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12 de junho de 2013

FEIPLASTIC 2013 – Transformação: Em busca de saídas, o setor pleiteia discussões com os outros elos da cadeia

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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“Vemos com muita preocupação essa avalanche de ações que buscam proteger ainda mais o mercado brasileiro de resinas plásticas.” Ele relata que quando esse setor foi consolidado no país, considerou-se na decisão que o mercado relevante seria o internacional, e não o regional. “Hoje se observa um monopólio buscando encapsular a cadeia de transformação brasileira sem deixar alternativas para que resinas plásticas sejam adquiridas no mercado internacional, e justamente naquele mercado que o próprio monopólio apresentou ao CAD na ocasião da consolidação como sendo aquele no qual a cadeia de transformação de plásticos brasileira estaria inserida. As consequências disso serão muito prejudiciais ao desenvolvimento desse setor no Brasil.”

Plástico Moderno, FEIPLASTIC 2013 - exportações e importações de transformados plásticosEsse conjunto de fatores faz com que a transformação brasileira tenha mais dificuldades para competir com os moldadores internacionais e repassa aos produtos importados a oportunidade de absorver o crescimento da demanda brasileira. Também restringe novos investimentos. “Ficam muito abaixo do que poderia ser caso o Brasil fosse mais competitivo na cadeia de produção de transformados plásticos.”

Os fabricantes brasileiros de equipamentos também se queixam dos investimentos da transformação, privilegiando produtos estrangeiros, particularmente os asiáticos, de menores custos, mas alvo de pesadas críticas com respeito à qualidade e aos serviços de pós-venda. O presidente da Abiplast pondera que a competitividade resulta de um balanço entre preço e qualidade. Admite que os produtos asiáticos custavam muito pouco, mas tinham uma qualidade duvidosa. Porém, assevera que esse quadro mudou. “Nos últimos anos os preços continuaram baixos, mas eles melhoraram muito a sua qualidade.”

Segundo Roriz, falta competitividade ao setor de transformação brasileiro, mas, no quesito qualidade, comparativamente a outros países relevantes na produção de transformados plásticos, o Brasil concorre em pé de igualdade. “Não fica nada a dever a nenhum país do mundo; os produtos aqui produzidos atendem e até ultrapassam as exigências de qualidade e de tecnologia embutida da maioria dos países desenvolvidos”, enfatiza. O grande problema no Brasil, relata, é o custo da matéria-prima e os outros custos relativos a insumos industriais e mão de obra, “consideravelmente maiores do que os dos concorrentes internacionais”.

Atraente, para os estrangeiros – Com a demanda mundial reprimida, os países produtores de transformados plásticos procuram destinar os seus excedentes para onde o consumo é crescente, apesar da crise global. E o Brasil é um desses destinos. Sem competitividade para barrar os importados, a transformação brasileira está sofrendo um processo de desindustrialização.

O presidente informa que a Abiplast tem realizado várias ações para mitigar esses problemas que tiram a capacidade do setor de exportar e de competir no mercado interno com os produtos importados. “As empresas têm buscado melhorias de processos produtivos, de governança, de gestão da empresa, de capacitação de pessoal e de inovação”, menciona.

Plástico Moderno, FEIPLASTIC 2013 - balança comercial de transformados plásticosOutro problema que o preocupa diz respeito a novos investimentos para a produção de resinas plásticas no Brasil. Ele diz acompanhar os investimentos do produtor nacional nos Estados Unidos e no México, onde as alíquotas de importação são muito baixas, zero para os países do Nafta. “No Brasil as projeções de aumento de capacidade não existem ou não foram apresentadas para o mercado.”

O novo movimento para consolidação na área de poliestireno e de PVC (a Petrobras pretende vender a Innova e a Solvay, suas plantas de PVC no Brasil e na Argentina) também gera preocupação. Na opinião dele, não haveria qualquer problema se os transformadores brasileiros tivessem um mercado interno como fonte alternativa de suprimento, ou para referenciar seus preços à indústria de transformação concorrente internacional.

Roriz ainda pleiteia agilidade na questão da unificação do ICMS entre os estados (resolução SF no 13, de 25 de abril de 2012, em vigor desde primeiro de janeiro de 2013), porque cria uma insegurança jurídica nas empresas que receberam algum benefício fiscal e promoveram investimentos baseados na premissa de que teriam uma expressiva redução nos seus impostos. Ele também lembra que existem empresas instaladas em estados que não concedem benefícios fiscais e consideram sofrer uma concorrência desleal. “Compatibilizar investimentos industriais em estados que querem desenvolver sua economia com investimentos existentes em estados onde já há parques industriais importantes estabelecidos, como São Paulo, será o grande desafio a ser buscado nessa discussão toda.”


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