Plástico

9 de junho de 2008

Plástico na construção – Esquadrias de PVC ainda têm a demanda restrita

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Publicado por: Maria Aparecida de Sino Reto
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    Plástico Moderno, Plástico na construção - Esquadrias de PVC ainda têm a demanda restrita

    As estruturas da Vipal são reforçadas com aço galvanizado e com borracha de vedação

    Quando a Tigre decidiu criar marca própria para as portas e janelas de PVC e transformou a fábrica de Indaiatuba-SP em Claris, há nove anos, a demanda brasileira de esquadrias para esse segmento do PVC nem chegava a 0,5% do total absorvido pelo mercado em diferentes materiais, liderado pela madeira. Hoje, o gerente-geral da empresa, Gilnei Trelles, prognostica forte potencial de expansão para as esquadrias fabricadas com a resina, sustentado em crescimento anual da ordem de 30% a 35% nos grandes centros urbanos.

    Os números impressionam, mas a participação do PVC nesse universo ainda é pequena em volume. Do ponto de vista de Carlos Humberto Amodeo Neto, diretor-executivo da Vipal, outro fabricante das esquadrias plásticas, o produto cresce, sim, a taxas vigorosas, mas sobre base pequena, cerca de 2.200 t a 2.400 t anuais. Na avaliação dos fabricantes e do diretor-executivo do Instituto do PVC, Miguel Bahiense Neto, o PVC ocupa fatia de 2% do total brasileiro de esquadrias, considerando os mais diversos materiais.

    Esse quadro promete ganhar contornos mais favoráveis ao plástico. Dois fatores sustentam essa tendência: o atual momento da construção civil, altamente demandante; e a maior procura pelo produto de PVC, impulsionada tanto pelas próprias construtoras, que já conhecem o conceito, como pelos usuários dos imóveis.

    De acordo com o diretor-geral da Royal do Brasil, Carlos Torres, também atuante na área, muitos projetos já são especificados em PVC. “Os arquitetos e o mercado consumidor estão inclinados para o PVC quando se trata de esquadrias”, diz ele. “Muitos clientes têm questionado sobre a possibilidade de ter a janela de PVC”, concorda Amodeo. Para o diretor-executivo da Vipal, a tendência é de utilizar o produto em grandes loteamentos de residências ou de prédios. As vendas da Vipal para esse mercado, hoje, giram em torno de 80 t por mês.

    Dedicada à produção de portas e janelas com esquadrias de PVC, a Claris recebe os perfis processados na fábrica de Rio Claro-SP da Tigre. Então, monta as portas e janelas em Indaiatuba. A produção atual, nas estimativas de Trelles, atinge cerca de 6 mil peças mensais. A capacidade instalada, porém, chega a ser o dobro. Do montante produzido, as janelas representam a maior parcela: 75%. “À medida que o mercado de construção cresce, o PVC tem crescido exponencialmente”, assevera.

    Plástico Moderno,  Gilnei Trelles,  gerente-geral da empresa, Plástico na construção - Esquadrias de PVC ainda têm a demanda restrita

    Trelles visa o mercado da classe alta para vender as janelas da Claris

    A dificuldade em disseminar as janelas de PVC se explica. Trata-se de um produto de primeira linha. O público-alvo dessas estruturas, portanto, não é o de habitações populares. Na avaliação do gerente da Claris, trata-se de um produto superior, direcionado às classes A e B, e a maior barreira ao avanço desse conceito ainda é a questão cultural. “Falta ter percepção de ser um produto nobre.”

    Segundo Trelles, o PVC compete com as janelas top de linha de produtos similares, em madeira ou alumínio 30 e 40. “Que não são populares”, ressalta. Entre as principais vantagens – extensivas a janelas e portas –, ele menciona o conforto térmico e acústico. Os produtos de PVC dispensam pintura, estão imunes à corrosão, resistem ao impacto e à intempérie, não amarelam, não mancham e não perdem o brilho. Asseguram vedação total contra chuva e vento, são assépticos e fáceis de manter e limpar. A Claris concede dez anos de garantia para os perfis.

    O diretor-geral da Royal discorda um tanto de Trelles. Na opinião de Torres, a habitação popular consiste em um nicho interessante e desafiante. Para ele, os altos volumes envolvidos compensariam os custos. “O PVC tem aí uma grande oportunidade de se preparar para oferecer soluções diferenciadas.”

    As perspectivas de Torres são bem animadoras. Em seu ponto de vista, o crescimento da demanda vai superar a oferta em um curto prazo de tempo. “É uma grande possibilidade de investimento”, acredita. Ele sustenta seu otimismo em números. Segundo ele, a venda de PVC para esquadrias girou em torno de 200 toneladas, no ano passado, contra 20 t há apenas dois anos.

    Ao contrário do sistema construtivo de PVC, as janelas da Royal são totalmente fabricadas no Brasil. A empresa, subsidiária do grupo canadense, é fornecedora de perfis para esquadrias, com tecnologia de sua matriz, considerada líder nesse segmento. O fabricante dispõe de 15 famílias de perfis para esquadrias de tipos e padrões diferentes, até mesmo o popular. Projetos de Torres para este ano incluem inovações em perfis complementares, novas linhas e cores.

    Para o diretor-executivo do Instituto do PVC, Miguel Bahiense Neto, a discussão comparativa entre materiais deve passar pelo crivo da qualidade. “Considerando por esse quesito, o PVC é competitivo, oferece vantagens que valem o seu preço.”

     

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      2 Comentários


      1. loyola abreu

        boa tarde. segue meu contato sou instalador
        tempo de atividade.16 anos caso tenha enterece de mao de obras
        como instalacção;manutenção assistencia tecnica

        segue meu contato
        11 931441403/ 983615230


        • Maria Cecilia

          Sr. Loyola, temos interesse em seus serviços, porem é para troca de venezianas das janelas em um predio de 13 andares. As mesmas medem mais ou menos 3,00x 2,40 .Gostaria de seu orçamento.



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