Economia

27 de maio de 2015

PICPlast: Petroquímica e transformação somam forças para capacitar cadeia produtiva para exportar

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, Linha de produção de embalagens da Embaquim

    Linha de produção de embalagens da Embaquim

    Enquanto as vendas internas não se apresentam muito animadoras, a recente desvalorização do real abre perspectivas favoráveis para aumentar as exportações de produtos plásticos transformados no Brasil. Há muito tempo a exportação não surgia como saída tão interessante para os transformadores.

    Na prática, conquistar a atenção dos compradores internacionais não é tão simples. As empresas precisam estar com linhas de produção preparadas para oferecer produtos de qualidade, adequados aos padrões estabelecidos em outros países. Mais do que isso. Elas devem estar cientes dos trâmites burocráticos necessários para a operação e conhecer detalhes sobre o funcionamento dos mercados a serem atingidos. Todo esse preparo não se conquista da noite para o dia.

    Para os interessados, atingir o mercado externo pode se tornar mais fácil a partir da inscrição no Plano de Incentivo à Cadeia do Plástico (PICPlast), iniciativa da Braskem, maior petroquímica das Américas, em conjunto da Associação Brasileira da Indústria do Plástico (Abiplast). Lançado em setembro de 2013, quando as condições para exportar eram bem menos atraentes, o projeto tem como principal vertente desenvolver programas de aumento de eficiência e acesso ao mercado internacional para a indústria brasileira de transformação.

    Plástico Moderno, Coelho (Abiplast) e Guidolin (Braskem) reforçam o caixa do programa

    Coelho (Abiplast) e Guidolin (Braskem) reforçam o caixa do programa

    “O objetivo é desenvolver a cultura exportadora entre os participantes, promovendo a inserção internacional, a capacitação do empresário na formação de preço para exportação e a orientação para identificar oportunidades de negócios e praticar estratégias eficientes de divulgação e marketing internacional” resume José Ricardo Roriz Coelho, presidente da Abiplast.

    O programa surgiu com objetivos ousados. A meta inicial era dobrar a exportação brasileira de transformados de polietileno e polipropileno no prazo de dois anos. De acordo com dados da PICPlast, do lançamento do programa até dezembro de 2014, 45 empresas conseguiram incrementar as vendas externas. A venda resultante do incentivo dado pelo projeto alcançou o número de 34.740 toneladas. Ao todo, 141 empresas participam do projeto de capacitação para exportação.

    Os números não ajudaram muito o desempenho global das exportações do setor, que sofreram com a taxa de câmbio vigente em 2014. De acordo com a Abiplast, no ano passado foram exportadas 238 mil toneladas, contra 246 mil em 2013. O valor arrecadado ficou na casa do US$ 1,38 bilhão, contra US$ 1,39 bilhão no exercício anterior. Esses cálculos foram feitos com o valor médio do dólar na casa de R$ 2,33.

    Para Luciano Guidolin, vice-presidente de Poliolefinas e Renováveis da Braskem, com o amadurecimento e intensificação das ações previstas pelo programa, esses números devem ser incrementados. A expectativa é atrair número maior de empresas. “Acho que outros transformadores verão o papel estratégico do PICPlast para gerar cultura exportadora, compartilhar conhecimentos sobre o mercado, gerar divisas e contribuir para a geração de emprego, com o crescimento sustentável de nossa cadeia produtiva”. De acordo com a Abiplast, a indústria brasileira de transformação conta com 11.670 empresas e gera cerca de 360 mil postos de trabalho diretos.

    Outras preocupações – Para os transformadores brasileiros ainda distantes do nível de competitividade necessário para negociar com o mercado externo, o PICPlast oferece outros tipos de iniciativas positivas. São incentivadas atitudes do tipo como melhorar a gestão da empresa, capacitar colaboradores para atuação mais competitiva, e promover treinamentos sobre inovação de processos para se obter soluções de maior qualidade e valor agregado. Outra preocupação é a de estabelecer nova consciência de desenvolvimento sustentável para que cada empresa, cada colaborador, seja agente de promoção das vantagens do plástico.

    A partir dessas prioridades, são desenvolvidas ações direcionadas. Um exemplo foi o workshop sobre Desenvolvimento empresarial, desenvolvido em parceria com a Fundação Dom Cabral. O programa, com seis aulas que envolveram temas como logística e cadeia de suprimentos, gestão de processos, custos e inovação entre outros, capacitou 33 empresas no ano passado. Também foram promovidos workshops voltados para capacitação em custos e rentabilidade, palestras e consultoria em desenvolvimento gerencial e uma série de outras iniciativas.


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