Aditivos e Masterbatches

9 de março de 2016

PET: Fabricantes oferecem maquinário diferenciado

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Publicado por: Jose Paulo Sant Anna
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    Plástico Moderno, MRS 110 gera PET reciclado apto para embalar alimentos

    MRS 110 gera PET reciclado apto para embalar alimentos

    Produzir peças mais leves e resistentes em ciclos mais rápidos é o sonho de todos os transformadores que trabalham com PET. Para se chegar a esse resultado, os fabricantes de equipamentos têm papel fundamental. Todos se esforçam diariamente para desenvolver modelos com tecnologia de ponta, capazes de tornar seus clientes a cada dia mais competitivos. A estratégia vale dos periféricos às injetoras e sopradoras, máquinas chaves para a indústria de embalagens. O mesmo raciocínio deve ser levado em consideração para as extrusoras, indispensáveis para as empresas de reciclagem.

    O PET necessita de tecnologia diferenciada em relação a outras resinas para ser usado em processos produtivos. A grande dificuldade de se trabalhar com essa resina decorre do fato de ser higroscópica, ou seja, absorve a água do ambiente durante o seu armazenamento.

    A umidade dos grãos de PET pode atingir níveis elevados, de até 0,6% em peso, se expostos sem nenhuma proteção às intempéries por longos períodos. Caso a resina seja submetida à fusão com esses níveis elevados de umidade, sofrerá uma rápida degradação (hidrólise), reduzindo o seu peso molecular. O resultado é a perda da viscosidade intrínseca e consequente redução de suas propriedades físicas. Essa particularidade exige máquinas adequadas para a transformação.

    No caso da produção de garrafas, frascos ou potes, por exemplo, a fabricação das preformas por injeção e, mais tarde, transformadas por sopro é recurso muito utilizado. São raros os casos de sopro executados diretamente dos parisons extrudados. Entre as vantagens do uso das preformas se encontra a obtenção de roscas, nas quais serão afixadas as tampas com medidas precisas. Por conta dessa característica, existem fábricas especializadas apenas na fabricação de preformas, outras que só realizam a operação do sopro e as que fazem as duas etapas da transformação.

    Grandes volumes – A etapa da injeção das pré-formas é bastante delicada. Vários são os fornecedores de máquinas para essa operação. Alguns são especializados e capazes de atender clientes interessados em equipar plantas industriais de grande porte. É o caso da multinacional Husky, que vende no Brasil sistemas completos, compostos de máquinas injetoras, periféricos e moldes. A empresa fornece injetoras com forças de fechamento entre 120 e 500 toneladas. A linha de periféricos inclui sistemas de água de refrigeração, secagem de resina, desumidificação de ar e dosagem de colorantes/aditivos. Os moldes projetados podem alcançar até 144 cavidades. Toda a sua linha é fabricada no exterior.

    Plástico Moderno, HyPET HPP55, da Husky: sistema completo para garrafas

    HyPET HPP55, da Husky: sistema completo para garrafas

    “Para a Husky, o mercado de transformação de PET tem vital importância, uma vez que somos líderes mundiais nesta aplicação”, diz Paulo Carmo, gerente de negócios de embalagens para bebidas. O executivo explica que a produção de garrafas é um negócio extremamente competitivo, que trabalha com grandes volumes de produção. “Neste cenário, é vital que os equipamentos operem com grande velocidade, disponibilidade e qualidade. É neste sentido que desenvolvemos nossos produtos”. Ele ressalta o fato da empresa ser a única no mercado que tem todos os componentes do equipamento de produção realmente integrados, de fabricação própria.

    Carmo destaca a linha de equipamentos HyPET HPP5, composta por todos os equipamentos necessários para a operação. “Ela traz para o mercado soluções inéditas”. Uma delas é o “sistema de monitoramento e alinhamento de moldes”, evolução lançada recentemente que funciona com um sistema de sensores. “Caso o alinhamento esteja fora dos padrões estabelecidos, a máquina para e o realinhamento é feito facilmente”. Outro recurso exclusivo é o sistema de limpeza automática dos moldes, que permite a realização de alguns procedimentos sem interferência do operador e sem paradas de produção.

    Em breve, a empresa promete novidades para o mercado brasileiro. Entre elas, a linha de equipamentos voltada para a produção de preformas multicamadas. “Trata-se de uma solução competitiva e simples que abrirá novas perspectivas para o uso do PET em embalagens de produtos sensíveis a luz ou gases”. Como possíveis aplicações, podemos citar as garrafas de lácteos, sucos, cervejas e outras que necessitam de tal proteção.

    Para Carmo, o ano de 2015 tem sido bastante ativo para a Husky. “No mercado de transformação de PET, os projetos têm maturação longa e passam por um complexo processo de análise técnica e econômica. Projetos que estão em implantação agora foram decididos e configurados há bastante tempo, quando o cenário econômico era diferente do atual”, explica.


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