Plástico

28 de outubro de 2014

Plástico na medicina: Injetoras elétricas levam vantagem

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Entre os vários métodos de transformação dos plásticos disponíveis, o da injeção se encontra entre os bastante utilizados na fabricação de peças usadas pelo setor da saúde. Entre os produtos fabricados com a técnica, por exemplo, se encontram as seringas de injeção descartáveis ou os discos usados para a criação de cultura de bactérias, consumidos em larga escala. Muitas dessas peças são importadas. Mesmo assim, o mercado nacional de transformação é considerado atraente pelos fornecedores de equipamentos.

    “A preferência dos compradores recai nas máquinas totalmente elétricas”, informa Christoph Rieker, gerente geral da Sumitomo Demag, empresa resultante da compra da alemã Demag pela japonesa Sumitomo. Riecker fala com conhecimento de causa, uma vez que conta em seu portfólio com as injetoras elétricas com a marca Sumitomo e com as hidráulicas da Demag. “A escolha dessas máquinas se dá em função de serem mais limpas, isentas do óleo necessário para funcionar os sistemas hidráulicos”, justifica.

    Para esse segmento, a empresa oferece projetos completos, que contemplam os equipamentos necessários para a automação total das linhas de produção. Muitas vezes, as máquinas atuam em salas limpas. Quando o cliente não contar com esse expediente, as injetoras Sumitomo podem ser vendidas com sistema de proteção especial. “Elas são enclausuradas, recebem um tipo de cobertura especial. Funcionam em atmosfera de ar controlado e sem qualquer contato humano”. Em geral, os clientes do setor adquirem máquinas de porte pequeno, de 180 a 280 toneladas de força de fechamento.

    Quem também consegue bons negócios nesse segmento é a Milacron, fabricante norte-americana com forte atuação no mercado de injetoras elétricas. Hercules Piazzo, gerente-geral do escritório brasileiro da empresa, engrossa o coro a favor das injetoras elétricas. “Por não contarem com óleo, elas não geram vazamentos. Além disso, o óleo proporciona calor e essas máquinas muitas vezes são instaladas em ambientes frios, climatizados”, salienta.

    Para esse tipo de clientela, Piazzo recomenda as máquinas da linha Roboshot. “Os modelos standard dessa linha atendem bem os requisitos desses transformadores”. Conforme o caso, alguns opcionais podem ser incluídos. “É comum colocarmos placas niqueladas, resistentes à corrosão”, informa. Quando a injetora não vai trabalhar em salas limpas, a empresa enclausura a área de fechamento e de retirada das peças, que seguem em esteiras protegidas até o setor de embalagem.

    “Todos os anos vendemos pelo menos uma injetora para alguma empresa desse setor. Esse ano nós fechamos a venda de um pacote de cinco máquinas”, diz. Os modelos mais procurados são os de 100 a 350 toneladas de força de fechamento.



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