Plástico

9 de fevereiro de 2017

Plástico reforçado: Fim da linha para o HCFC

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Teve destaque o PBH (Programa Brasileiro de Eliminação dos HCFCs), coordenado pelo MMA (Ministério do Meio Ambiente), para atender às determinações do Protocolo de Montreal, que prevê a extinção total, até 2040, da produção e do uso desse grupo de gases presente nas espumas de poliuretano – na forma do HCFC 141b –, e nos sistemas de refrigeração (nesse caso, o HCFC 22).

    A partir de janeiro de 2020, determina o PBH, estará proibida no Brasil – onde não se produz nenhum tipo de HCFC – a importação do HCFC 141b para uso em espumas de PU. Será possível trazer essa substância apenas para uso como solvente, adesivo e fluido de limpeza de circuitos eletrônicos, para as quais ainda não há alternativas viáveis (e que respondem por cerca de 10% do consumo total).

    No Brasil e na maioria dos países, as iniciativas de eliminação dos HCFCs focaram inicialmente as espumas de PU, relata Gabriela Lira, analista ambiental do MMA. Primeiramente, porque nesse caso já há alternativas bastante viáveis, como HFOs, hidrocarbonetos, formiato de metila, metilal e CO2 (base água). “Essas opções não agridem a camada de ozônio, seu PDO é zero, e têm baixo impacto no sistema climático”, afirma Gabriela (PDO é potencial de destruição da camada de ozônio). “Além disso, o PDO do HCFC-141b é o dobro do PDO do HCFC 22”, salienta.

    Em 2015, o HCFC 141b respondeu por 30,7% do consumo de HCFCs no Brasil, no quesito toneladas de PDO. Simultaneamente, respondeu por 18% das importações de HCFCs no país. “Até o momento, em sua primeira etapa, o PBH beneficiou 108 das 250 empresas previstas para receberem recursos do Fundo Multilateral do Protocolo de Montreal até o final de 2017, com o intuito de migrarem do HCFC-141b para uma alternativa tecnológica de zero PDO e baixo potencial de aquecimento global”, informa. “Na segunda etapa, mais 450 empresas do setor de espumas de PU serão contempladas pelo programa, visando eliminar, até 2020, cerca de 90% do consumo do HCFC-141b”, finaliza.



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