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4 de junho de 2012

Plásticos Especiais – Montadoras movem novos desenvolvimentos na indústria de resina

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Parece distante do fim a estagnação dos plásticos nos veículos. A perseguição das montadoras por mais leveza (traduzida em menor consumo de combustível, portanto, menos emissões), flexibilidade de design (projetos mais arrojados), e ainda, por produtos de melhor desempenho, para dar conta dos requisitos impostos pela compactação no interior do compartimento do motor, encoraja a evolução tecnológica das resinas, resultando em contínuos desenvolvimentos voltados para o setor.

    Plástico, Montadoras movem novos desenvolvimentos na indústria de resina

    Carro-conceito traz policarbonato da Sabic no lugar do vidro

    A incorporação de plásticos de engenharia nos automóveis nacionais ainda não se equipara aos volumes integrados nos modelos produzidos no exterior, particularmente na Europa e nos Estados Unidos. Nos carros populares, exclusivos da indústria nacional, nota-se um crescimento acentuado por compostos de polipropileno com suas propriedades constantemente aprimoradas e mais competitivas com certos plásticos de engenharia (ver PM de abril de 2012, número 450, pág. 16).

    “O PP, principalmente compostos, vem conquistando espaço nos segmentos A e B de baixa motorização, mas os

    Plástico, Edson R. Simielli, Automotive Business Development & OEM Director South America da Sabic, Montadoras movem novos desenvolvimentos na indústria de resina

    Edson R. Simielli: carros sofisticados usam mais plásticos de engenharia

    plásticos de engenharia continuam sendo preferidos nos veículos mais top, principalmente naqueles com maior conteúdo de eletrônica embargada, segurança, melhor acabamento interno, conforto para passageiros, designs arrojados etc.”, compara Edson R. Simielli, Automotive Business Development & OEM Director South America da Sabic.

    Alessandra Lancellotti, Research Team Leader Latin America da consultoria Frost & Sullivan, assina em baixo e aponta vantagens para as resinas nobres nos carros mais sofisticados. “Possuem mais peças opcionais, espaços internos e componentes que requerem os plásticos de engenharia”, argumenta.

    O diretor da Sabic lembra que, além de possibilitar a redução de peso (ao substituir metal, vidro e outros materiais) e de custo (pela integração de peças e componentes), os plásticos atraem as montadoras também pelo aumento na vida útil das peças, sinônimo de prazos de garantia maiores, e ainda pelas melhorias de produtividade, conquistadas com a eliminação de pinturas ou redução de operações secundárias como soldagem, colagem e fixações, entre outras.

    Ricardo Knecht, diretor-presidente da unidade de negócios Innovative Plastics da Sabic na América do Sul, endossa as opiniões. Para ele, conceitos como a redução de peso e, consequentemente, a eficiência energética de veículos devem nortear os desenvolvimentos também no Brasil. A substituição de peças metálicas e até mesmo vidros em veículos promete aumentar a demanda por plásticos de engenharia desta indústria.

    Por conta desse contexto, a Sabic aumentou em cinco vezes a sua capacidade produtiva instalada em Campinas-SP, considerando os últimos dez anos; e, em 2011, inaugurou uma nova linha modular capacitada a produzir lotes menores e com cores customizadas. Outros planos contemplam a continuidade de tradução e produção local de novas tecnologias em materiais de alto desempenho.

    O posicionamento da América do Sul como quarto maior mercado em vendas de veículos e sexto maior em produção automotiva e os investimentos previstos por esse setor até 2015 alentam o diretor-presidente em sua aposta no crescimento da demanda de plásticos de engenharia, que para ele deve acompanhar o aumento da produção de carros para os próximos anos no Brasil.

    Não à toa, os principais desenvolvimentos anunciados pelos fabricantes de resinas especiais se endereçam às montadoras. Knecht, por exemplo, enumera uma série de produtos para aplicações automotivas que ele considera com forte potencial de crescimento, como a indicação da família de polieterimida (PEI), termoplásticos de alta resistência térmica, na fabricação de refletores de faróis automotivos; ou de blendas PBT/PC e ABS/PC, para moldagem de spoilers.

    A excelente resistência térmica é um dos principais atrativos de formulações baseadas em PPO/PA, desenvolvidas e consolidadas no mercado sob a marca Noryl GTX. O material possibilita às montadoras substituir metal em peças como para-lamas e portinholas de tanque de combustível, com a vantagem de pintá-las na linha de montagem.

    A extensa família Noryl incorporou um tipo de PPS flexível, cujas características o apontam como opção vantajosa na fabricação de “chicotes” automotivos. Entre os benefícios, Knecht destaca resistência à chama inerente à resina e a redução na espessura do produto final, com diminuição no diâmetro dos cabos.


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