Plástico

10 de janeiro de 2011

Plastivida – Entidade acelera corrida às práticas sustentáveis

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Publicado por: Francisco de Assis Esmeraldo
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    Vitoriosa na tarefa de racionalizar a utilização das sacolas plásticas e acabar com os desperdícios, a atuação contínua da Plastivida entra agora em uma nova etapa para demonstrar a sustentabilidade ambiental dos plásticos.

    Desde 2007, quando o Programa de Qualidade e Consumo Responsável das Sacolas Plásticas foi lançado, as duas metas iniciais foram atingidas: estimular o mercado a consumir sacolas fabricadas de acordo com a norma técnica brasileira e reduzir o consumo de sacolas nas redes de supermercados. E isso tem sido possível porque não há alternativas consistentes para substituir as sacolas plásticas, uma vez que, segundo pesquisas do Ibope, 100% delas são reutilizadas como saco de lixo e se constituem nas embalagens preferidas de 71% das donas de casa para transportar compras.Plástico Moderno, Francisco de Assis Esmeraldo, Presidente da Plastivida, Plastivida - Entidade acelera corrida às práticas sustentáveis

    Na medida em que o varejo passou a dispor de sacolas mais resistentes, o segmento pôde acondicionar volumes mais pesados em uma única embalagem, acabando com a prática de colocar uma sacolinha dentro da outra.

    Esta medida, aliada à implementação do Programa em dezenas de redes de supermercados, contribuiu para o alcance da segunda meta: até o fim de 2010, 3,9 bilhões de sacolas plásticas deixaram de ser consumidas no varejo.

    Para ampliar e consolidar a racionalização do uso das sacolas de forma permanente, em 2011 a Plastivida vai intensificar uma ação iniciada com sucesso em 2010: a Escola de Consumo Responsável. Por seu intermédio, gerentes e encarregados de caixas de supermercados que já aderiram ao Programa passam por um treinamento intensivo de quatro horas, sobre a importância da prática dos três Rs: Reduzir a quantidade de sacolas, Reutilizá-las para finalidades como o acondicionamento de resíduos, e Reciclá-las quando não puderem mais ser reutilizadas.

    Na Escola, os profissionais recebem uma cartilha feita com papel plástico, confeccionado por meio da reciclagem de resíduos, inclusive de sacolinhas, além de informações sobre os três Rs, a importância da utilização das embalagens certificadas e a correta destinação dos resíduos domésticos.

    Implementada inicialmente em um grupo de cerca de 500 profissionais de dois estados, Rio de Janeiro e Minas Gerais, a escola revelou fatos bastante relevantes: a grande maioria desses profissionais (86%) jamais havia passado por qualquer treinamento de práticas ambientais e ignorava o significado dos três Rs. Encerrado o curso, 97% deles relataram que passaram a dominar esta prática.

    Antes do treinamento, 50% dos encarregados de caixa e gerentes de supermercados opinavam que seus estabelecimentos distribuíam mais sacolas do que o necessário. Depois do curso, esse percentual subiu para 64%, mostrando o quanto se pode racionalizar ainda mais o consumo das sacolinhas.

    Outro dado significativo: tanto antes como depois do treinamento, 86% opinaram que, se houvesse uma lei determinando o banimento das sacolas, os consumidores seriam contra. Este dado, fornecido por quem lida na linha de frente com a população, é extremamente significativo.

    Após o curso, praticamente a totalidade dos profissionais mostrou disposição em divulgar os três Rs entre os clientes dos supermercados, estimulando-os a racionalizar o consumo das sacolas.

    Estes resultados reafirmaram nossa convicção de que a solução mais equilibrada para o uso responsável das sacolas é investir em informação e conscientização. Perto de completar três anos de existência, o Programa de Qualidade e Consumo Responsável de Sacolas Plásticas, criado pela indústria do setor, já conta com a participação de três dos seis grandes grupos varejistas do Brasil e de inúmeras redes, além do apoio da Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e de suas congêneres estaduais.

    Vale também lembrar que os plásticos são feitos para durar (ao durar, retêm carbono e não contribuem para o efeito estufa), e não para serem descartados na natureza. É importante que sejam usados, reutilizados, coletados seletivamente e destinados à reciclagem, que pode ser mecânica e os transformará em novos produtos nessa ordem, ou mesmo energética, que os converterá em energia de forma segura, como já ocorre na Europa, América do Norte e Ásia. No mundo, existem 850 usinas de reciclagem energética. No Brasil, nenhuma.

    É por isso que em 2011 a Plastivida prosseguirá divulgando a importância socioambiental da reciclagem dos plásticos nestas duas vertentes: a mecânica, transformando as embalagens usadas em novos produtos; e a energética, pela qual os resíduos urbanos acondicionados em sacos plásticos são revertidos em energia, em processos de combustão totalmente limpos e controlados, nos quais os plásticos ajudam a economizar óleo devido ao seu alto poder calorífico.

    Neste último aspecto, e para difundi-la em todo o país, a Plastivida deverá lançar em 2011, em uma série de estados, o Manifesto já divulgado em 2010 em São Paulo e no Rio de Janeiro, em favor da reciclagem energética. O documento vem recebendo a assinatura das mais importantes entidades do país. Citamos como exemplos Petrobras, Fiesp, Firjan e Abiquim, dentre várias outras.

    O desafio ambiental é urgente e imenso. Porém, não será com a penalização do consumidor, mas pela educação e responsabilidade compartilhada da indústria, sociedade e do poder público e adotando soluções verdadeiramente consistentes que iremos garantir o bem-estar das pessoas e a preservação do meio ambiente. Não é justo promover qualquer tipo de retrocesso.



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