Plástico

21 de dezembro de 2011

Plástico na construção – Uso dos polímeros se consolida em setores já tradicionais e avança em novas aplicações

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Publicado por: Nelson Valencio
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    Plástico, Plástico na construção - Uso dos polímeros se consolida em setores já tradicionais e avança em novas aplicações

    A Tigre divulga há anos que a participação de tubos e conexões representa menos de 3% do custo de uma obra, informação oriunda de um longo período de acompanhamento do segmento. Na Europa, segundo a empresa portuguesa Ambiente, especializada na reciclagem, a participação dos materiais plásticos representa 10% de uma casa média. Outro dado europeu indica que 17% do total da produção da indústria de plásticos é consumido pela construção civil. No Brasil, não há muitos dados, mas a Abiplast estima, em seu relatório mais recente, que 14,6% dos plásticos transformados sejam absorvidos em canteiros de obras.

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    Teruel: construção de casas de PVC têm potencial para crescer

    Os números podem ser ainda mais impressionantes, como destaca Carlos Teruel, gerente de produtos da Tigre. Apesar de ressaltar que os dados citados acima se restringem ao nicho de tubos e conexões, ele argumenta que já existem construções quase que totalmente baseadas no PVC. “As partes que fogem do material são a base de concreto, a estrutura metálica e o telhado galvanizado. Todo o restante é plástico”, diz ele. O especialista lembra que o preenchimento das paredes, nesse caso, é feito normalmente, com o uso de concreto leve, embora possa ser executado até mesmo com areia, em construções temporárias. “Diante de todas estas opções, não é possível ser exato, mas facilmente esta participação pode passar de 50% da obra”, informa. Para os especialistas da Sabic, um dos grandes fabricantes mundiais de plásticos de engenharia, não existe nenhuma norma que indique o uso de materiais específicos para uma aplicação determinada, caso do PVC para tubulações. Na avaliação deles, cada polímero, com seu desempenho específico, acaba sendo aplicado quando existe uma boa relação entre desempenho e custo. Segundo a empresa, os plásticos de engenharia são muito utilizados atualmente na área de acabamento das obras (componentes internos de metais, acessórios para banheiro/cozinha, chapas de PC), elétrica (interruptores, disjuntores) e na infraestrutura de construção (formas).

    Não há dados percentuais sobre o uso de termoplásticos de engenharia (ETP) na área de construção civil, mas se estima que seja crescente a presença desses materiais. Para a Sabic, existem mais empresas com o arrojo necessário para converter peças metálicas, cerâmicas, termofixos, incluindo madeira, em ETP.

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    Viviane: tubos de ferro fundido foram substituídos por plástico

    Viviane Glugovskis, especialista em desenvolvimento de produtos da Mexichem Brasil para as marcas Amanco e Plastubos, prefere não arriscar uma estatística e diz que o índice de utilização de materiais plásticos pode variar de obra para obra. Independentemente de métricas exatas, os técnicos ouvidos nessa reportagem são unânimes em afirmar que o plástico ganha um espaço cada vez maior na construção civil. E mesmo em espaços tradicionais, como nas obras enterradas de saneamento, onde o PVC amplia sua participação. A maior inovação, de acordo com Teruel, da Tigre, é a tubulação de polietileno reticulado (PEX), totalmente flexível.

    Esse produto permite as ligações ponto a ponto, usando um número reduzido de conexões. O resultado, na obra, é maior estanqueidade, alta flexibilidade e mais rapidez na hora da instalação. A durabilidade é outra característica desse tipo de produto, na avaliação da Tigre, uma vez que as conexões são fabricadas com polissulfona (PSU) e não sofrem corrosão. O PEX segue um processo de evolução, ganhando mais terreno, ao lado de materiais que já estão se tornando tradicionais nas linhas de esgoto e na soldável para água fria.

    Além dessas duas, Teruel ressalta outros dois segmentos que representam uma parcela considerável do faturamento da empresa: o CPVC para água quente e os eletrodutos e acessórios plásticos para eletricidade predial. “Ambos já estão virando tradição, tanto para a Tigre quanto para o mercado, recaindo naqueles casos em que o nome comercial da linha vira sinônimo do produto”, argumenta o executivo.

    Viviane, da Mexichem, concorda com Teruel ao destacar o PEX. “A principal inovação são os sistemas maleáveis como o PEX monocamada, utilizado para água quente e fria, e o PEX multicamadas, indicado para gás”, complementa. Ela avalia que as principais aplicações de tubulação plástica em uma obra são sistemas de esgoto, água quente e fria, além de reservatórios.


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