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16 de maio de 2016

Plasticultura: Polietileno ganha espaço nas linhas de irrigação

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Sistema de gotejamento enterrado irriga cafezal

    Sistema de gotejamento enterrado irriga cafezal

    A crescente valorização da água – exacerbada pela escassez desse insumo em várias regiões do país – estimula não apenas os negócios, mas também a tecnologia da irrigação, em grande parte fundamentada em plásticos: PVC, poliéster com fibra de vidro, e PE. Esta última é a resina com a qual a multinacional Naan Dan Jain produz sistemas irrigação por gotejamento e sistemas de aspersão e microaspersão.

    Comparativamente a outras matérias-primas utilizadas em sistemas de irrigação, o PE apresenta inúmeras vantagens, afirma Leandro Lance, gerente de desenvolvimento de mercado e inovação da Naan Dan Jain; entre elas, a maior vida útil. “Temos sistemas em operação há cerca de dez anos, em aplicações nas quais o PVC normalmente duraria apenas um ano”, compara.

    Além disso, prossegue Lance, a instalação do PE é muito mais simples, pois é feita, em linhas gerais, apenas com o desenrolar de um rolo capaz de conter um sistema com até quinhentos metros de extensão, enquanto o PVC exige colar as extremidades dos tubos a cada seis metros e, em alguns casos, até uma espécie de cama de areia para apoio. “Também a logística é muito mais simples com o PE, temos um kit de aspersão completo, que atende a um hectare de pastagem, entregue na forma de um rolo com 1,5 metro de diâmetro por 90 centímetros de altura”, exemplifica.

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    Segundo ele, a irrigação por gotejamento pode reduzir a perda de água – superior a 40% em sistemas de aspersão convencionais – para índices inferiores a 10%. Diminui o consumo de energia, por exigir menor pressão de serviço, e permite ainda aplicações mais dosadas e fracionadas dos fertilizantes (que podem ser misturados à água a ser gotejada). No Brasil, diz Lance, é crescente a demanda por essa tecnologia, já predominante em algumas lavouras, como a cafeeira. “Ela também é muito usada na citricultura, e vem avançando na cana-de-açúcar”, acrescenta Lance.

    Ainda há, porém, espaço para a tecnologia da aspersão convencional, desde que fundamentada em sistemas de alto rendimento, também supridos pela Naan Dan Jain, com perda de água reduzida para a casa dos 15%, usados por exemplo para irrigar sistemas radiculares mais dispersos, como das pastagens, ou quando se opera com água de baixa qualidade.

    Nos últimos três anos, afirma Lance, os negócios da operação brasileira da Naan Dan Jain cresceram aproximadamente 100%, e mesmo neste ano há a perspectiva de um crescimento de dois dígitos. A empresa investiu para acompanhar essa evolução: sua fábrica, na cidade paulista de Leme, tinha uma máquina em 2012, e hoje tem seis. Mas 2016 chega com um desafio: “verbas para irrigação saem do BNDES, que já anunciou redução dos recursos para o próximo ano”, aponta Lance.



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