é um produto de qualidade comparável àquele confeccionado com matéria-prima virgem e que, associado a outra fibra, como o algodão, por exemplo, possui qualidades como elevada estabilidade dimensional, resistência e durabilidade.

    Poliéster verde e haute couture– Graças a essas e outras características que comprovam a sua elevada performance, além de empregado em larga escala por diversas marcas na indústria têxtil, o fio de poliéster também é consumido por grandes nomes da alta costura. Na última edição do Golden Globe Awards 2012 – prêmio destinado ao setor do entretenimento televisivo e cinematográfico –, o centro das atenções foi Livia Firth.

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    Colin e Livia Firth: Alta costura elaborada com material reciclado

    Ela é a autora do empreendimento Green Carpet Challenge, pensado para estimular a moda sustentável nas passarelas do mundo todo, e durante a cerimônia do Golden Globe Awards desfilou com um vestido longo de Giorgio Armani. A peça foi criada com fios obtidos com a reciclagem mecânica de garrafas PET, resíduos e materiais industriais na sede do grupo Filature Miroglio, situada na província de Cuneo, no norte da Itália. Stefano Cochis, diretor comercial da empresa, conta que, atualmente, 60% do poliéster produzido pela Filature Miroglio é reciclado e que até 2015 esse percentual atingirá os 100%.

    Com um projeto intitulado New Life, o grupo ilature Miroglio criou a mais importante plataforma europeia de fios ecocompatíveis, de alta performance e 100% derivados da reciclagem de garrafas PET pós-consumo. A grande peculiaridade da iniciativa é o fato de ela contar com uma rede horizontal de fornecedores a “Km 0”. Em outras palavras, isso significa que todas as fases do processo de reciclagem são realizadas graças a parcerias com empresas locais, situadas a poucos quilômetros de distância. Os fios de poliéster produzidos pela Filature Miroglio são certificados pelo ICEA (Istituto per la Certificazione Etica e Ambientale) porque garantem uma significativa redução do consumo de energia e água, bem como uma menor emissão de CO 2 na atmosfera.

    “Newlife representa uma plataforma extremamente flexível que consente um vasto número de aplicações e prestações elevadas, mas com uma grande economia em termos de recursos e custos para o ambiente”, comenta o diretor Cochis.

    Um estudo recente realizado pelo ICEA utilizando o método Life Cycle Assessment (LCA) e comparado aos dados do documento da Eco-profiles and EPD of the European Plastics Manufacturers – Polyethylene Terephthalate (PET) Bottlegrade, Plastics Europe 2011, a produção de um quilo de NewLife requer um consumo hídrico de 3,26 litros, enquanto que a fabricação da mesma quantidade de poliéster virgem exige cerca de 60 litros de água.

    Newlife é composto por uma série completa de fios disponíveis nas versões POY (Polyester Pre-Oriented Yarn), liso, texturizado – que garante volume ao fio e maciez ao toque – microfibra e também fio oco, que desempenha um papel fundamental no conforto termofisiológico de um tecido.

    Além desses produtos, o processo Newlife, totalmente made in Italy e rastreado em todas as suas fases, também inclui uma gama de fios high tech para exigências específicas. A linha intitulada Quick Dry, por exemplo, é especialmente indicada para o setor biomédico. Isso porque possui propriedades antibacterianas, além de ser um fio contínuo que não está sujeito à perda das fibrilas mais curtas, que poderiam contribuir com a


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