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20 de janeiro de 2014

Plásticos de engenharia: Corrida por carros mais leves conduz aos polímeros especiais

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Acrílico especial de alto brilho da Evonik elimina a pintura e possui elevada resistência às intempéries

    Acrílico especial de alto brilho da Evonik elimina a pintura e possui elevada resistência às intempéries

    Um dos principais termômetros da economia brasileira, o setor automotivo corre o risco de fechar as vendas de 2013 no vermelho. As promoções para deslanchar os estoques no fim do ano podem até surtir efeito e minimizar as perdas, mas mesmo assim o desempenho não deve alcançar o crescimento desejado. Fortemente atrelado às atividades das montadoras, o mercado de plásticos de engenharia deve sentir essa retração.

    A instabilidade da economia e a queda na comercialização de carros impuseram à Lanxess um freio nos seus investimentos no país. A empresa, que vinha injetando elevados recursos nas suas unidades brasileiras de borracha e na implantação de uma nova fábrica de compostos de poliamidas e PBT, em Porto Feliz-SP, reviu os seus projetos e anunciou recentemente ajustes estratégicos na unidade de negócios Performance Butadiene Rubbers (PBR), para adequação ao ritmo da demanda doméstica. A conversão da atual produção de sua planta, em Triunfo-RS, de borracha de estireno butadieno em emulsão (E-SBR), utilizada na fabricação de pneus comuns, para borracha de estireno butadieno em solução (S-SBR), usada em pneus de alto desempenho (também chamados de pneus verdes, por propiciar menos emissões de CO2 no meio ambiente, por maior eficiência de combustível, além de outros benefícios), inicialmente planejada para ser concluída no fim de 2014, foi postergada, com finalização provável só em 2016. A demanda reprimida também levou a Lanxess a colocar em hibernação uma parte da capacidade produtiva de E-SBR na unidade de Triunfo.

    Só os projetos contemplando a produção em Porto Feliz-SP de compostos baseados em poliamida (marca Durethan, para suas PA6 e PA66) e polibutileno tereftalato (PBT, marca Pocan) permanecem de pé, porém com um pequeno atraso nos planos de inauguração, então prevista para o fim deste ano. O novo cronograma demarca o primeiro trimestre de 2014 para começar as operações da nova planta, com capacidade inicial de 20 mil toneladas anuais.

    Segundo informações da Lanxess, essa fábrica contará com equipamentos de última geração e com a maior capacidade disponível no mundo, sinônimo de processos e produtos de elevada tecnologia, idênticos aos fabricados em suas outras unidades na Alemanha, na China, na Índia e nos Estados Unidos. De início, serão ofertados grades de PA6GF30 e PA6GF40, mas o portfólio deve ser ampliado gradativamente com outros compostos, comuns e especiais, formulados com PA6, PA 66 e PBT. A tecnologia de produção de compostos da Lanxess permite a incorporação de até 65% de carga nas receitas baseadas em poliamidas e até 55% nas de PBT, todas de alta fluidez, para aplicações complexas e de espessuras de paredes finas, com o objetivo de substituir metais, especialmente nos segmentos automotivo – esses materiais são certificados pelas principais montadoras em nível global – e de eletroeletrônicos.

    As principais peças no setor automobilístico entre as quais a empresa enxerga potencial de substituição de metal são: front-ends, cárter de óleo de câmbio e de motor e caixas de air bags–peças que têm como melhor indicação da fabricante a poliamida 6 com alto conteúdo de carga.

    A Lanxess também desenvolveu novos grades de PA 6 e PA66, denominados Durethan XTS1 e XTS2, com um novo sistema de estabilização térmica, que eleva em torno de 60oC ou mais a temperatura de aplicação contínua dos materiais. Chegam a suportar até 230oC e podem substituir especialidades como as poliftalamidas (PPA) e o polissulfeto de fenileno (PPS) em autopeças sujeitas a altas temperaturas nos compartimentos dos motores. Além da tecnologia diferenciada, a fabricante disponibiliza para os clientes serviço de suporte técnico que inclui até simulação em 3D e acompanhamento do processo de produção, finalizando com testes de laboratório do novo produto do cliente.

    Não à toa, a fabricante de especialidades reduziu a sua orientação para 2013, aguardando um EBITDA pré-excepcional entre 710 milhões e 760 milhões de euros, números inferiores dentro da variação comunicada anteriormente, de 700 milhões a 800 milhões de euros. No terceiro trimestre deste ano, as vendas do grupo caíram 5% no total em comparação com o mesmo trimestre de 2012, para 2,1 bilhões de euros. O faturamento na América Latina, de 238 milhões de euros, representa um recuo da ordem de 17% sobre o período do ano anterior. A participação da região no faturamento do grupo equivaleu a 12%. Considerando os países do BRICS (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul), que sozinhos responderam por 24% do faturamento do grupo nesse trimestre analisado, houve uma leve alta, de quase 3% no geral, para 497 milhões de euros.


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