Plástico

26 de setembro de 2011

Plastech 2011 – Organizadores apostam em forte expansão do evento

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Publicado por: Fernando C. de Castro
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    Plástico Moderno, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento

    A terceira edição da Plastech Brasil 2011, Feira de Tecnologias para Termoplásticos, Termofixos, Moldes e Equipamentos, realizada de 16 a 19 de agosto nos Pavilhões da Festa da Uva, em Caxias do Sul, contou com 250 expositores. Os cálculos ficam por conta da organização do evento a cargo do Sindicato da Indústria do Material Plástico do Nordeste Gaúcho (Simplás) e representam 700 marcas. Os números, de acordo com o controle eletrônico de entrada no local do evento, registram ainda 21 mil visitantes e a expectativa é que a Plastech 2013 cresça 40%. É a aposta de Caxias do Sul como polo de atração dos negócios da cadeia produtiva do plástico. A próxima edição do evento está agendada para 27 a 30 de agosto de 2013. A despeito da definição, alguns expositores sugeriram uma mudança. Para eles seria mais interessante se a feira ocorresse entre 26 e 29 de agosto, isto é: de segunda-feira a quinta-feira, facilitando o retorno das equipes já na sexta-feira aos seus locais de origem.

    A megainjetora– Como em toda feira, os organizadores buscam atrair clientes e visitantes com lançamentos e equipamentos diferenciados. Nesta Plastech, o estande mais procurado foi o do grupo chinês Chiang, com sede nacional em Caxias do Sul. Representantes da marca de injetoras Golden Eagle, eles levaram um equipamento pesando 110 toneladas de massa, 1.800 toneladas de força de fechamento, três motores respectivamente com 55, 45 e 22 quilowats de acionamento integrados. Seus 16 metros de comprimento por 3,5 metros de largura equivalem às dimensões de um iate de pequeno porte.

    Plástico Moderno, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento

    Megainjetora da Chiang, com 1.800 t de força de fechamento, atraiu maior número de visitantes

    De acordo com a explicação da assessora de marketing da Chiang, Soeli Mussoi, trata-se de uma máquina para injeção de grandes peças como contêineres, engradados e paletes de grandes dimensões. O equipamento tem diâmetro da rosca torneada em 135 milímetros e distância entre coluna de 1.500 milímetros/1400. O molde mínimo para um aparelho de tamanha envergadura é de 600/1.500 milímetros. “É a maior injetora montada em uma feira dentro da América Latina”, desafia Soeli.

    Ainda nas ruas reservadas às injetoras foi possível conhecer algumas máquinas equipadas com servomotor como a da Starmach. Segundo o gerente de vendas da empresa, Samuel Vogel, a injeção impera na região. Ele destacou o fato de a empresa ter montado uma máquina inteiramente concebida no Brasil, uma vez que seu modelo de negócio é nacionalizar equipamentos made in Taiwan.

    Em sua opinião, bem regulada e com tensão elétrica tecnicamente padronizada, uma injetora dessa linha pode gerar economia de energia de até 70%. “Todo mundo fala nessas máquinas, mas só vale a pena em ciclo longo, peças técnicas e tem que se preparar para acabar com as oscilações, “senão vai danificar o motor”, explicou Vogel.

    Plástico Moderno, Samuel Vogel, Gerente de vendas da Starmach, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento

    Vogel indica a injetora para peças técnicas e ciclos longos

    Na Starmach, diversos itens de comando são assinados pela Siemens, sendo que o motor, também alemão, vem com a marca Bosch Rexroth. De acordo com Vogel, existe uma vulgarização do termo servomotor e alguns fabricantes apresentam os modelos como adequados a quaisquer produtos. Para ele a injeção de peças simples como utilidades domésticas não exige equipamentos tão complexos e alto custo.

    Já Fernando Almeida, gerente de vendas da Deb’Maq, leia-se série de máquinas Diplomat, também discorreu sobre as vantagens da injetora com servomotor, mas apontou que existem exageros sobre seus reflexos positivos sobre a conta de luz.

    No seu entendimento, bem reguladas, elas conseguem gerar um consumo de energia na casa dos 40%. Entretanto, ele concordou com os outros fabricantes. É investimento para ciclo médio e baixo porque do contrário a manutenção se torna uma despesa cara e desnecessária.

    Plástico Moderno, Fernando Almeida, Gerente de vendas da Deb'Maq, Plastech 2011 - Organizadores apostam em forte expansão do evento

    Almeida: as máquinas geram consumo energético de 40%

    Da mesma forma, Antônio Lopes, diretor comercial da Sandretto do Brasil, ofereceu uma injetora equipada com servomotor que levava um selo com o slogan “máquina ecológica”. Para ele, a economia de energia elétrica é substancial por conta da retirada da bomba hidráulica do sistema.

    “Elimina o bloco de controle de vazão e pressão porque o servomotor coordena velocidades e pressões simultaneamente de forma independente”, assinalou Lopes. Ele esclareceu que a Sandretto fornece máquinas com esse tipo de configuração a partir de 70 toneladas até 500 toneladas de força de fechamento.

    Com relação ao equipamento apresentado na Plastech, a Deb’Maq acionou uma injetora modelo 190V da série Platinum Plus. O equipamento pertence à linha “Ecológica”, desenvolvida com o objetivo de racionalizar o uso de energia, evitar desperdícios e facilitar o gerenciamento dos resíduos sólidos por parte das empresas que atuam na fabricação de garrafas PET e artigos plásticosem geral. Outramáquina da linha ecológica Diplomat exposta foi a ES 130, com 130 toneladas de força de fechamento. Igualmente acionada por servomotor.

    Já a Tsong Cherng chegou à Plastech com duas máquinas encomendadas e fechou negócio no evento, segundo informou o gerente de vendas Newton Tien. Ele considera as vendas pós-feira significativas, busca a consolidação da empresa no Rio Grande do Sul e diz que o retorno à Plastech 2013 é uma decisão praticamente consolidada. A Tsong Cherng também exibiu uma injetora Euromaq para PVC rígido com servomotor, de 118 toneladas de força de fechamento.

    A Romi fez uma demonstração do modelo EL 300, uma injetora totalmente elétrica, com baixo consumo energético, que se adapta facilmente a salas limpas e é voltada para a produção de peças de alta precisão. Além dessa, mostrou a EN 150, voltada para diversas aplicações, equipada também com servobomba. Já a injetora Romi P220 esteve operativa no estande do Senai.


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