Aditivos e Masterbatches

23 de março de 2010

Plasticultura – Uso de aditivos na plasticultura cresce e testemunha seu avanço

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Substâncias essenciais para o bom desempenho dos filmes agrícolas, os aditivos direcionados a esse segmento testemunham o seu crescimento. Esse termômetro mostra um setor aquecido, com a procura de produtos capazes de embutir mais tecnologia e de melhorar o desempenho do plástico nas plantações.

    “O produtor está buscando a plasticultura para conseguir manter o cultivo o ano inteiro e mantê-lo próximo do mercado consumidor”, opina Pedro Caldari, coordenador de negócios de aditivos e pigmentos para plásticos da Basf.

    Com mais de cinquenta anos de participação no mercado de aditivos, com foco especial na estabilização de filmes agrícolas em geral, a Cytec também tem crescido sua participação no país na oferta de soluções para esses filmes (em particular os de longa duração e os de alta resistência aos agroquímicos). “Sempre tivemos forte atuação em plasticultura, com investimentos pesados nesse setor na Europa, onde a empresa é bem posicionada, e também na América Latina”, ressalta o gerente de vendas Cássio Martins. Segundo ele, os filmes são altamente aditivados, da ordem de 1%, chegando até 2%, dependendo do local onde o agrofilme se insira.

    Plástico Moderno, Cássio Martins, Gerente de vendas, Plasticultura - Uso de aditivos na plasticultura cresce e testemunha seu avanço

    Martins aposta em formulação que embute sinergia de aditivos

    Fabricante de masterbatches, a Cromex também contempla o rol de fornecedores de insumos para a cadeia do agronegócio. A empresa formula concentrados de aditivos e de cores (preto e branco) para o setor. Mesmo com os rescaldos da crise econômica, 2009 deixou bons resultados, nos quais o segmento agrícola respondeu por 10% dos volumes de vendas, nos cálculos de Enio A. Ferigatto, gerente de projetos e produtos. E as projeções para este ano são de mais crescimento.

    Segundo Martins, a Cytec, de origem americana, foi uma das criadoras de alguns aditivos para suprir o segmento dos agrofilmes no mercado mundial. “A atuação nesse setor requer a união de várias técnicas e conhecimentos, agrícola inclusive”, comenta.

    Do negócio de aditivos da empresa, o volume de vendas destinado à plasticultura representa entre 18% e 20%, em âmbito mundial, e de 9% a 10% no país. Na América Latina, chega a 40%, graças à sua grande atuação nesse segmento na Argentina, Chile, Colômbia e México.

    O forte da Cytec se destina a promover proteção contra raios ultravioleta: absorvedores e estabilizantes. “A molécula que absorve oferece proteção superficial do filme, a estabilizadora confere retenção das propriedades mecânicas”, explica Martins. A melhor sinergia corresponde à união dos dois tipos: a tecnologia das Hals (aminas estericamente bloqueadas), eficiente tecnologia de estabilização, mais os absorvedores.

    Por muito tempo a Cytec forneceu ao mercado mundial um quencher de níquel que confere às formulações alta resistência a agroquímicos e uma cor esverdeada ao filme, o que condicionou os agricultores brasileiros a associar a cor a propriedades de resistência ultravioleta. “O verde não é sinônimo de garantia de proteção UV porque o aditivo que conferia essa cor era o quencher de níquel, que está sendo substituído por substâncias de última geração isentas do metal pesado”, comenta Martins.

    Por conta de seus efeitos deletérios no meio ambiente, a substância baseada em metal pesado está sendo banida das formulações em âmbito global. A Cytec mesmo já descontinuou a produção do quencher de níquel, mas, de acordo com Martins, alguns países como Chile, Argentina e Colômbia ainda o usam como base de estabilização de filmes agrícolas, em especial para estufas, por conta de culturas com alto consumo de agroquímicos, que em alta concentração desativam as moléculas das Hals.

    Aos usuários dos filmes agrícolas vale um aviso. Os aditivos responsáveis pela resistência aos raios ultravioleta não imprimem cor ao plástico. Mas como os agricultores ainda vinculam o verde à propriedade, muitos transformadores incorporam pigmento ao filme. “Essa coloração, porém, reduz a permeação do filme à luminosidade”, alerta Martins.

    A linha de produtos da empresa incorpora vários estabilizantes, inclusive os resistentes a pesticidas, mas a principal novidade chegou ao mercado mundial no ano passado: a família Cyasorb Cynergy Solution, especialidades no formato de blendas com estabilizantes e absorvedores em um só produto. “São considerados one pack product, buscando a melhor sinergia de estabilizantes, absorvedores e antioxidantes, colocados em um único grão”, explica Martins.

    De acordo com a aplicação, muda apenas a concentração das substâncias. Segundo o gerente, a formulação A-400 estabiliza filmes para estufas em prazo acima de dois anos, com alta resistência a agroquímicos, excelente transmissão de luz e estabilidade térmica, além de ser também apropriada para mulching. Neste caso, assegura quinze meses com ótima estabilidade térmica e de luz UV, bem como alta resistência à desativação por agentes de fumigação.

    Outra opção consiste na A-430, composição destinada a filmes de estufas com ambiente muito agressivo. “Este produto confere uma excelente estabilização UV, para três e até quatro anos de serviço, e possui altíssima resistência a agroquímicos, excelente transmissão de luz, bem como ótima resistência térmica nos suportes e na sustentação das estufas”, destaca Martins. Essa família deve substituir as antecessoras (a linha THT, Hals e absorvedores tradicionais da empresa). Segundo ele, a indústria de plasticultura pode aguardar mais novidades ainda neste ano.


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