Plástico

30 de junho de 2014

Plástico nos automóveis: Falta rastreabilidade ao Inovar-Auto

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Publicado por: Marcelo Fairbanks
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    O programa Inovar-Auto propõe que as montadoras aumentem o conteúdo nacional presente nos veículos para, assim, conquistarem uma redução na base de cálculo do IPI dos automóveis. As montadoras habilitadas devem destinar um percentual do seu faturamento para capacitação de fornecedores, investimento em P&D e outros itens.

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    Para os fabricantes de componentes plásticos para a indústria automotiva, o incentivo de capacitação de fornecedores é um dos principais pontos de interesse, pois os investimentos dessas indústrias são bastante altos e a sua viabilização mediante um programa de incentivo que seja intimamente relacionado com as montadoras traz inúmeros benefícios para o setor.

    Ademais, dentre os parâmetros existentes no Inovar-Auto, uma das principais premissas é que as montadoras aumentem a eficiência energética dos veículos automotores, gerando menores dispêndios energéticos e menores índices de poluição. Essa é uma grande oportunidade para ampliação do uso de componentes plásticos nos automóveis, já que o uso de partes feitas de plástico em substituição a outros materiais mais pesados resulta numa redução de peso e consequente redução no gasto energético, contribuindo para o cumprimento das metas traçadas pelo programa.

    No entanto, a maior aplicação de plásticos na constituição dos automóveis brasileiros passa efetivamente pela sensibilização da demanda sobre a importância do uso desses polímeros na redução de peso e a consequente melhoria de eficiência energética dos carros, bem como o aumento da segurança, pois já no atual estágio tecnológico é possível construir diversos componentes com propriedades iguais ou superiores às de outros materiais tradicionalmente utilizados.

    Portanto, nesse cenário, devem ser feitos investimentos e pesquisas sobre o uso de componentes plásticos tanto por parte das montadoras, quanto dos transformadores e dos produtores de matérias-primas.

    Ao mesmo tempo, a importação de autopeças é um fator de preocupação entre todos os setores, inclusive na transformação plástica. As negociações comerciais a que a indústria de autopeças está sujeita são bastante predatórias, pois essas empresas devem abrir seus custos às montadoras para que estas definam os preços de comercialização das autopeças. Também os altos custos de operação no país, em comparação, principalmente, com os países asiáticos, inviabiliza a competição com os produtos importados. Dessa forma, o setor de autopeças em geral acumula um déficit de janeiro a abril de 2014 de US$ 3,65 bilhões, uma alta de 9,3% em comparação ao mesmo período do ano passado.

    Políticas de defesa comercial são complexas de viabilizar, pois não existem nomenclaturas próprias dos componentes plásticos automotivos. O programa Inovar-Auto incentiva a demanda pelo produto nacional, mas até o momento não foi regulamentada a questão da rastreabilidade, item necessário para a mensuração do conteúdo nacional presente nos veículos automotores.

    O quadro atual da cadeia produtiva registra a queda de produção e vendas dos veículos novos. As montadoras estão com seus estoques cheios e, consequentemente, não estão produzindo como antes e as indústrias de peças já estão manifestando que também estão com baixa demanda e postergação de pedidos.



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