Embalagens

19 de agosto de 2014

Pet: Multicamada oferece praticidade e segurança para embalar lácteos

Mais artigos por »
Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
+(reset)-
Compartilhe esta página
    Plástico Moderno, Garrafas para leite devem apresentar barreira à luz

    Garrafas para leite devem apresentar barreira à luz

    Plástico Moderno, Laticínio paulista usa garrafas feitas de PET desde 2012

    Laticínio paulista usa garrafas feitas de PET desde 2012

    Um grande trunfo do avanço da indústria do plástico nos últimos anos tem por base a versatilidade das resinas, capazes de substituir outros materiais em aplicações as mais distintas. No momento, um novo nicho de mercado com enorme potencial de negócios surge no Brasil para fornecedores de insumos e equipamentos, além dos transformadores. Trata-se das garrafas de PET para embalar leite do tipo longa vida, que começam a “pipocar” no mercado local. No exterior elas são usadas com maior intensidade há alguns anos.

    Duas marcas de leite se encontram entre as pioneiras dessa alternativa por aqui, Shefa e Leitíssimo. A gigante de origem suíça Nestlé não comercializa leite longa vida. Mas foi a primeira a lançar no Brasil bebidas lácteas para consumo individual em garrafinhas de PET. Hoje, conta com quatro marcas desses produtos com essa embalagem sendo vendidas nas gôndolas dos pontos de venda.

    O “adversário” a ser batido pelos representantes do setor do plástico é forte. Nos últimos anos as embalagens cartonadas conquistaram grande presença nesse segmento. A estimativa dos especialistas é de que elas dominam mais de 90% desse segmento de mercado. O grande nome na fabricação dessas embalagens no Brasil é a multinacional Tetra Pak. Outra empresa internacional com atuação na área é a Sig.

    Os representantes da indústria do plástico reconhecem que a substituição das famosas “caixinhas” não ocorrerá em curto prazo. A perspectiva desses profissionais é de conquistar espaço aos poucos. Ayrton Irokawa, gerente de vendas da Krones, fornecedora de projetos e equipamentos para linhas de produção de embalagens de bebidas, sejam elas de plástico, metal ou vidro, fala sobre a sua expectativa. Ele diz conhecer duas marcas de leite longa vida com esse tipo de embalagem hoje no Brasil e acredita que esse mercado deve chegar a oito marcas dentro de três ou quatro anos.

    Plástico Moderno, Nunes: indústria do leite está receptiva para o uso do PET

    Nunes: indústria do leite está receptiva para o uso do PET

    A expectativa é confirmada por outras empresas. No time dos otimistas encontra-se Ítalo Zavaglia, gerente de vendas do grupo Krauss Maffei, fornecedora de injetoras para produção de pré-formas para leite com a marca Netstal. “Esse mercado existe e é próspero. Vai ser um processo lento, o PET deve ganhar mercado à medida que o mercado cresce e surjam novas linhas de produção ou ocorra substituição das linhas antigas”, avalia.

    Marco Nunes, coordenador de desenvolvimento da Engepack, pioneira no Brasil e uma das principais empresas do país na fabricação de pré-formas de PET para embalagens, ainda não tem clientes no setor de laticínios. Mas está de olho nesse nicho de atuação e apoia a opinião dos demais entrevistados. “Um dos nossos objetivos é entrar nesse mercado. Já atendemos duas consultas de laticínios esse ano, existe um movimento dessas empresas para adotar o plástico”, diz.

    A Romi, fabricante de máquinas injetoras e sopradoras indicadas para a operação de transformação das garrafas, é outro exemplo. “O mercado de produtos lácteos está em constante crescimento e desenvolve embalagens para melhor acondicionamento e qualidade do leite”, explica William dos Reis, diretor da unidade de negócios de máquinas para plástico. Essa movimentação ainda não é representativa para os resultados da fabricante de máquinas. “Mas é uma tendência e estamos totalmente preparados para essas mudanças”.

    Plástico Moderno, Reis: injetoras e sopradoras para PET têm alto desempenho e baixo consumo

    Reis: injetoras e sopradoras para PET têm alto desempenho e baixo consumo

    De forma rápida ou lenta, qualquer avanço significa muito. O segmento de leite longa vida envolve números astronômicos. A técnica chegou ao Brasil no início da década de 80. Nos últimos vinte anos, de acordo com dados da Associação Brasileira da Indústria do Leite Longa Vida (ABLV), o aumento do consumo apresentou evolução espetacular. De um volume anual da ordem de 450 milhões de litros no início da década de 90, saltou para mais de 6 bilhões de litros em 2012.

    O Brasil é um dos países em que o leite longa vida é mais consumido. O motivo é fácil de ser explicado. O leite refrigerado é muito perecível, precisa ser distribuído com agilidade. As dimensões continentais do país e os problemas de transporte existentes por aqui dificultam essa operação. No exterior, caso dos Estados Unidos e de países europeus, o leite refrigerado tem maior aceitação.

    Vale lembrar: até a década de 80, grandes volumes de leite eram comercializados em saquinhos de polietileno, com prazos de validade bastante reduzidos. Hoje o uso desse tipo de embalagem ainda ocorre, mas caiu muito e se restringe a algumas regiões. No passado mais remoto, reinava o vidro.


    Página 1 de 41234

    Compartilhe esta página







      0 Comentários


      Seja o primeiro a comentar!


      Deixe uma resposta

      O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *