Plástico

9 de junho de 2008

Plástico na construção – Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Com projeções alentadoras, descoladas da crise imobiliária americana que contaminou o cenário internacional, a construção civil brasileira vive um dos melhores momentos de sua história. De acordo com o Sindicato da Indústria da Construção Civil do Estado de São Paulo (SindusCon-SP), a demanda nacional para este ano está quase toda contratada. Estimativas promissoras apontam para o setor um PIB da ordem de 10%, calcado na ampliação do crédito habitacional em recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) do governo federal, que deverá contribuir em 45% dos investimentos. Atenta às oportunidades, a indústria do plástico viu acender o sinal verde para lançar sua maior aposta na construção civil, com planos ambiciosos de transformar o cenário habitacional nos próximos anos. Trata-se de dois sistemas construtivos, desenhados como alternativas para reduzir o déficit brasileiro de moradias. Um privilegia o termoplástico, o PVC; o outro, um termofixo, o poliéster insaturado.

    Em ambos os projetos, contam a seu favor vantagens relevantes como a redução drástica de desperdícios nas obras e no tempo de construção. A agilidade na montagem resulta, ainda, em economia com mão-de-obra. Os dois sistemas, igualmente, dispensam acabamento e oferecem isolamento térmico e acústico. Esses fatores, aliados a outros benefícios, os tornam interessantes e competitivos em relação à alvenaria.

    Terreno propício – Carente de investimentos por muitos anos, a área de habitação e saneamento sinaliza um dos melhores momentos para, se não zerar, pelo menos reduzir a números menos vultosos o déficit brasileiro, cravado em oito milhões de moradias urgentes, das quais 6 milhões referentes a indivíduos com renda abaixo dos cinco salários mínimos. “A indústria da construção privada está entrando na seara da habitação popular, está demonstrando interesse nessa faixa”, comentou o gerente de desenvolvimento de mercado da Braskem, Luciano Nunes.

    Plástico Moderno, Luciano Nunes, gerente de desenvolvimento de mercado da Braskem, Plástico na construção - Sistemas construtivos de PVC e de termofixo propõem vantagens técnicas e financeiras para vencer o déficit habitacional brasileiro

    Nunes: sistema funciona como um processo de industrialização

    Nesse contexto, sistemas com conotação de linha de produção somam pontos a favor. Se, ainda, eliminam os desperdícios de materiais (hoje, superiores a 10% da obra), sinônimo de economia substancial, e reduzem significativamente o tempo de construção, podem avançar diversas casas nesse jogo construtivo. Eis a fundação para as casas de plástico ganharem terreno na disputa com a tradicional alvenaria. “O sistema construtivo Concreto PVC oferece uma linha de montagem, um processo de industrialização”, explica Nunes.

    Como as construtoras estão capitalizadas, o momento se mostra propício para decolar o sistema, que promete beneficiar do projetista ao usuário final. O caráter modular, sinônimo de versatilidade, favorece o projetista. A construtora ganha em diversos aspectos, tais como: quanto menos artesanal o processo, maior o controle sobre ele; a agilidade na construção equivale a menos mão-de-obra e menor custo, e outros mais. Para o consumidor, a conservação é simples e a durabilidade suplanta a da construção convencional.

    Existem no mundo cinco tecnologias em sistemas construtivos com base em painéis de PVC preenchidos com concreto, segundo informações de Nunes. No Brasil, duas empresas dispõem do know-how, ambas no Rio Grande do Sul: a Plásticos Vipal S.A., com fábrica instalada em Porto Alegre, e a Royal do Brasil Technologies S.A., com escritório na mesma cidade. Cada empresa manipula sua própria formulação do composto de PVC. Em comum, ambos os compostos são elaborados com a resina fornecida pela Braskem, que investiu acima de R$ 800 mil em pesquisas (como avaliações térmicas, estudo do concreto mais adequado e com melhor custo etc.) e na divulgação do sistema, dirigido às construtoras. “Não está disponível ao consumidor final”, avisa.

    As edificações atendem a todas as normas exigidas para a construção civil e têm aprovação do corpo de bombeiros. “Permitem ampliação com alvenaria e aceitam acabamento convencional, caso o consumidor queira a aparência tradicional: massa corrida, azulejo, pintura”, informa Nunes. Para limpeza, basta água e sabão. Ele ainda ressalta outras vantagens: menor consumo de água e energia na obra, redução substancial de resíduos de construção, durabilidade e baixa manutenção. Com todos esses atributos, o sistema exibe um custo bem competitivo: uma casa de 43 m² sai por cerca de R$ 21 mil.

    Nos cálculos dele, existem no Brasil cerca de 500 construções do gênero, de diferentes portes: desde 28 m² até 1.200 m². Como, infelizmente, ainda existem muitas habitações em condições precárias de saneamento básico, o número sobe para 1.500, se incluídos os módulos sanitários (banheiros).
    O gerente da Braskem prevê a comercialização de 20 mil a 30 mil edificações, no prazo de cinco anos. Ainda em 2008, os planos contemplam a construção de 2 mil casas, distribuídas em São Paulo, Mato Grosso e Alagoas. Em fase de fechamento de contrato, ele menciona outras 300 casas a serem construídas na região de Campinas-SP.

    Entre as estratégias para impulsionar a construção das casas de PVC, a Braskem criou o projeto Concreto PVC, por meio de uma parceria recentemente firmada com a Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a Royal e a Vipal, para o desenvolvimento de projetos com base no sistema.

    Como primeiro resultado desse acordo, as empresas inauguraram, no final de março, uma casa de Concreto PVC de 43 m², na sede do Lar Santa Maria, uma organização não-governamental (Ong), em Cotia-SP. O evento contou com a participação de executivos e autoridades do setor de habitação interessados em conhecer o sistema, além de prefeitos de diversas cidades.


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      3 Comentários


      1. roberto

        Quanto sai uma casa de 80mtr no interior de sp de pvc completa ok


      2. ADILSON CARVALHO

        ESSE PRODUTO PARA FAZER PAREDE DE CONCRETO COM PVC, GOSTARIA DE SABER O PREÇO POR METRO E A ESPESSURA QUE FICARÁ A PAREDE.


      3. Gostei do modelo da casa . Gostaria de saber se fazem casa,no sul do este do Paraná .
        se deixa pronta . vejo comentar sobre casas de baixo custo . mais não encontro quem faz casas . Essa casa deve ser limpa não possui muita sujeira .



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