Compósitos

22 de fevereiro de 2017

Plástico reforçado: Avanços em resinas e reforços conquistam novas aplicações

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Publicado por: Antonio Carlos Santomauro
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    Plástico Moderno, Peças estruturais feitas de Rohacell Triple F, da Evonik: são espumas de polimetacrilimida, obtidas pelo processo IMF

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    Produtos com características de retardamento de chamas capazes de atender novas normas técnicas (quase prontas para publicação); agentes de expansão de poliuretano isentos de HCFC; novos usos para o próprio PU: essas foram algumas das principais vertentes dos lançamentos e destaques apresentados durante a Feiplar Composites & Feipur – Feira e Congresso Internacionais de Composites, Poliuretano e Plásticos de Engenharia, realizada em São Paulo no ínicio de novembro último.

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    A Rhodia foi uma das expositoras que ressaltou a inclusão em seu portfólio de um agente de expansão de espumas de PU sem o HCFC 141b, gás que não mais poderá ser utilizado no Brasil nesse gênero de aplicação a partir de 2020 (ver box). “Como alternativas ao HCFC 141b, oferecemos o Solkane 365 mfc e suas mesclas Solkane 365/227, 93/7 e 87/13: eles não apresentam átomos de cloro em suas moléculas e, assim, não têm nenhum efeito sobre a camada de ozônio”, relatou Mário Sérgio Avezú, gerente de vendas e de marketing para a América do Sul da unidade global de negócios Special Chem, do Grupo Solvay (controlador da Rhodia).

    Nesses novos produtos da Solvay, o HCFC é substituído por HFCs (hidrofluorcarbonetos). Por sua vez, a Dow apresentou uma alternativa para esse agente de expansão com base em HFOs (hidrofluorolefinas). A mesma Dow mostrou ainda uma tecnologia para espumas flexíveis de colchões e travesseiros batizada Vora ZZz que, por ter características como alto fluxo de ar e absorção de umidade, retém menos calor e transpiração (relativamente a espumas convencionais). “É uma tecnologia para manter a temperatura ideal do corpo durante o sono”, disse Marcelo Fiszner, diretor de marketing de poliuretanos para a América Latina da Dow, que também exibiu as novas resinas para aglutinação de madeira Isobind e Voramer.

    No estande da Basf, além de diversas soluções em PU e TPU (poliuretano termoplástico) para a indústria calçadista, havia produtos como o Elastocast, elastômero de PU para aplicações como peças técnicas de equipamentos de mineração, protetores de cabos e acoplamentos, entre outras.

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    Murilo de Barros Feltran, gerente de marketing da área de materiais de performance da Basf na América do Sul, mostrou ainda a espuma rígida de poli-isocianurato Elastopir, desenvolvida para o núcleo de painéis e telhas isotérmicas para construção civil (que possuem estrutura similar a um sanduíche, formada por duas chapas de aço perfiladas com um núcleo de espuma rígida para isolamento térmico). “O Elastopir atende aos mais elevados padrões de segurança ao fogo do sistema de classificação para produtos de tratamento acústico e isolamento térmico que brevemente será publicado pelo Inmetro”, declarou Feltran.

    Também a Solvay/Rhodia expôs soluções que têm entre seus apelos a adequação a normas mais rígidas de controle de fogo: no caso, a linha de retardantes de chamas Ixol, cujos efeitos, garante a empresa, são permanentes. “Geralmente, com o tempo os retardantes de chamas perdem seu efeito em decorrência de migração; isso não acontece com os produtos Ixol, polioispoliéteres halogenados que reagem com o isocianato e integram-se à matriz polimérica que constitui a espuma”, explicou Avezú. “Brevemente o Inmetro publicará novas normas para produtos de construção civil destinados a isolamento térmico e tratamento acústico, e isso abre oportunidades para retardantes de chama de maior desempenho”, ele acrescentou.

    Menos petróleo, mais substituições – No estande da Covestro, o principal destaque foi o Cardyon, poliol cuja composição utiliza 20% de CO2 capturado, e permite reduzir o uso de derivados de petróleo na produção de espumas de poliuretano. “Pode-se, por exemplo, aproveitar na produção do Cardyon o gás carbônico gerado pela queima de carvão”, observou André Borba, gerente de vendas e marketing da Covestro na América Latina. “Por enquanto estamos posicionando esse produto para espumas flexíveis, ainda o principal mercado do PU; mas há outros usos possíveis”, complementou.


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